segunda-feira, 28 de junho de 2010

Reflexos

Grito na exultação de mim mesma
(sempre eu)
Numa maré que me esvai a alma
e volta para reconforta-la.
Enche-la de magia e contemplação.
(redenção jamais).
Pensamentos esses são aos milhões
todos eles encadeados na minha pele que pede.
(sempre tão quente)
Pede e não contrai ao desejo de assentir o toque.
(aquele que desejo)
Amplia-me então, não esperes...
(não muito)

"i' m screaming, i love you so
on my own
but my thoughts you can' t decode"

Reflecte-te no entanto em mim
(não haverá espelho melhor...eu prometo)
Deixa que as tuas linhas por mim escorreguem
e
se diluam em extensões de nós mesmos.




Jamais será uma imagem parada
a transparência que (te)exibo
(perde-te que eu já te encontrei)

"There is something i see in you
it might kill me, i want it to be true"


Deixa-me sossegar o teu coração, deixa-me quase pará-lo.
Deixa-me soprar-te calor e paixão, reflexos de luz e mar.
(juro que não te modificarei...não)

É que até um reflexo pode ser original.



:)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Não estou. Sou..

Quem detém a chave da minha mente que não eu mesma?! será possível haver duas chaves diferentes para  mesma fechadura!?

Não sei, assim como não sei metade das minhas questões, sei da fluidez que me causa que me faz caminhar deslizando nas minhas próprias frases. Aguardei sem esperar por isso...              :)
Sinto-me sintonizada numa onda resoluta e natural, tão natural que a estranheza foi meramente inicial. Talvez a porta até já estivesse entreaberta, à espera... a  espera que cessa ao passar das horas. Mas incessante tem sido a sede que a fome me causa, a centelha de luz que paira sobre o meu luto que se desfaz a cada segundo, o gelo que degela ...a chuva que parou. Todas as minhas paixões juntas não farão esta.  E esta não será nada parecido ao que já foi escrito. Re-conhecimento é a palavra...re-encontro é o sentido.


This time i ll be yours.


Sem a existência dum ponto de partida, o meu passo é teu. E a observação é tudo o que tenho. Quanto mais observo, quanto mais oiço, mais quero, quero e tenho, tenho porque me dás. Partilhas. Dás-te numa singularidade que para mim é preciosa e inatingivel mas que  quero seja para mim.
Jamais decifrarei os teus símbolos, mas os teus olhos transportam a transparência de quem cuida e protege e para mim isso chega. E para mim isso anseia-me também: no mergulho que desejo fazer no teu espírito.
O teu olhar fala-me e apesar da transparencia não há nada que traduza o que me desfere matando tudo à volta. A morte que me tens dado tem sido bela e branca...deixa-me morrer mil vezes.



Dá-me também a tua mão, eu não a largarei. É-me tão natural fazê-lo como Ser e não estar.