
Absorta numa normalidade quase que assassina é impossível não retroceder ao tempo em que fui feliz!
No tempo em que fui protegida pela ignorância de não saber que tinha que ser feliz, apartir desse momento vive-se em permanente incomodo, como se duma carga se tratasse!
Encaro esta normalidade fruto de todas as escolhas que se faz na vida, porque no final somos todos reféns das escolhas que fazemos.
Há dias em que se tenta tanto e com tanta força, que não nos é permitido respirar tão pouco, vive-se mais um pouco da própria normalidade, aquela conquistada sabe-se lá a que custo sabe-se lá de que modo!
Se pudesse quebra-la fá-lo-ia, se pudesse alinhar as minha escolhas e pô-las pela ordem que me empurram mais um pouco, fá-lo-ia!
Se um dia a normalidade se quebra, noutra reúne-se e cilindra-nos mais um bocadinho, só mais um bocadinho até expor sangue!
Acho que nesta minha dissertação cabe muita da minha vontade de explodir tudo em redor e não deixar nada a não ser a nudez imaculada da verdade! deixem-me rir mais um bocadinho da minha consciência, aquela que me apunha-la de forma livre e brutal afinal não é para isso que ela existe? encher-nos a vida de tristeza e arrependimento! massacrar-nos como um fantasma que tentamos a todo o custo evitar, sem forma, sem rosto mais presente em tudo o que somos!
Queria estar acima disto tudo, poder olhar-me de fora (sim mais ainda) gostaria de perceber onde é a minha falha para suster tamanha normalidade dentro de mim, e gostaria de adquirir o antídoto para a minha venenosa consciência!
Pearl

28 comentários:
"Sempre prefira afrontar o mundo para agradar a sua consciência,mas nunca afrontar sua consciência pra ser agradável ao mundo."
( Thaís Diniz )
...como eu gosto de te ler...muito, muito mesmo!
Beijos sem consciência!
A consciência não serve só para nos encher a vida de tristeza e arrependimento!
Serve também para perceber-mos que dentro da nossa normalidade, precisamos por vezes de um choque que nos faça viver outra normalidade de forma normal.
Outra nova normalidade.
Uma que a consciência não tenha arma para apunhalar.
beijo à distância
Gothicum há coisas que não mudam pois não!?
obrigada pela frase e pela tua própria frase!
beijos
Bq a consciencia a existir devasta tudo é assim que penso!
mas compreendo o que queres transmitir-me!
obrigada e um beijo!
ótimo texto, muito bom. Gostei daqui.
Maurizio
Como te percebo... (como nos entendemos!).
Beijos com saudade.
[Estamos muito bem!]
"Encaro esta normalidade fruto de todas as escolhas que se faz na vida, porque no final somos todos reféns das escolhas que fazemos."
Pareces alguém que conheço a falar...
Instantes sente-te convidado a voltar!
obrigada e beijinho.
Atittude nota-se mesmo que estamos muito bem;)
beijos com muita saudade e abraços apertados tambem!
Alexandre sabes...
as similaridades entre as normalidades são quase sempre as mesmas, só mudando o contexto, só mudando o rosto onde rolam as lágrimas!
beijos
Pergunto-me o que será essa normalidade... Um estado de normalidade? Monotonia? Uma prisão? Algo que se adquiriu? (Em verdade, nunca gostei muito de falar de normalidades)
Concordo com o facto de sermos reféns das nossas próprias escolhas, sejam aquelas que fazemos ou aquelas que deixamos de fazer, tudo isso se vai reflectir na nossa vida e deixar-nos a sentirmo-nos ou presos, ou livres, ou outra coisas qualquer. Mas temos sempre de fazer escolhas, a questão está no que escolhemos.
Se a normalidade se quebrar...
não sei porquê lembrei-me de algo de Kafka que até pode nem estar muito relacionado com o assunto: "A natureza humana, na sua essência mutável, instável como a poeira, não consegue suportar prisões; se se prende, ela própria depressa começa furiosamente a rasgar as cordas, até conseguir destruir tudo, a parede, as cordas e o seu próprio eu."
Humm... Acho que a consciência não traz só tristeza, nem remorsos... A consciência serve também para nos dizer que fizemos algo que estava certo, para sentirmos orgulho de algo bom (sem que para isso haja presunção).
Quando olhamos demasiado de fora podemos afastar-nos de nós. Dá jeito olhar de fora, e analisar os problemas/situações com outros olhos e talvez com alguma calma, mas acho que dentro de nós há sempre algo de importante que devemos aproveitar :-)
Beijinhos
P.S.: Obrigada pela visita e pelos comentários. Também gostei da música. Opeth é uma das minhas bandas favoritas.
S.
Do alto da minha insignificância só posso aplaudir o excelente raciocinio vindo de alguem tão jovem!
És muito assertiva e conseguiste ler como quem lê de fora...
Muito obrigada pelas palavras que tão bem completaram a minha publicação!
Espero ver-te por cá mais vezes, visitas assim são muito bem vindas e necessárias!!
beijos e abraço:)
Querida Pearl,
Desculpa-me a ausência, mas tenho andado atarefada...
Hum... não era suposto a consciência servir, também, para nos mostrar, quando nos conseguimos ver de um terceiro olhar, que afinal, foi a atitude, ou escolha mais sensata mediante as circunstâncias?
E se tiver sido a escolha mais sensata, agora não estarias a escrever esse texto cheio de mágoa, ou estarias?
