segunda-feira, 9 de novembro de 2009

(...)


Sempre me disseram que nascer doí, será que resnascer não doí mais!?
Reinventarmo-nos, a partir do nada, ou então dos destroços.
Será que a cada renascimento não morremos um pouco?
Tenho sido uma aluna capaz nesta coisa de entender o que é a vida, mas longe de ser brilhante ou auspiciosa.
Mas sei que renascer, me tem sido caro, me tem sido essencial tanto como duro.
Pegar em mim nessa morte que me foi dada, e retomar a capacidade de ser sorridente.
Apegar-me à essência do meu inicio. À capacidade de ressurgimento. Estou longe de ser encantadora porque em mim ainda reside o sabor, a imagem, da destruição. Longe de ser capaz de me avaliar, e de concluir e finalmente guardar tudo isso em fragmentos invisíveis. Sei, que não é por não os ver que eles não estão lá, mas talvez um dia se desfragmentem também. Qualquer edema emocional, faz-nos recuar anos luz na ânsia de sermos algo de especial, algo de fundamental nesta roda da sorte que são as emoções. Qualquer tentiva de cura-lo antes do tempo será funesta, será um engano, e pode ainda retardar o renascimento. Não há como encurtar o trilho. Há que ser palmilhado passo a passo. E sem olhar para trás.


:)



Pearl




4 comentários:

Anónimo disse...

Por coincidência, ainda hoje, toquei nesse assunto... renascer!





Vive-te!
Beijo. Meu.

mitro disse...

Cada um de nós é especial e único!

É por isso que odeio todas as mortes!

Alexandre disse...

Por vezes precisamos disso, mas às vezes não é nada fácil...

Gosto do novo look ;)

Prelúdios Fugazes disse...

Cara Pearl porque é que eu acho que estás no bom caminho!?

beijos :)