quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010


Não sou nada boa a fazer balanços mas não podia deixar de passar por aqui nas ultimas horas de 2009.

Foi um ano bom com coisas muito más, mas isto de viver será sempre agridoce.

A todos os que por mim passaram e seguiram deixo um sorriso, e uma certeza que aprendi imenso, nem que seja a não cometer os mesmo erros. As feridas estão saradas e eu estou curada delas...

Aos que permanecem, só posso desejar que permaneçam, que nos riamos muito e que nos façamos muito felizes é que isto ainda agora começou.


Brindemos a 2010 que está quase aí. Ah e um beijo nessas bochechas.



:)


Pearl


domingo, 20 de dezembro de 2009

Natal :)


Podia estar aqui com uma lista de blás blás sobre o Natal, mas todos sabemos que o significado do Natal está perdido algures entre o consumismo e o dever social (eu incluída) . Debaixo da minha árvore estão dezenas de presentes (literalmente). Eu só ofereço a quem gosto, e só recebo de quem gosto também, tenho essa regra que me alivia a culpa de gastar tanto dinheiro nesta época.

Aos "meus" leitores, os que comentam, e os que ficam na sombra.

Os que gostam e os detestam.


Eu desejo um feliz Natal, cheio de saúde, comidinha e muitos mimos. E já agora bem quentinhos que o tempo entrou mesmo no espírito natalício.


Beijo em cada um de vôs.
Pearl

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Foda-se


Foda-se que mau que é começar uma publicação com tal vernáculo mas não me ocorre mais nada, a não ser foda-se mil vezes foda-se. Ainda me conseguem surpreender, estou fora de forma porque o meu olho tudo vê mas claramente encontra-se fundido. Viu, sim viu mas com tempos de atraso, tempos em que estive em desconforto mas em ingenuidade logo protegida.
E lá me vem aos lábios o meu foda-se, não sei se ria se chore, se corra se pare, se viva se morra...
Mas de facto tudo se conjuga não em tempos verbais mas substantivos comuns que teimo que se mexam no presente.Que falem no presente. Eu não julgo, eu não dou sentenças mas não será o pior cego aquele que não quer ver? E quem sou eu nesta frase? o cego ou aquele que não quer ver. O que sou eu nesta história? Nada me preparou para isto, nada. (Sorrisos) porque me sinto em estado de surpresa(s).
Foda-se se eu não fosse assim estas merdas não me aconteciam, culpo a minha personalidade num tempo em que tento a todo o custo ser leal a mim mesma. E cala-se a ironia, e cala-se a capacidade de destruir.
Vou contar um caso duma amiga que penso que ilustra bem este meu xurrilho de frases sem sentido.
No Natal ela ofereceu-lhe um casaco da Maximo Dutti, um dia, dois meses mais tarde ele ia com outra com o casaco vestido.
Se não fosse trágico seria irónico, e se não fosse irónico seria patético...foda-se.
Comigo não foi um casaco não.... nada material foi algo mais precioso, de valor inestimável.
Pearl
i need to heal myself





quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sono


schhhhh...silencio.

ah e já agora um bom sonho que ando a precisar... de sonhar.

Pearl



domingo, 6 de dezembro de 2009

Lua Nova


Onde haja um vampiro ou um lobisomem eu estou lá, confesso-me uma fã da temática. Por isso lá fui eu ver o filme do momento. Bem mais adulto que o primeiro mas ainda a transpirar a teen. Seja como for gostei e valeu a pena esperar, se gostam do género é obrigatório.
Pearl

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Lividez quebrada


Quebro-te a lividez no primeiro olhar, esperançada de incendiar-te no primeiro toque.
É assim que te quero faminta, de tudo o que não te dei ainda.
Balbucio-te frases curtas, sangradas de todos os tempos que nos separam.
És frio e quente, doce e amargo eu sei, sei porque já senti...
És tão perfeita no percurso dos botões da tua camisa, descubro-te a pele branca que adoro, descubro o cheiro do teu perfume que tantas vezes imaginei, lambo-te os ombros depois de te afogar em beijos de saudade, és minha, docemente minha e estás feliz. Quero que perdure o momento.
Todas as nossas músicas tocam nas nossas mentes, embalando-nos para fora desta realidade tão contraditória, és mesmo tu, sou mesmo eu: somos mesmo nós que escrevemos a página dum livro que se queria fechado e esquecido. Mas que permanece em cima da mesa de cabeceira. As minhas lutas passam por não olhar para ele, mas ele abre-se diante dos meus olhos e já não consigo desviar o meu olhar dele. Retomo a tua pele, desço...beijo-te a barriga estendendo um dedo aos teus lábios que o molham, sinto o vibrar do corpo nas minhas mãos...
Nada nos quebra agora, porque unicamente só emana de nós a concretização dos mais secretos desejos, dos objectivos tão timidamente traçados.




