Diz-me:
como chegaste à minha porta
se não existe mapa!?
Diz-me:
como é que a abriste quando estava trancada por dentro
e da qual não existe chave!?
Como??
Como é que leste um livro
num dialecto ainda não nascido!?
Como é que rasgaste a malha da minha armadura?
Diz-me
se puderes ainda:
como é que escreveste o teu nome na minha pele
quando eu ainda não respirava!?
Como é que marcaste um espírito que ainda vagueava!?
Diz-me, porque realmente interessa-me saber.
Porque é que a minha porta continua trancada
mas Tu estás cá dentro.
O meu livro foi lido sem ser aberto.
A minha armadura jaz desfeita.
A minha pele é escrita.
E o meu espírito pertence-Te.
Diz-me
(...)
Pearl

















