terça-feira, 27 de dezembro de 2016

2016

Um dia o regresso dá-se, um dia ele desvela-se ao meu compasso.
Volto aqui hoje para deixar um apontamento sobre este  ano, num ano em que nada foi publicado eu quis ser audaz e publicar antes que 2016 se extinga do calendário e da memória.

"O ano silencioso"...
Um ano da religação depois da tempestade.
Foram dias e meses no regresso a mim mesma.
Foram horas a mudar de pele, sem tempo de perceber quem era.
Não foi necessário saber nada este ano, não foi necessário porque prescindi de mim em quase todos os momentos,
Prescindi dos holofotes porque o que quero são estrelas.
Aquilo que eu sou é eterno e que me dão é efémero.
Tudo aquilo que eu achei que sabia, não aprendi, ensinaram-me. Tudo o que eu era deixou de me servir uma vez mais, e não é assim que se faz o caminho diligentemente? Não é assim que se viaja leve? Nada do que eu possa ver faz parte de mim, assim como tudo aquilo que eu possa sentir me faz ser diferente todos os dias.
Foi assim, suavemente que me aproximei de mim, que me aproximei do firmamento estelar que carrego dentro do peito.
Não há nada a proteger nem a defender, e assim eu aprendi a não fazer guerra. Aprendi que as estratégias são sintomas de resistência.
Este ano não houve batalhas, nem corridas contra o tempo, houve o caminhar pela calmaria escolhida, a certeza que tudo está no seu lugar sem pertencer necessariamente a lugar nenhum.

Ah é verdade, eu escrevo com céu a crepitar de estrelas e com os ouvidos cheios de música, que mais posso eu querer?
Este ano eu fui feliz. :)



Bom 2017 (o ano do principio).