sábado, 31 de março de 2012

Guerra dos Mundos

Não, não o titulo não é de minha autoria, aliás nem quereria eu tal coisa. Apenas me serve de metáfora para o que quero aqui dizer. Eu não escrevo apenas, também falo e muito assertivamente por sinal.
Então ouve o som da minha voz que conheces tão bem e escuta-me.
Tal como na história tão bem conhecida por todos, os extra-terrestres vieram ao planeta Terra alimentar-se da espécie humana, o que eles não contavam é que morreriam ás mãos das nossas doenças.





Tal como eu me alimento descaradamente de Ti, com a grande diferença que as tuas doenças não me matarão assim como as minhas não te farão tal coisa a Ti. Não se trata de imunidade mas sim do poder de escutar.




Pearl

quarta-feira, 28 de março de 2012

Literacias



Perpetua-me em letras espalhadas no teu mundo,
onde eu já não sou visita.

Tu traduzes-me as páginas do teu livro
eu oiço as sombras do teu sonho.

Tão presente, quanto no teu presente,
tão literal, quanto intensa.

O entrelaço das nossas mãos
é o limiar da antecipação do momento!

Daquele momento em que as histórias
se fundem e coexistem,
em olhares de encantamento,
literacias desveladas,
gemidos sem compasso.


Escreve a tua morte na minha pele,
e eu prometo ler a minha vida na tua alma.





Pearl

sexta-feira, 23 de março de 2012

Transcender(me).


É que nem preciso de fechar os olhos para Te ver!
É que nem preciso de segurar a minha pena para Te escrever!
É que nem preciso de respirar para Te cheirar!
É que nem preciso de caminhar para a Ti chegar.

Eu já sou a transcendência da tua existência,
 e ando a voar livremente no teu sangue,
 onde sempre pretendi instalar-me.
Eu já sou a tua urgência nevrálgica.
O ar sulfúrico que te faz crescer,
 voar e,
 Ser
 absolutamente necessário em Mim.




Pearl

segunda-feira, 19 de março de 2012

3




-Tenho-me interrogado porque me deixaste falar agora...
-O braço da tua censura é longo e sua mão poderosa.
-Mas isto não é sobre mim mas, sobre ti.
-Submergiste, voltas-te a respirar e interrompeste a tua morte, tal e qual eu previ.
- E a razão pela qual  não me censuras, é unicamente porque ainda não consegues verbalizar(te).
-Sei de ante-mão que a difusão que me concedes é limitada ao tempo da tua regeneração.
-Então permite-me que te diga mais isto bela criatura:
-No Final, os teus desígnios concretizar-se-ão.













sexta-feira, 16 de março de 2012

2




-Eu sei que estás aí, eu sei que sempre que morres, morres de pé. Eu sei que é tudo novo. Eu sei que és leiga na temática também. Mas tu tens a majestade de voar na direcção que desejas. E isso tu deves louvar e validar. É só fumo, é só escuridão, é só incerteza. É só isso perante o que És.
Sim...

quinta-feira, 15 de março de 2012

1




-Consegues respirar?
Não.
-Então, deixa-te morrer mais um pouco.








quarta-feira, 14 de março de 2012

0


-Consegues pôr a cabeça acima da água?!
Não...
-Ok.







segunda-feira, 12 de março de 2012

Hoje poderia dizer-Te como a maré me afogou, mas eu sei que Tu sabes que eu não escrevo sobre mar e gaivotas. Jamais.  :)       Eu gosto é de sangue, e superação.

Poderia dizer-Te que ter consciência é o nada que temos e o muito que nos consome.
Poderia ainda acrescentar que de facto eu ando no meio de tanto  a fazer não sei o quê.
E questionar: Como é que me deixei cair nas banalidades do comum!?

Mas, escolho nem tão pouco ouvir as outras vozes que me gritam como se eu  as deixasse de ouvir alguma vez. Elas estão sempre lá como presenças que não se enterram. Abafando a minha própria voz. Que Tu tentas arrancar e superiorizar (na tua espectacular relação como o tempo).

