sexta-feira, 29 de março de 2013

A Questão.




Se eu olhar-te pelo canto do olho
tocar-te com a ponta dos dedos
e cheirar-te o sabor... tu permaneces enfeitiçado?
 
Se eu ainda mesmo assim depois de te prender
tu te sentires solto
posso apertar mais o laço?
Será que aguentas a  velocidade da corrida?
 
Será que não sucumbes a meio do percurso?
A meio do futuro?
 
Saberás que a porta que abres é o portal do inferno?
Eu não sou porteira mas A Dona.
 
Cuidado com o pulso da minha mão!
Existe o perigo de sufocar-te na primeira tentativa.
 
Será que se eu acender a luz
tu perdes o medo do escuro que tens vivido?
Será que se eu te tirar do teu habitat natural tu sobrevives?
A noites sem dormir e dias sem comer?
A cortes de alma no chão e salivas perfumadas.
 
 
Tudo questões que terão uma resposta
se ousares responder-me.
É que eu sou Eu.
(e) Eu não caminho em limbos,
não bebo mornos
e nem uso médios.
 
 
 
Gelo ou Fogo!
 
Se não morreres gelado prometo que te mato na fogueira que tu mesmo acendeste.








Pearl






 

terça-feira, 19 de março de 2013

Bloodless Veins



 
Outros tempos
sem voz, cheiro ou pele.
O tempo do fantasma.
Que parece que foi ontem, sendo.
Que parece que não se foi, indo.

Outros tempos
de luz sol e aceitação.
Onde a hesitação não morava
e o mundo não se movia.
Deixei que se fosse para poder eu ir também.


Outros tempos
onde fui sendo  mais.
Crescendo em todas a direcções,
almejei o inalcansavél.
Eu queria sabendo que não teria.
Eu teria se não fosse o medo da orgia (de emoções)


Noutros tempos
eu voaria até ao meu fantasma
e desejaria a sua morte para mim
uma e outra vez,
até que finalmente o ressuscitasse.
Até que se tornasse vivo outra vez.
Ele queria viver, tenho a certeza.


Hoje eu posso dizer olhando para trás
que quis dois mundos na minha mão.
Que naquele tempo a minha espada estava cheia de fé na glória.
E, que me perdi na vida sem a sua presença motriz.

Ao tempo que já não retorna
eu desejo que a lembrança me lembre que um dia
fui de facto não um fantasma
mas, a sua história viva
que o levará através do tempo ainda por viver.


A minha espada ficou nesse mesmo tempo
onde os sorrisos foram desejados apesar das derrotas.
Onde eu mais uma vez fui a soberana
sem conseguir reclamar o meu trono.
 
E hoje nas suas veias onde eu já fui veneno.
Nada escorre
e
tudo
morre.





Pearl



sábado, 16 de março de 2013

(im a) Queen




 
 
Without a Throne.
 
 
 
(...)
 
 
 
 
 
 
 
 
Pearl

sexta-feira, 8 de março de 2013

Go on (carry on)!


(Pearl by Pearl)




Mesmo que se morra, o importante é não parar. Seguir mais forte do que nunca e sem medo das consequências. Quando tudo muda, muda-se também. Não é melhor nem pior, apenas diferente.
E neste caso o "diferente" agrada-me e valida-me.
 
 
 
 
 
 
 
 
Pearl
 
 
 
 
 
 

domingo, 3 de março de 2013

Página




 
Debaixo da minha pele
verte o sangue quente sem cheirar a restos de inquietude.
A liberdade que me foi dada ao libertar-me de laços fantasma,
confere-me a nova perspectiva duma nova era.
Sou capaz de amputar pela raiz e deixar morrer as raízes.
Sem hesitar, sem pestanejar tão pouco.
E replantar-me de novo.
Reinventar-me de novo.
Todas vezes e, esperando ser sempre a ultima.
Se tiver que dançar com o diabo
beber do seu veneno.
Se tiver que voar até ao meu desejo é,
o que farei.
Mas com as minhas asas.
Com a minha atitude de guerreira.
Essa é a diferença dos que têem e os que querem ter.
Dos que julgam que são
e os que são realmente.
Sempre que olho para mim
vejo-me a reconstruir
a, renascer do nada.
E sempre que olho no fundo dos meus olhos
sou eu que estou lá.
Sempre que eu for perdida
não fui eu que perdi.
Sempre que eu for amada
seremos ambos a ganhar.
Sempre que eu for A desejada,
seremos sempre uma página
na história da tua vida.
A página que começas a escrever,
já foi escrita há muito tempo.






Pearl