terça-feira, 20 de agosto de 2013
Those Words.
"Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza
O que é belo declina num só dia
Na terna mutação da natureza
Mas em ti o verão será eterno
E a beleza que tens não perderás
Nem chegarás da morte ao triste inverno
..."
William Shakespeare
Não morrerei no Inverno
porque tu me deste as mil Primaveras.
precisamente quando eu caminhava num deserto
sem oásis à vista.
A eternidade da minha beleza
vive nos teus olhos
e morre nas tuas mãos.
Não, eu nunca sucumbirei
porque és a minha luz na noite mais soturna.
E matas-me a sede sempre que eu não encontro vida em mim...
Sim... Shakespeare escreveu
mas tu
consagraste-o a mim.
Pearl
terça-feira, 13 de agosto de 2013
The Journey (of our lives).
...é como se me esquecesse de tudo e,
eu já não existo a não ser na tua boca.
No entanto permanecesses afastado de mim como...
sim, como a lua do mar, e não é o céu que nos separa.
Ou a vontade de não sermos o destinado.
Eu queria a prenda que guardas para mim há décadas.
Eu sei-te faminto e sequioso a morrer duma inanição consentida.
Porque me escolheste para pagar os teus pecados quando eu não passo duma Inocente?
Porque não me deixas dar-te a redenção da Morte que tanto esperamos?
Pede ao Anjo que se cale que eu quero gritar-te o meu nome!
Quero que o decores para que o respondas quando te perguntarem onde pertences.
És absolutamente meu, em matéria e espirito e nós já escrevemos as mil linhas desta história.
O resto da história vive nas melodias que ouvimos
das misérias que vivemos
e nas mortes que não ejaculamos!
Pearl.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Quite Simple.
Por vezes tudo se simplifica assim... na pele suada e na palavra que existe sem soar.
Simples simples como eu não sou, nem Tu serás.
E o que eu gostaria, dá lugar ao que simplesmente eu gosto.
A simplicidade sem véus, sem espelhos que só reflectem embaraços que não existem.
Eu quero que seja sempre assim.
Simples como o diamante que mantens escondido em lugar incerto e ao alcance da minha mão.
Pearl
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Mundos...
Quando se corre velozmente pela vida, não nos apercebemos que ao nosso lado alguém pode ir correndo também.
Eu olho sempre em frente... sempre, mesmo quando pareço distrair-me nos olhos de alguém.
E sinceramente não oiço nada a não ser o meu próprio rumor na ida do meu passo.
Mesmo que oiça aquela melodia eu nunca me detenho para ouvi-la melhor.
Não acredito que os mundos se toquem, já não acredito nisso.
Mundos nascidos separados correrão separados.
Mesmo que um vento me aproxime ou uma chuva te faça cair na minha frente, não nos tocaremos porque...
Eu sou a Velocidade e tu a Imensidão e,
um Mundo não cabe dentro d'outro Mundo.
Pearl
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