(o tempo no meu caso nada fez às minhas verdades)
Pearl

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

the F word




Gostaria de tomar conhecimento da sensação de vazio posterior. Essa sim, seria digna de minha atenção.


Pearl (sem muita censura hoje)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

(...)


Não serás tu uma parte da minha vida que fica por viver? Escrevo no presente porque é onde estamos temporalmente.
Porque é que eu sou sempre o gelo, se me sinto inflamar perante uma ausência que não pedi.
Basta de vitimizações, jamais te infligi golpes que não previsses, que já não fossem esperados.
Lidei com a maldade venenosa de te ver dizer adeus entre lamentações e infantilidades, coisa que admito que não consinto.
Não quebrei o meu impulso a ti... só não sei lidar com contradição, jamais serei capaz de fazê-lo, porque aquilo que piso tem que ser chão, o que respiro tem que me fazer viver não morrer.
Estou melhor porque estou em solitude, o meu estado natural, o estado em que mais me desenvolvo, observo aridamente o comportamento alheio... ainda me surpreendo. Outras enojo, pontualmente sorriu.
Todos os resquícios de passado que conseguem vir ao cima, são empilhados em tudo o que não foi, em tudo o que morreu sem nunca ter vivido.
Podes ver-me sempre que assim quiseres, podes espreitar o meu mundo, porque de facto é algo imenso na minha vida. Para ti só foi aberta uma janela, uma janela que não transpuseste, tu fechaste-a e eu tranquei-a (por dentro). São os percursos que tomamos...irrefutáveis.
Desejo-te nada, porque não tenho humanidade suficiente para te desejar o que for, nem bom nem mau, apenas nada. O nada que ainda não és...
Pearl

sábado, 21 de novembro de 2009

Teria

de bom grado férias...um pouco de silêncio, um pouco de prazer. E acho que me retemperava.


(sempre na companhia certa)


Pearl

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

...and I wish


..serões passados em conversas intermináveis.

conclusões inconclusivas.

Ter-te para mim numa solidão em espelho.

Perder-me nos teus caminhos que de tão negros me aliciam a visão.

É mesmo assim incisivamente que me manifesto.


Pearl

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Magnetic


Fly with me...

coisa perfeita que o universo me mostrou...

Sombras em que mal te vejo, mal te pressinto, ar em que flutuas presente, numa corrente de ar que me arrefece a alma e me ferve no corpo.

Tudo isto és tu...pura, da mais pura inspiraçao.
Pearl

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Not so lucky

Só na hora de me despedir é que me apercebi que tive um trevo de quatro folhas em minha casa, constato que ironicamente não me deu qualquer tipo de sorte... já não o tenho.


Pearl

domingo, 15 de novembro de 2009

Não tarda.

Não tarda
serás nota musical que se desvanece.
Serás fim de festa que vai morrendo.
Não evito que te tornes passado sem possibilidade de presente.
Não demorando serás bilhete esquecido no fundo duma qualquer caixa de memórias.
Serás a mais leve cicatriz que ostento, serás como olhar para trás.
Lentamente o desespero cura-se, deixando-me leve.
A onda que se desvanece na minha praia, serás calmaria sem vento que te consiga dar ritmo.Todas as tempestades terminam.Não és excepção.
Deixarás de ser palavra na minha boca, sem som, votado ao esquecimento
Quem sabe ainda te transformes em sorriso, quando tudo passar, quando finalmente o tempo for eficaz, e estares de certa forma inerente ao meu ensinamento.


