segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Fim de capitulo


Desejo,
desejo que o ano que se finda
se finde já!
Tenho a pressa de ir
e mais pressa ainda voltar
Tenho a urgência de começar
porque tenho que terminar!
Tudo se urge e eu ando acelerada
porque o tempo teima em não fugir.
Porque o tempo teima em permanecer!
Desejo,
desejo que o ponteiro se mexa
e que voe para o meu tempo
que desenho com ainda pouca determinação!
Quero que se quebrem as horas e me levem
à minha superada superação!
A mim sim a mim...
Porque no ano que se finda
eu sonhei, realizei e consegui e
acima de tudo voei com as minhas asas!
Voei tão alto
e com tanto medo de cair
que nem olhei para baixo!
Voei soberbamente pelo meu sonho realizado.
Pelo o meu desejo materializado.
As linhas abstractas são hoje
rostos conhecidos e validados!
São traços a cor
numa tela a preto e branco.
O  meu futuro
e o meu ano que está quase quase a nascer,
é-me apresentado, não como meu
mas como me destinado!



Pearl

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

NB47

NB47
SOMOS OS MAIORES.
OBRIGADA POR TUDO!

:)


Pearl

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Deixa(te)



Deixa ser fugaz
deixa que voe rápido e te rasgue a alma!
Deixa-te cair,
a vertigem é sublime
e tu merecedor da queda imortal dos sentidos roubados!
Não lutes e entrega-te,
essa derrota  será doce,
e eu concedo-te a redenção da liberdade ansiada!
Tu preso ao destino
dos que não se deixam levar na hora de partir!
Deixa que te deixes Ser
no tempo quebrado em horas alucinadas de embriaguez!
Vive-te aceleradamente
na pronúncia da palavra sentida!
Percorre-te em caminhos nocturnos
em que encontras a luz do dia seguinte!
Persegue o teu destino
com fome de seres mais em tudo.
Grita que eu ouvirei
aquela súplica contida no mar de amor
que se tornou tudo o que é teu.
Deixa que seja fugaz!
Deixa que eu deixo
que seja o final da tua paz.


Pearl

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Amada



Sempre que te abro a janela
tu sorris,
detens-te no meu olhar que nunca será teu.
Caminhas em chão seguro porque te seguro a alma
por fios de luz...tu sim és meu!
Meu como ar que me asfixia e atrai.
Que me prende e liberta.
Dás-me a tua mão e naquele segundo
assim como a flor é da borboleta
eu dou-me sem a reserva do depois...
A dádiva é breve como o toque do mundo num segundo parado.
Amar a amada é ser-se tudo e ter nada.
Minha breve melodia
minha doce melancolia,
deixa-te cair nas minhas asas e eu prometo dar-te a paz inquieta
do voo da tua vida,
a vida que me dás sempre que me persegues
sem acordo, perda e lucro fugaz.
És a minha teoria sem fundamento,
a música que prefiro ouvir.
O tom que me dá a luz,
enquanto amas a amada
e eu dou-te tudo
e tu obtens nada.


Pearl