sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A Mim.


Já fui sonho
e quase que fui realidade,
já fui pesadelo
e hoje sou lividez.
Apenas o espectro do
que poderia ter sido.
Apenas as lágrimas secas se contabilizam.
Mas eu ainda sou vontade
e ansiedade de ser mais ainda.
As borboletas ainda residem
e o calor no peito também.
Respiro por me sentir eu de novo
porque quero a génesis do sonho.
A claridade que me inunda resulta da liberdade.
Reponho níveis de felicidade.
Queimo livros e respiro o seu ar
limpo a minha alma... que é replandescente na sua unicidade.
Cada pedra atirada
é um pilar construído
e eu sou uma torre
sentada no meu pedestal.