Não tarda serás nada, normalmente é o que acontece com quem já foi tudo.
Pearl


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

On my own

O auto conhecimento permite-nos evitar erros, e um deles é magoar os outros pelo profundo desconhecimento de nós próprios.
Eu estou cansada de tentar perceber os outros, de tentar analisar o "porquê" de certas atitudes, Os outros são o que são e eu sou o que sou, (aqui toca Clã que eu gosto imenso. Talvez pela poesia ou pela verdade que me transmite. Todos nós temos um problema de expressão).
Com isto tudo tenho-me perdido de mim, do que sou, é necessário voltar a casa, aligeirar o passo, eu tenho a vida toda não é verdade?Tenho-me sentido doente fisicamente até. E sei que tenho que parar de me tentar adaptar, de ser diplomata, de ser o que esperam de mim. Até porque eu nada devo a ninguém.
Na minha mente há uma questão premente, como é que se magoa algo já profundamente magoado?! É tudo uma questão de falta de sensibilidade e muitas vezes maturidade ou ainda objectividade. Sei que são três palavras dificies de executar e qualquer coisa nos turva a mente. Mas há que existir esse esforço.
Numa conversa com um amigo (espero que me perdoe a indiscrição) há uns tempos, lhe dizia que haverá sempre mortes à nossa passagem, a de outros e quando assim não for a nossa própria. Há sempre o desfalque da consequencia. Será que nos iludem? Ou somos nós que nos iludimos a nós mesmos e vemos o que mais gostamos unicamente. Sou uma romântica bem sei, uma crente mas sinto-me desacreditada no ser humano, como faço para superar isso? Se é que existe superação alguma.
Resta-me reestabelecer a mente e o corpo. E como diz a minha irmã de dezassete anos "sim doí mas não mata!".
Pearl

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

(...)


Sempre me disseram que nascer doí, será que resnascer não doí mais!?
Reinventarmo-nos, a partir do nada, ou então dos destroços.
Será que a cada renascimento não morremos um pouco?
Tenho sido uma aluna capaz nesta coisa de entender o que é a vida, mas longe de ser brilhante ou auspiciosa.
Mas sei que renascer, me tem sido caro, me tem sido essencial tanto como duro.
Pegar em mim nessa morte que me foi dada, e retomar a capacidade de ser sorridente.
Apegar-me à essência do meu inicio. À capacidade de ressurgimento. Estou longe de ser encantadora porque em mim ainda reside o sabor, a imagem, da destruição. Longe de ser capaz de me avaliar, e de concluir e finalmente guardar tudo isso em fragmentos invisíveis. Sei, que não é por não os ver que eles não estão lá, mas talvez um dia se desfragmentem também. Qualquer edema emocional, faz-nos recuar anos luz na ânsia de sermos algo de especial, algo de fundamental nesta roda da sorte que são as emoções. Qualquer tentiva de cura-lo antes do tempo será funesta, será um engano, e pode ainda retardar o renascimento. Não há como encurtar o trilho. Há que ser palmilhado passo a passo. E sem olhar para trás.


:)



Pearl




terça-feira, 3 de novembro de 2009

Lábios

Já viram uns lábios chorar!?
saborear uma e outra lágrima.
Sofregamente beber cada uma delas
sentindo-lhe o sal, a humidade.
É precisamente o contrário que os meus fazem
ostentam um sorriso tão leve e tão subtil,
inatingivel...
Tomo o oxigénio numa calma ultrajante e descomprometida.
Como se me preparasse para algo maior
quando sei que o maior já em mim reside.
Nos meus lábios guardo a doçura, não fel.
Guardo beijos, e sons de prazer único.
Guardo segredos que jamais serão audíveis...nem em espectros.
Fico-me nesta imobilidade tranquila, já que a velocidade me assusta.
Permaneço sorrindo, a dar-me conta que ninguém o vê
somente eu, somente na minha intenção ele vive.
Guardo-o nos meus lábios.
(só mais um pouco)


o Sorriso



Pearl

domingo, 1 de novembro de 2009

Caminhando


Resolvi deixar de parte a árdua e impossível tarefa de ser feliz, decidi que o momento em que me sentir feliz será o momento em que o serei e nada mais. E quanto mais momentos tiver melhor estarei, melhor serei.

Resolvi também deixar de contrariar a minha natural tendência de achar que tudo se compõe, que tudo estará bem, eu acho mesmo que tudo ficará bem duma maneira ou de outra...

