segunda-feira, 30 de novembro de 2009

the F word




Gostaria de tomar conhecimento da sensação de vazio posterior. Essa sim, seria digna de minha atenção.


Pearl (sem muita censura hoje)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

(...)


Não serás tu uma parte da minha vida que fica por viver? Escrevo no presente porque é onde estamos temporalmente.
Porque é que eu sou sempre o gelo, se me sinto inflamar perante uma ausência que não pedi.
Basta de vitimizações, jamais te infligi golpes que não previsses, que já não fossem esperados.
Lidei com a maldade venenosa de te ver dizer adeus entre lamentações e infantilidades, coisa que admito que não consinto.
Não quebrei o meu impulso a ti... só não sei lidar com contradição, jamais serei capaz de fazê-lo, porque aquilo que piso tem que ser chão, o que respiro tem que me fazer viver não morrer.
Estou melhor porque estou em solitude, o meu estado natural, o estado em que mais me desenvolvo, observo aridamente o comportamento alheio... ainda me surpreendo. Outras enojo, pontualmente sorriu.
Todos os resquícios de passado que conseguem vir ao cima, são empilhados em tudo o que não foi, em tudo o que morreu sem nunca ter vivido.
Podes ver-me sempre que assim quiseres, podes espreitar o meu mundo, porque de facto é algo imenso na minha vida. Para ti só foi aberta uma janela, uma janela que não transpuseste, tu fechaste-a e eu tranquei-a (por dentro). São os percursos que tomamos...irrefutáveis.
Desejo-te nada, porque não tenho humanidade suficiente para te desejar o que for, nem bom nem mau, apenas nada. O nada que ainda não és...
Pearl

sábado, 21 de novembro de 2009

Teria

de bom grado férias...um pouco de silêncio, um pouco de prazer. E acho que me retemperava.


(sempre na companhia certa)


Pearl

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

...and I wish


..serões passados em conversas intermináveis.

conclusões inconclusivas.

Ter-te para mim numa solidão em espelho.

Perder-me nos teus caminhos que de tão negros me aliciam a visão.

É mesmo assim incisivamente que me manifesto.


Pearl

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Magnetic


Fly with me...

coisa perfeita que o universo me mostrou...

Sombras em que mal te vejo, mal te pressinto, ar em que flutuas presente, numa corrente de ar que me arrefece a alma e me ferve no corpo.

Tudo isto és tu...pura, da mais pura inspiraçao.
Pearl

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Not so lucky

Só na hora de me despedir é que me apercebi que tive um trevo de quatro folhas em minha casa, constato que ironicamente não me deu qualquer tipo de sorte... já não o tenho.


Pearl

domingo, 15 de novembro de 2009

Não tarda.

Não tarda
serás nota musical que se desvanece.
Serás fim de festa que vai morrendo.
Não evito que te tornes passado sem possibilidade de presente.
Não demorando serás bilhete esquecido no fundo duma qualquer caixa de memórias.
Serás a mais leve cicatriz que ostento, serás como olhar para trás.
Lentamente o desespero cura-se, deixando-me leve.
A onda que se desvanece na minha praia, serás calmaria sem vento que te consiga dar ritmo.Todas as tempestades terminam.Não és excepção.
Deixarás de ser palavra na minha boca, sem som, votado ao esquecimento
Quem sabe ainda te transformes em sorriso, quando tudo passar, quando finalmente o tempo for eficaz, e estares de certa forma inerente ao meu ensinamento.


