domingo, 28 de dezembro de 2014

Poço.

 
 
 
A Atracção pelo desconhecido não será um dos actos mais masoquistas a que nos propomos?!
Porque é que nos debruçamos sobre o murete dum poço quando sabemos que o mais certo é cairmos por ele abaixo?!
Porque é que teimamos em achar que controlamos a situação quando o controle não sai das nossas mãos?
Conseguimos fixar o olhar no "vazio" do escuro mas não conseguimos ver que o fim se aproxima à medida que observamos mais profundamente.
Eu não espero que me entendam, basta que Eu me entenda.
Eu, estou mais uma vez sentada  num ponto alto e panorâmico Onde eu gosto de estar. Onde eu posso  observar Tudo o que me interessa Pensar. Bem verdade que metade do que eu vejo eu preferiria não ver. Mas eu sempre preferi uma verdade assassina que uma treta com pouco prazo de validade.
Eu mesma já espreitei alguns poços mas só cai num. Acreditem quando digo que ainda não sai de lá.
No fundo só nos queremos escravizar uns aos outros. Arrancarmos o que de melhor somos, usar até acabar e reciclar por algo melhor."Melhor"??? :)
Aí que é eu te fodo: Não existe melhor que Eu.
 
Voltando ao meu raciocínio inicial, o ar do meu Castelo muda mais uma vez.
Eu teimosamente permaneço com a minha mão agarrada à tua mão tão escorregadia.
Estás a tentar reciclar-me mas é impossível reciclar "Algo" como eu. Deixa-me portanto apodrecer à mingua que me impões.
 
A Borboleta que emerge Poço acima acode-me neste acto pútrido que é o Renascimento.
Uma Única Borboleta que não para de parir outras borboletas que me infestam o  deserto estéril.
Que me obriga a abrir os meus olhos e me faz diminuir o murete do Poço.
A queda apresenta-se inevitável. Quero tanto que caias e te afogues como quero que me puxes poço acima. Já viste este Mundo e a sua beleza?! Eu não pertenço a ele.
Saberás tu que o Poço é toxico e nunca ninguém saiu dele Igual. Pretendo condenar-te à morte mal caias, pretendo esventrar-te todas as demagogias que intentes usar.
 
Encontras-te num acto absolutamente masoquista. Eu apenas observo tua masturbação Mental na perplexidade da minha existência.
Inexplicavelmente eu Existo
(e Agora para ti também!)
 
 
 
 
 
 
 
Pearl
 
 
 







sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Eternidade(S)

 
 
 
Apercebo-me agora que o Tempo passou,
que os dias de alento e elevação se transformaram em anos
de areias geladas com mais ou menos oásis.
 
 
Tornei-me de tal modo Intocável que já nem Tu  me queres tocar.
É a morte que vem chegando lentamente
e
eu
e as minhas veias recolhem à minha carne gelada.
 
 
Por vezes sinto-me tão cansada que os meus segundos param...
Detém-se uma e outra vez nos teus olhos que se perdem nas sombras.
Não existem multidões em meu redor.
Não existe o quente das peles nem o molhado dos beijos.
 
Tudo se apaga quando o meu relógio segue célere
na demanda de me fazer cair.
 
Não vale a pena pedir ao Tempo que me perdoe.
E mesmo que me perdoasse não voltaria atrás.
Vejo claramente o Precipício que se avizinha aos meus pés.
Temo não voltar a ressurgir na tua Vida
à medida que o tempo te mata a Paixão.
 
 
Num desacerto que não consigo concertar.
 
 
 
 
 
 
Pearl
 
 
 
 





quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

... ... ...




"Porque é que a tua fluidez se quebrou quando te perguntei como lidas com o Amor!? Porque é que senti um nevoeiro quando te questionei... Uma barreira tão palpável como estranha?!"

Não se quebrou porque não existe.
Eu que já escrevi quilómetros de linhas sobre o Amor reconheço a minha inabilidade  em aplicar a pratica.

Não consegui responder porque nem inventar consigo.
E também  me apercebo que nesse tema o meu Olhar desvia-se para demasiado longe da conversa. Não é que não queira falar, mas desconheço o idioma. Não consigo alinhar um pensamento que mereça a pena ser verbalizado.


Temos portanto um deserto.
O dos meus piores sintomas é a perda do Argumento.







Pearl








sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Ascensão





A rising Star
without
Love.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não faz mal...
 
 
 
 
 
Pearl
 
 
 
 
 

domingo, 7 de dezembro de 2014

Equilibrium

Quando a vontade dos outros prevalece sobre a nossa.
E quando o Muro se ergue para nos travar a corrida.
Não existe aqui lição nenhuma para ser aprendida mas,
é nesse momento que as sementes da Rejeição são semeadas.
 
Nós então seremos solo fértil ou não para essa emoção.
 
 
No meu solo já não crescem "coisas" como a Rejeição.
A Rejeição é semeada por nós mesmos sem necessidade de ser muito alimentada por outros
para se tornar enorme e tóxica.
Não é algo que eu alimente em mim porque não preciso.
 Existe em mim sim um Inconformismo que é rapidamente substituído por um sentimento de desapego em relação aquilo que eu não posso mudar.
Existirão sempre coisas que me vão ultrapassar e nada vou puder fazer para as reverter a meu favor.
Tornei-me alguém que se desapega rapidamente do que não controla e muitas vezes é precisamente nesse Desapego que eu encontro a minha paz.
Ora quando se faz tudo o que pudemos para alcançar algo ou alguém e não somos bem sucedidos devemos e podemos ficar felizes apenas com a própria tentativa da tentativa.
Por acaso estou a escrever e a ouvir Undergound Sound of Lisbon - So Get Up:
 
"THE END OF THE EARTH IS UPON US
PRETTY SOON IT’LL ALL TURN TO DUST

SO GET UP
FORGET THE PAST

GO OUTSIDE
HAVE A BLAST

GO A THOUSAND MILES IN A JET AIRPLANE
GO OUT OF YOUR MIND GO INSANE"
 
Tudo aquilo que a vida é pode de facto ser muito mais se nos dispusermos a receber pessoas e factos que nos irão acrescentar.
Quando essa disponibilidade não é desejada e criada é como se ficássemos a meio duma obra. Não faz mal...
Eu não me sinto rejeitada porque a vida sabe-me mimar e eu mereço tal mimo.
Pode não ser o que eu queria é facto, mas é.
A Lei do Equilíbrio (Compensação) trabalha de forma misteriosa e eficaz e eu sou atenta a Ela.
 
 
 
 
 
 
 
Pearl
 
 
 
 
 
 
 







sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Shameless Aliciation.

(Pearl by Pearl)

 
 
 
Atreve-te a pisar. o solo do Inferno.
 
Isso sim é a Arte de ser um Demónio
e amar uma Deusa.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não permanecem
mas
Tocam-se.
 
 
 
 
 
 
Pearl