Sei quem sou, e sou muito bem construída e mais ainda sei onde pertenço, onde cresço todos os dias. O que existe na minha vida é pulsavel, incrível e eu sou sortuda por tudo isto, e é por isso que escolho sorrir e continuar o meu caminho um pouco mais sofrida sim mas também mais sábia.
Pearl

sábado, 31 de outubro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

...


Sinto-me um (im)perfeito rascunho.
Pearl

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Desejos.


Por mais chuva que me lave, nada me tira o peso que me tomou.
Simplesmente não escorre de dentro de mim para fora.Ficou preso por fios de prata e magoas de sal...
Acho melhor infligir-me uma dor maior de modo a apaziguar esta, que dor maior seria? Não sei...
Pela saúde do meu olhar que me olha agora neste instante que fui uma crente, apelidada de vilã, de ultrajante...
Nada que não seja tão comum a cada porta desta minha vida. Acho que nas minhas muralhas estarei a salvo, nada de voar (o anjo não sou eu) aqui é definitivamente mais seguro.
Agora e nos próximos tempos não direi nada que faça sentido, visto que tudo se despiu do mesmo em prol duma nudez nada esperada, em honra de nada. Serei só eu agora aqui, em tempo fomos mais, deixem-me habituar ao silêncio que me foi imposto...acho que quero mantê-lo e difundi-lo. Quebrei profundamente, a lástima de querermos agradar a todos, de nos dividirmos em mil não me trouxe mais que um mergulho no mais profundo de mim mesma. A mesma que já sorriu, se contorce de pé porque é importante permanecer-me em pé nesta hora.
Todos os gritos que me doem no consciente, todas as marcas que me ostentam no ar abatido fazem que me doa demais, a dormência que me impede a reacção deixa-me mais exposta ainda à ironia.Não quero ir por aí, porque quero manter-me lúcida. Hoje estas lágrimas são minhas na exclusividade, amanhã eu não sei...
O meu plano agora não é nenhum, porque tudo se quebrou como estilhaços na frente dos meus olhos incrédulos. Deixo os adjectivos para depois porque por mais que me ocorram não estariam altura de tudo isto.
Os meu desejos hoje são para mim:
Desejo as pazes comigo mesma.




Pearl

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009


Simplesmente acho que há frases que não devem ser montadas e muito menos proferidas.É que não deixam de matar.E eu quero viver.
:)
Pearl

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Things?


Love


Desire


Ecstasy


Fantasiy


Delight


Rapture


Heaven


Paradise
You
are
all
things
to
me

domingo, 11 de outubro de 2009

Companheira



Serenamente ou menos serena anseio coisas, multidões e espaços em branco.Sou do género de me entusiasmar com a raridade, com aquela capacidade de se ser único entre iguais. E é aí exactamente que me perco muitas vezes me encontrando.
Não será essa capacidade que me salva de mergulhar num total papel de espectadora? Sei que sendo tantas vezes senhora de dicotomias é-me difícil escolher algo em detrimento de outro. Mas para mim aquando da escolha, será sempre interventiva e reactiva. Não tenho medo de batalhas(daí talvez a escolha musical) desde que me mereça a minha acreditação e paixão. Envergo sempre uma arma em defesa da minha escolha, em defesa dos seres únicos que atravessam a minha vida. Só parando quando vem a única arma que me desarma: a decepção.
Já aqui falei da dita, que é sempre seguida de espaços em branco em que muitas vezes me redesenho, me enchendo de cores temporárias e projectos paleativos. Difícil de entender? Não, sei que não, é só aquele tempo de sarar, reerguer e montar de novo.
Tenho o melhor sorriso nessas horas, o mais brilhante e sedutor, confesso que muitas vezes impregnado de malícia... a dureza que me caracteriza é sempre antecedida desse sorriso, este mesmo que faço agora, e oiço as notas que me embalam a mente e os dedos sobre o meu teclado negro.
Debato-me pela raridade sempre que me encontro com ela. Podes não ser o(a) mais perfeito(a), o(a) mais bonito(a) ou o esperado. Mas para mim sem dúvida mereces toda a minha atenção e capacidade me juntar a ti na batalha que escolheres.






quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Noutro


planeta...totalmente!
:)
beijos nos amigos

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Desilusão

Por vezes tenho a mania de achar que determinada pessoa não irá desiludir-me quando acontece finalmente, tenho a tendência de "fazer de conta" que não vejo. Quando finalmente sou obrigada a ver de facto o tamanho da desilusão infligida reparo que ainda é maior do que pensei. Como se a imortalidade existisse!?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Luísa



As manhãs eram sempre caóticas, cansativas e ensonadas. Custava-lhe imenso levantar-se de manhã porque tinha insónias e quando não as tinha o seu cérebro era um pequeno relógio que não parava nunca. Ou com os seu próprios esquemas mentais do dia que vinha ou do que se ia, ou com algum alheio.Quando o telemovél tocava para mais um dia era como se o seu corpo pesasse o dobro, como se tudo no seu dia lhe aparecesse em dobro sabendo que provavelmente seria em triplo.
Entre despertar uns, gritar a outros Luísa arranjava tempo para si, nunca saia de casa sem uma aparência minimamente aceitável, nos últimos tempos tinha sido acometida pela ânsia de parecer mais bonita mais jovem. Irritavam-lhe de sobremaneira as olheiras da tez morena e do cansaço crónico que desenvolvera. Disfarçava-as com um corrector e nos lábios um lipgloss. Entrava no carro, e ao longo de trajecto o caos ia desaparecendo entre beijos e "até logos".Quando finalmente se via sozinha no seu carro e no seu caminho, aumentava o som da música e imaginava uma outra vida, uma outra escolha. Ela tinha direito a esse escape mental, tinha direito a essa ponta de liberdade que durava apenas dez minutos, mas que lhe devolviam um brilho acutilante ao olhar (sempre e apesar de tudo): tão sedutor.


Pearl

sexta-feira, 21 de agosto de 2009


Sempre fora profissional, tanto no emprego como fora dele.
O profissionalismo não se tem só num ambiente de empregabilidade mas fora dele também . E por vezes é até onde é mais exigido.
Pousa os sacos em cima da bancada cheia de migalhas e facas sujas de manteiga:"é sempre a mesma merda". Senta-se perante mais um dia em que tudo correu sobre carris e sem destabilizar. Pensa que não lhe apetece nada limpar a porcaria dos "outros" mas o tal profissionalismo não a deixa tomar tal atitude.
Num ápice a bancada da cozinha fica limpa e a mesa também.As compras estão no sitio, aliás como tudo na sua vida...extremamente arrumado e imaculadamente limpo. Dirige-se à sala, onde os gritos quase a fazem querer desaparecer, desenha aquele sorriso doce nos lábios e entra, espectacularmente feliz.É recebida com beijos e abraços e muito mimo, para si é mais que suficiente.
O que poderá faltar numa vida tão aparentemente perfeita, onde se considera uma profissional qualificada e competente, onde tudo está arrumado nos devidos lugares, e esses lugares são tão comuns que a própria existência já se tornou automática.
Automaticamente feliz!?
...será?



Parece-vos a introdução duma qualquer vida, uma que seja vossa ou de outros, uma que já saíram, ou outra que querem entrar.
Pois bem, esta vida tem um nome: Luísa e tem 31 anos.
O que vai ser escrito sobre este pedaço de vida que nós todos já vimos é puramente ficcional, e produzido na minha parca imaginação.
Pearl

domingo, 16 de agosto de 2009

...




Quantas mortes já causei eu à minha passagem? quantas vezes eu já morri quando passaram por mim.
Que rumo foi este que tomei e não consigo voltar atrás.
Estou tão confusa como uma borboleta no seu primeiro dia de vida.
Nunca serei uma mulher que se coloque em pause, nunca... e acho que nem conseguiria sê-lo.
Prefiro a vertigem insana do arrebatamento do que uma morna e suave brisa que de tão longinqua nem se sente.
É aí que me pergunto quantas mortes já causei com o meu modo de ser e quantas vezes já morri ás mãos deste meu modo de ser...quantas vezes já me mataram por ser assim.
Vejo tudo tão claramente porque a minha racionalidade não me deixa que veja de modo turvo, vejo tudo tão fora dos seus lugares que não suporto a confusão que tudo me faz.
Na minha vida tudo tem o seu lugar, tudo, não as mudo de sitio quando não me dá jeito, ou não me apetece(ou não posso) interagir...tudo está bem definido e quem ocupa espaços na minha vida, normalmente é para toda a vida, porque são tão poucos, quase nenhuns. Aprecie-os e como diz a música "nutro-os" sempre que posso, e eu posso quase sempre.
Tudo o que dou afectivamente não é retornado na mesma dimensão e raros são os casos em que acontece o contrário. Agora coloco a questão:será que sou eu que dou demasiado? ou será que sou exigente? nunca saberei, eu sei.
A única coisa que sei, é que fica um vazio difícil de suprimir, fica o desejo de querer e não poder ter, fica o anseio de tudo o que planeei não se concretizar.
O meu espírito é de evolução constante, sem isso paro e morro mais uma vez.
Sou o que consigo ser
assim como cada um de nós é o que consegue ser, nem mais nem menos.






