No meu peito existe uma batalha onde sou eu pereço, onde só eu estou armada...
Como é que se quebra algo que deseja a todo o custo ficar e crescer? Como é que se esteve a ponto de se tocar algo Maior e se perdeu sem motivo ou por não existir lugar nenhum! Quando os lugares se criam...
Eu não entendo e a minha racionalidade precisa entender para continuar, sou mesmo assim.
Jamais quis migalhas de alguém ou de alguma coisa, porque sou absoluta nos meus desejos e porque quase nunca desejo.
Poderia articular todos os argumentos, estender as metaforas como algodão e pintar toda a cena de condescendência mas não seria eu , porque também sou fria, fria como tudo o que se pode imaginar...não orgulhosa ou teimosa...fria. Porque ser fria também me salva de situações que não preciso de viver.
(e eu) Não preciso disto mas quero isto. É perigoso querer ao ponto de se ficar à espera dum único sinal de alguma coisa. É perigosa a vulnerabilidade... de tudo isto, que tem um nome que eu nem o vou digitar.
Porque admitir é algo que só faço em segurança e calo, calo, todos dias calo porque estou devotada ao silencio.
E no silencio não há prejuízo, apenas o que não foi dito e quando já não nada a ser dito, nada se perdeu.
Eu sou organização, eu sou mente atlética e em mim existe uma batalha.
A batalha de não ouvir o impulso e permanecer na linha frente e deixar que a minha mente lute e o meu coração permaneça amordaçado.
Mentalmente sou uma guerreira
emocionalmente uma Mulher.
Pearl