Não tarda serás nada, normalmente é o que acontece com quem já foi tudo.
Pearl


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

On my own

O auto conhecimento permite-nos evitar erros, e um deles é magoar os outros pelo profundo desconhecimento de nós próprios.
Eu estou cansada de tentar perceber os outros, de tentar analisar o "porquê" de certas atitudes, Os outros são o que são e eu sou o que sou, (aqui toca Clã que eu gosto imenso. Talvez pela poesia ou pela verdade que me transmite. Todos nós temos um problema de expressão).
Com isto tudo tenho-me perdido de mim, do que sou, é necessário voltar a casa, aligeirar o passo, eu tenho a vida toda não é verdade?Tenho-me sentido doente fisicamente até. E sei que tenho que parar de me tentar adaptar, de ser diplomata, de ser o que esperam de mim. Até porque eu nada devo a ninguém.
Na minha mente há uma questão premente, como é que se magoa algo já profundamente magoado?! É tudo uma questão de falta de sensibilidade e muitas vezes maturidade ou ainda objectividade. Sei que são três palavras dificies de executar e qualquer coisa nos turva a mente. Mas há que existir esse esforço.
Numa conversa com um amigo (espero que me perdoe a indiscrição) há uns tempos, lhe dizia que haverá sempre mortes à nossa passagem, a de outros e quando assim não for a nossa própria. Há sempre o desfalque da consequencia. Será que nos iludem? Ou somos nós que nos iludimos a nós mesmos e vemos o que mais gostamos unicamente. Sou uma romântica bem sei, uma crente mas sinto-me desacreditada no ser humano, como faço para superar isso? Se é que existe superação alguma.
Resta-me reestabelecer a mente e o corpo. E como diz a minha irmã de dezassete anos "sim doí mas não mata!".
Pearl

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

(...)


Sempre me disseram que nascer doí, será que resnascer não doí mais!?
Reinventarmo-nos, a partir do nada, ou então dos destroços.
Será que a cada renascimento não morremos um pouco?
Tenho sido uma aluna capaz nesta coisa de entender o que é a vida, mas longe de ser brilhante ou auspiciosa.
Mas sei que renascer, me tem sido caro, me tem sido essencial tanto como duro.
Pegar em mim nessa morte que me foi dada, e retomar a capacidade de ser sorridente.
Apegar-me à essência do meu inicio. À capacidade de ressurgimento. Estou longe de ser encantadora porque em mim ainda reside o sabor, a imagem, da destruição. Longe de ser capaz de me avaliar, e de concluir e finalmente guardar tudo isso em fragmentos invisíveis. Sei, que não é por não os ver que eles não estão lá, mas talvez um dia se desfragmentem também. Qualquer edema emocional, faz-nos recuar anos luz na ânsia de sermos algo de especial, algo de fundamental nesta roda da sorte que são as emoções. Qualquer tentiva de cura-lo antes do tempo será funesta, será um engano, e pode ainda retardar o renascimento. Não há como encurtar o trilho. Há que ser palmilhado passo a passo. E sem olhar para trás.


:)



Pearl




terça-feira, 3 de novembro de 2009

Lábios

Já viram uns lábios chorar!?
saborear uma e outra lágrima.
Sofregamente beber cada uma delas
sentindo-lhe o sal, a humidade.
É precisamente o contrário que os meus fazem
ostentam um sorriso tão leve e tão subtil,
inatingivel...
Tomo o oxigénio numa calma ultrajante e descomprometida.
Como se me preparasse para algo maior
quando sei que o maior já em mim reside.
Nos meus lábios guardo a doçura, não fel.
Guardo beijos, e sons de prazer único.
Guardo segredos que jamais serão audíveis...nem em espectros.
Fico-me nesta imobilidade tranquila, já que a velocidade me assusta.
Permaneço sorrindo, a dar-me conta que ninguém o vê
somente eu, somente na minha intenção ele vive.
Guardo-o nos meus lábios.
(só mais um pouco)


o Sorriso



Pearl

domingo, 1 de novembro de 2009

Caminhando


Resolvi deixar de parte a árdua e impossível tarefa de ser feliz, decidi que o momento em que me sentir feliz será o momento em que o serei e nada mais. E quanto mais momentos tiver melhor estarei, melhor serei.

Resolvi também deixar de contrariar a minha natural tendência de achar que tudo se compõe, que tudo estará bem, eu acho mesmo que tudo ficará bem duma maneira ou de outra...

Sei quem sou, e sou muito bem construída e mais ainda sei onde pertenço, onde cresço todos os dias. O que existe na minha vida é pulsavel, incrível e eu sou sortuda por tudo isto, e é por isso que escolho sorrir e continuar o meu caminho um pouco mais sofrida sim mas também mais sábia.
Pearl