Pearl

domingo, 9 de agosto de 2009

(in)completa


Serei sempre a pergunta sem resposta.
o Céu sem sol.
Serei sempre inacabada, absolutamente incompleta.
Serei sempre a marca que ficou aos olhos de quem sofreu.
O rosto que lembra a dor.
A dor que me entreabre o corpo, que necessita.
Serei sempre incapaz de mudar.
Ser mar com areia.
Lua com luar.

Jamais esperes que seja plana,
que me alimente unicamente do básico.
De restos ou futilidades.

Serei sempre ar sufocante.
Estrada sem destino.

Eleva o silencio ao teu maior decibel,
castiga a tua pele na recusa do que sofres.



Eu serei sempre absoluta
serei sempre máxima na minha vontade de crescer
e voar.



E mesmo cheia de peças incompletas
não tenho medo algum de viver



...



Pearl

domingo, 2 de agosto de 2009

Dois/2


Miss Sunshine tens o meu amor, o meu orgulho e a minha vida.
Pearl

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Carta.


Deixa a vida correr
sem pressa de vive-la
o que fôr para ti
será teu
e o que não fôr não interessa!
Interrompe sempre que te desagrade
que te fustigue a alma branca que tens.
Pára o teu caminho
sempre que te fôr custoso,
quando mais parares mais vives.
A vida corre na mesma
enquanto paramos.
Escolhe quem te acompanha
como se do mais importante se tratasse.
Dos escolhidos
depende um caminho mais fácil ou difícil.
Sê selectiva com tudo o que te rodeia,
com tudo o que te parecer bom...ou mau.
E sem te protegeres
deves ter a capacidade de crescer saudável.
Respirar a tua liberdade,
sentir a tua pele
e ampliar os teus sonhos
até à realidade pretendida...



e seres feliz...com o que és, e queres ser.
Pearl
PS: há fardos que não te compete a carregar
lágrimas que não estão destinadas aos teus olhos,
dores que não te podem ser infligidas...
recusa-os.



segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dentro das minhas próprias barreiras estarei sempre segura...

Pearl


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Shinning Pearl (1ano)



É hora de não levar bagagem
é hora de tapar os móveis
com lençóis macios!
Os móveis que sustentaram
lágrimas e sorrisos
que sustentaram meu corpo cansado tanta vez!
Nas paredes tenho pinturas
de artistas com o meu nome
de paisagens que só eu vi
que sou eu experimentei.
Têm os sonhos calados
e olhares pasmados
pelo o que vi
pelo o que senti!
No chão já não toca o meu salto
o balanço do meu corpo
já não é sentido aqui
a madeira já não range quando eu passo
...calou-se...
e já não quero senti-lo nos meus pés!
A música já não toca,
já não é a minha musica
já não me pede que dance...
Fecho portas, corro cortinas
as divisões da minha casa estão condensadas
em memórias
em fantasmas que passeiam por aqui
pedindo que eu fique mais um pouco
...aceno que não...
Fecho a ultima janela
vejo mais uma vez a paisagem daqui,
serena mas tumultuosa!
Sinto o cheiro
daquele sitio que já foi meu
que não pensei mais sair!
Um último olhar
o derradeiro cheirar.
Dirijo-me segura para a porta,
numa certeza urgente!
Já não existe ali calor
já não existe ali o som da vida
porque são as únicas coisas que
trago na bagagem
Fecho a porta
dou-lhe costas
afasto-me
olho de novo
e já não estou lá!
Sinto a brisa...
é minha...
Empurra-me para longe,
já não pertenço ali!
Pertenço onde quero estar,
a minha morada é onde cresço!



