terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Quase no fim

(foto tirada com telemóvel por mim)
...

é como este blog se encontra. Não me despeço já, porque acho que ainda não estou preparada. Há fases a percorrer porque eu agarro-me muito, até a um simples blog.

Acho que quero um caderno novo, limpo, perfumado...e acima de tudo leve.



Este já se encontra quase no fim, em cima da secretaria com apenas três folhas por escrever...apenas três. O que lá escreverei não faço ideia.



Sei que está quase na hora de arruma-lo na velha prateleira.



Mas não ainda.


Pearl

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Casa.


Agora a frio...ou pelo menos mais morno... vejo-nos como dois miúdos. Em que tudo quiseram e com nada ficaram. O meu trauma permanece, a minha desilusão já parou de aumentar. Finalmente vou conseguindo arrumar a casa. Perdeu-se tanta coisa, tantos itens de valor inestimável, sou só eu nesta imensidão do meu ser. Por vezes reparo na solidão que se instala nesta minha casa como se dum fungo se tratasse e não posso pintar por cima, nem quero. É nela que me (re)construo. Amparada por tacos velhos de madeira que cheiram ao passado que já tenho.
Continuo sem entender, perscruto tudo ao mínimo detalhe. Qual o interruptor que me acendeu a desilusão? Qual o item que me feriu e eu não dei conta. Diz-me uma vez mais, eu ouvi mas o barulho do teu silencio cegou-me instrisecamente. Cansado-me profundamente o futuro de todos os meus anseios. Estragaste-me, instiguiste-me no que eu era e não consigo recuperar-me daquela forma. Onde é o meu lugar nesta casa que se arruma de forma já ordeira mas onde eu não me encaixo. Encerro-me nas palavras, porque elas entendem-me na perfeição e eu preciso delas para me fazer respirar este meu desassossego. Ajudam-me a subir os degraus duma recuperação que me exigiram rápida mas que não capaz de fazê-lo. Assumo fraquezas, assumo as piores memórias que me deste, essas as boas jazem num sótão esquecido e empoeirado. A chave guardo-a junto ao peito que me arrefece a pele. A aragem corre, lançado-me os cabelos à cara, cabelos que cresceram desgovernados num espelho que me garante a existência, eu estou lá reflectida por isso existo.
O recheio da minha "casa" está organizado, ainda sem cor, ainda sem vida ou música. Existe sim, mas ainda devagar. Com ela cresceu esta armadura que me defende de emoções rasteiras e inseguras. Mas já está lá. Se será o que já foi, é um mistério. Pelo menos não estou à chuva. Nem ao frio. Estou abrigada...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Me, myself and I


ela- Miga estás de mal com o mundo?
eu- Não, estou a ser realista.

E não estou, estou bem e em paz com as minhas escolhas. E sorrindo, porque sou jovem, tenho saúde e pelas reacções sou bonita(ihihihih). Tenho auto estima, orgulho e mim. E serei sempre um ser exigente. É algo que não consigo mudar. Não estou habituada a migalhas. Vivi durante muitos anos com migalhas, engraçado que as pessoas com quem me vou cruzando nunca se interessaram minimamente pelo o meu passado. Aquilo que fui, fez de mim o que sou hoje. Talhou-me deste modo, nunca desperto curiosidade suficiente ao ponto de desejarem saber o meu longínquo passado, onde só houveram migalhas. E muitas promessas a mim mesma que na minha vida adulta eu seria sempre alguém que não se contentaria com restos. Deus ou o universo deu-me inteligência emocional para saber quando andar ou parar, e nela que confio sempre para me guiar. Por vezes deixo-me dominar por sentimentos menos nobres, mas são momentos, ocasiões...Coisas da humanidade que também reside em mim, apesar de por vezes ter a sensação que me vêm como alguém diferente. Onde se espera sempre as atitudes mais nobres...que eu nem sempre consigo ter.

Eu estou bem e feliz...e "de roda" duns bombons maravilhosos que me ofereceram no Natal ;) (portanto bem acompanhada).




Pearl

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Momentos Únicos...


...um brinde a eles. E claro sempre muito marafada ;)
Pearl