Por outro lado, quando percebemos que a escolha não foi a mais sensata (podes sempre culpar a circunstancialidade, legitimamente, como o motor da dita), poderás sempre re-escolher, nunca podendo voltar atrás, mas podes perceber que, afinal não era bem por ali...
Pois, a obrigação da normalidade é sim, um cilindro...
Que farias tu, se não fosses obrigada ao protocolo moral e social? Tinhas feito as mesmas escolhas?
A dormência, minha querida é infecto-contagiosa!
Abre os olhos, bem abertos, e observa à tua volta o que está de errado.
Deixa essa dormência de lado, senta-te perante a tua vida e simplesmente observa, como se fosses um narrador com a dita consciência.
Que contava ele?
Deixo-te um beijo, condensado, nas muitas mais palavras que tinha para te escrever...
Freyja:
Mas não tenho eu sido o narrador da minha história!?
Talvez tenha narrado demais e protagonizado de menos, talvez seja isso que me aflige, a consciencia da obrigação da própria normalidade!
O que faria eu se pudesse escrever tudo do inicio, (uma vez que vida não se apaga) talvez nada, porque existem coisas pela quais nunca abriria mão mesmo que pudesse!
Mas é urgente que me trate da dormencia que me atinge por vezes, mas como se trata uma enfermidade que não tem cura!?
Talvez com os melhores paleativos do mundo, infelizmente ainda não os arranjei. Vivo no entanto em estado de consciencia e isso é algo que até posso ignorar por vezes, mas está lá!
beijos e obrigada pela excelente presença...mesmo!
....e abraço minha querida!
Pearl... como te compreendo....
beijos com baton ;)
Falas da consciência profunda da vida como um peso e percebo bem que o seja, às vezes, mas não haverá aí lugar para a consciência da dádiva, a elementar dádiva da vida, das pequenas sortes que ela nos traz?
Acho bom e relevante estarmos cientes dos nossos "pesos" mas também das nossas "levezas".
A consciência de que falas não tem de ser uma "carga", pode bem ser o oposto e, se esforço existe, às vezes, o mais importante, é o da mudança de perspectiva ...
Estou a ler as cartas de uma mulher de que já falei no Blog, Etty Hillesum, judia de 30 e poucos anos a viver num campo, na 2ª guerra, que encontrou fonte de alegria e um propósito de vida nos dias e no horror que encontrou no meio de um campo de trabalhos alemão! Depois disto, acredita-se em tudo!
Enfim, acho que sabes como sou, uma optimista que não te vem ler mais vezes porque as actualizações deste blog continuam a não estar visíveis no Google reader ... que chatice!
Beijinhos grandes
Saber como a Alma deve tilintar e deixar fluir é uma essência da vida. Cada licor ao sair do Ser também tem tendência a voltar, se não voltar é uma dádiva a quem o receber. O normal será anormal, ou o anormal será normal?
Mlee sei-te uma optimista. Acredita que tambem o sou, e quando não sou tento sê-lo!
Sabes, eu tenho noção das minhas sortes, levezas e sorrisos mas muitas vezes o outro prato pesa mais!
Sei que nos momentos mais negros brota inspiração de vida, que nos faz sentir melhor...
MLEE agradeço as tuas palavras com um sorriso enorme!
e deixo-te um beijo tb enorme!
Dark Violet a normalidade é algo subjectivo e de facto tambem bastante rotativo...
mas eu adoro sair da normalidade...
e na maioria das vezes deixo-me fluir, acredita.
beijinho
Baton,
beijo grande;)
Só existe normalidade quando não damos por ela.
Beijo!
É a consciência dessa consciência que nos faz parar para pensar, avaliar, evoluir.
E o crescimento tem sempre custos dolorosos.
Nem imaginas como sei do que falo. E como te entendo.
Bj
Rafeiro Perfumado será!?
beijos
AnaMar crescer doi, acho que é o que doi mais nisto tudo e de facto crescemos sozinhos, no meu ponto de vista claro. A manifestação da consciencia dão-se cedo, quando ainte tentas agarrar-te à inocência, mas é um processo sem retorno!
Eu? eu queria ser menos consciente...acho que seria mais feliz!
beijinho e obrigada!
Não há longe, teu mundo a ilha
Tens andar gingão mesmo à maneira
O verde é manto que te afaga os pés
O mar é o teu azul por cabeceira
Passos ao encontro
Alma cheia de cor e ilusão
Braços abertos à aventura
O mundo na palma da mão
Bom fim de semana
Mágico beijo
Este teu texto recordou-me algo que um amigo meu uma vez me disse: «ontem vi uma rapariga de 14 anos a passear o cão...tive inveja dela...inveja da sua «leveza»!!!»
Acho que muitas vezes isso acontece, sem nos darmos conta...sentimos falta dessa tal «leveza»...essa vontade de regressar à inconsciência/inocência da vida...
Beijo grande
(normalidade, diferença...tudo adjectivos...quem é normal?? sempre fui apelidada de «diferente»...serei menos normal que os outros??? hummm...não me parece!!! mas isso sou eu que sou meio doida!! hihiihi)
Profeta lindissimo:))
obrigada e um beijo!
Dida e de perfeita já foste apelidada? não queiras porque custa muito ser tal coisa, coisa que se revela impossivel porque ninguem consegue ser sempre perfeito e a perfeição não tem graça;)
Sê diferente, nunca te deixes limar, deixa que as tuas arestas piquem e muito!!
Acho que o verdadeiro desafio é depois da consciencia continuar a sentir a tal leveza dos 14 anos dessa menina que ele viu!
beijos e muito obrigada:))
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