Republico este meu texto, foi o primeiro deste blog, foi bom relê-lo, ouvi-lo!

Com isso assina-lo também um ano de Shinning Pearl.

Quero agradecer a todos os que me lêem a disponibilidade e partilha, um abraço enorme a todos os amigos que vieram através dele, sendo poucos são preciosos: Amo-vos!


Pearl

quarta-feira, 8 de julho de 2009



...a máquina não pára!

Pearl

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Seres

Sou quente como a Terra
e fria como a chuva...
Não sei como mas de alguma forma divina
despertas as palavras em mim,
o exercício de em mim mexer.
Revolver carne misturada com desejo,
lágrimas com canela...

E sou calma como a brisa
e revolta como o mar...
De todos os silêncios quebrados
este foi o que me soube melhor,
de todos os regressos desejados
este foi o que mais desejei...

Apetece-me dizer:

que sou mágica como a Lua
e que queimo como o Sol...
Continuo a sorrir
porque só isso me causas
continuo a escrever
porque assim te chego de novo!

Acho até que:

Sou chão no meu caminho
e ar no meu mundo...
Toda a persistencia em mim resista
e que toda a coragem me vele a sono
e a vida.
Deixo-me embarcar nas minhas linhas
estas que aqui escrevo
e aquelas que sou.


Apraz-me gritar o meu nome,
letra por letra.
Coloca-las nas notas dum piano...

sinto-me melodia na tua voz,
numa canção de silêncios.




Pearl

sexta-feira, 26 de junho de 2009

This is it...


Para nós que crescemos com o Michael, hoje é um dia triste!

Foi a nossa primeira referencia musical, aquela que nos fazia sonhar: que sim, nós podíamos tudo!

Crescemos entre dezenas de posters dele, entre brigas na escola em sua defesa mas sempre ao seu som!

Dançamos, cantamos e fomos felizes, porque ele fez parte da banda sonora das nossas vidaa. Trouxe-mo-lo connosco para a vida adulta, e apresenta-mo-lo à nova geração..." este é o Michael."


Para nós ele era simplesmente Michael! E continuará a ser o mais importante, porque: Michael é Michael...


Pearl e Touch
(não deixaremos morrer o excelente legado musical que nos foi deixado, até porque a música tem o poder da imortalidade)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Work it girl




Há coisas das quais se leva uma vida inteira a fugir, mas chega um momento em que não há escapatória: ou encaramos a dureza do exercício físico ou a gravidade toma conta do resto(corpinho leia-se). E é perante a constatação que me rendo ao dito!


Pearl

domingo, 14 de junho de 2009

sem titulo.




Absorta numa normalidade quase que assassina é impossível não retroceder ao tempo em que fui feliz!


No tempo em que fui protegida pela ignorância de não saber que tinha que ser feliz, apartir desse momento vive-se em permanente incomodo, como se duma carga se tratasse!


Encaro esta normalidade fruto de todas as escolhas que se faz na vida, porque no final somos todos reféns das escolhas que fazemos.


Há dias em que se tenta tanto e com tanta força, que não nos é permitido respirar tão pouco, vive-se mais um pouco da própria normalidade, aquela conquistada sabe-se lá a que custo sabe-se lá de que modo!


Se pudesse quebra-la fá-lo-ia, se pudesse alinhar as minha escolhas e pô-las pela ordem que me empurram mais um pouco, fá-lo-ia!
Se um dia a normalidade se quebra, noutra reúne-se e cilindra-nos mais um bocadinho, só mais um bocadinho até expor sangue!
Acho que nesta minha dissertação cabe muita da minha vontade de explodir tudo em redor e não deixar nada a não ser a nudez imaculada da verdade! deixem-me rir mais um bocadinho da minha consciência, aquela que me apunha-la de forma livre e brutal afinal não é para isso que ela existe? encher-nos a vida de tristeza e arrependimento! massacrar-nos como um fantasma que tentamos a todo o custo evitar, sem forma, sem rosto mais presente em tudo o que somos!
Queria estar acima disto tudo, poder olhar-me de fora (sim mais ainda) gostaria de perceber onde é a minha falha para suster tamanha normalidade dentro de mim, e gostaria de adquirir o antídoto para a minha venenosa consciência!
Pearl


domingo, 7 de junho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

Assim...