Mas, não vou dizer-Te nada disto, porque nada disto tem importância perante a Tua presença.
O que fui continua a perseguir-me como se duma sombra se tratasse. Mas eu sei que sou luz.
A velha consciência deve ser deposta, e a nova consciência aguarda a sua realização... O surgimento. Mesmo que eu não tenha o profundo conhecimento da sua natureza. O instinto tem identidade própria em mim. E, eu sei que é assim.
Hoje, prefiro deitar a minha cabeça no teu peito que sei ter o meu cheiro, e ouvir-te bater de dentro para fora.
Hoje, prefiro sentir a tua mão na minha fonte e ouvir-te dizer-me ao ouvido:

"Tu és Tu!".
Eu acredito que sim,
 Eu sou Eu,
e Eu, não sou banal. 
A minha filiação foi prodigiosa e,
 na minha linha existe excelência.

Mesmo que Eu ainda não entenda.
Tu, sabes conjugar o verbo do meu âmago.
E entender o cerne da minha questão.



Pearl

sexta-feira, 9 de março de 2012

Pull the Trigger


...I'm right behind you...
Can You sense my breath!?



Pearl

quinta-feira, 8 de março de 2012

segunda-feira, 5 de março de 2012

O Cálice



O cálice permanece cheio de gotas de mim
em cima da mesa do sacrifício.
Onde apenas cairá a nódoa que ejaculares.
Ele permanece à espera da tua mão
onde se quebrará em mil pedaços,
sob as tuas veias carregadas de sangue,
infectado pela minha toxidade divina.
Apesar de eu ser o "apenas", sou a protagonista
dos caminhos da tua pele,
onde pulsam os sorrisos que pretendo arrancar.
Os códigos ritualistas que trocamos,
os dialectos que falamos,
a dança que é só nossa,
é o espectáculo mais esperado
da minha vida.
Para o qual toda vida me preparei.
Não pretendo menos que  
o desaguar da tua alma na minha foz.
Pega no Cálice, porque ele a Ti pertence.
Bebe-o sem  deixares de saborear a frieza do  meu calor.
É que não existem outras versões.
A sua regeneração não te surpreenderá.
Pega no cálice e sucumbe ao meu liquido perverso
mas, tão puramente determinado a deixar-se beber por
...

Ti

O Cálice da minha Divindade
consagrar-te-à ao teu Destino.


sábado, 3 de março de 2012

Skin(s)







A tua (paixão)mão abriu-me todos os poros fechados  em mim.
Colapsou-me as defesas
e as minhas muralhas jazem desfeitas nas madrugadas,
onde as horas são cadenciadas no ritmo das palavras (o)emitidas.
Eu que sou uma mulher fria até à raiz do gelo,
vejo-me na condição de me sentir aquecida,
sob o teu desejo que me faz ébria...
E eu mando calar a puta da censura,
porque quem manda na minha casa sou eu.
E quero que a insanidade grite
pela primeira vez na minha vida.
A pele que se expõem é incêndio
até ao mais insignificante de mim mesma.
Na minha própria análise,
eu estou nua à tua frente,
sem pretexto de fuga ou sinal de temor.
Realmente sim é de fácil identificação,
mas eu não paro de te olhar nos olhos
em busca de mim, aí onde moro.
Alojada no espaço mais luminoso do teu mundo.
Nunca feches os  Teus olhos,
nunca temas a minha pele, que é Tua.
A Tua que aquece a minha...
E o frio não me consome como outrora.
As minhas unhas perscrutam as linhas do teu corpo,
os meus lábios dão-se ao teu prazer.
Eu dou-te o que Tu me dás.
E Tu dás-me partes de mim,
que perdi, elas existem vivas e pulsantes.
Aí onde estou,
aqui onde estás...






Pearl








quinta-feira, 1 de março de 2012