Deixa-me parar
para respirar enquanto caminho apressada!
Percorro as ruas da minha mente
para me justificar o que não tem justificação...
Aquilo que mora irremediavelmente em mim.
Aquilo que cresce e palpita!
Não deixo que o salto me atrase,
espero que o bâton se desmanche na tua boca!
Anseio que caiam as alças do meu vestido
enquanto me marcas a pele
e a alma...cheira-me!!
Reproduz o meu nome
em sílabas lentas,
compassos desesperados,
há tanto tempo que espero
que não o farei mais!
Percebo-te nas atitudes
e em esgares de devassidão!
assim és, assim me fazes...
Sustenho-me perante a porta,
vejo o meu reflexo uma última vez antes de ti...
Noto a maquilhagem,
a roupa,
as mãos,
a silhueta...
Revelo-me numa presença de espírito avassaladora,
que se crava e ausenta em suspense de muito mais!


Fode-me...assim...





Pearl

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Pearl





Quando fico feliz, fico sem argumento, por isso não estranhem o meu silêncio!

Um beijo em cada um de vôs, deliciosamente sussurrado!

Pearl

terça-feira, 19 de maio de 2009

domingo, 17 de maio de 2009

Dieta

Eu: estou a fazer uma dieta.
(A)miga: dieta!? à base de quê!?
Eu: ...à base de fome.
Pearl

segunda-feira, 11 de maio de 2009

sábado, 9 de maio de 2009

Twilight Zone


O meu MSN por vezes torna-se a Twilight Zone e ontem tive uma experiência bizarra! Que fiz questão de refutar com o mau temperamento que também tenho!
Confesso que nem me senti surpreendida com tamanho desplante e a certeza absoluta que eu era ele(a), e que ele(a) e eu tínhamos qualquer coisa virtual, e que todas o(a) defendíamos (mas todas quem?). Sei que refutei tudo da pior forma possível, mas temos pena!

Ontem tudo o que se diz de mal do MSN aconteceu ali é que esteve no seu pior! e no fim do surto senti-me ser invadida por um enorme asco da abertura que muitas vezes permitimos a quem não merece, a quem não devemos!
Pearl

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Verdades da consequência.





Como me disse alguém que eu adoro:" as tuas escolhas não são nem piores, nem melhores, são as tuas". Ao qual eu acrescento que a única coisa que temos como certa perante uma escolha são as consequências... Faço as minhas sempre baseada num sentimento consciente de que tenho que ser feliz, nem sempre acontece o melhor perante a minha escolha, nem sempre tudo corre bem porque as consequências dão-se sempre, umas são magnificas, outras atrozes deixando-me o sabor a veneno na boca!
Saber lidar com isso ainda é um inicio para mim, ainda é um enigma! Como ficar impávida perante a consequência, como gerir a dúvida que estou certa? Lidar com a mágoa, com os sentimentos de querer parar, de querer fugir?
Toda a minha bagagem fica mexida, impelida pela consequência faço o que me parece melhor, sendo muitas vezes o caminho mais fácil, não o mais correcto...
Mas estando sempre em débito emocional não posso dar-me ao luxo de ser ferida por uma consequência...








Pearl

quinta-feira, 7 de maio de 2009

...


Se pudesse parar um bocadinho era o que faria...
Pearl

quarta-feira, 6 de maio de 2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Vertigem



Há coisas que nos fazem sorrir, sonhar, voar!


Coisas que nos tornam mais e mais, que nos acrescentam...elevando-nos!


Elevada na vertigem...na vertigem em que me deixo voar, em que me deixo viver!


Nessa vertigem que mergulho, não ignoro a queda, só não a valorizo! Não lhe quero atribuir protagonismo quando não existe nenhum disponível!


Na vertigem me encosto, me embalo, adormeço e acordo!


Perante o abismo que se impõe a minha fragilidade não me protege, é que eu não quero!!


Acredito que nesse abismo de emoções estarei acompanhada por quem de direito e desejo!


Acredito que não existirá final enquanto dure, que na vertigem eu encontre o que procuro, de mão dada com quem escolhi!


Os sons da vertigem, as cores que se fundem na minha pele, o vento que suaviza a queda, que nos perfuma...


Deixa-me cair, deixa-me reagir...



Pearl