
Absorta numa normalidade quase que assassina é impossível não retroceder ao tempo em que fui feliz!
No tempo em que fui protegida pela ignorância de não saber que tinha que ser feliz, apartir desse momento vive-se em permanente incomodo, como se duma carga se tratasse!
Encaro esta normalidade fruto de todas as escolhas que se faz na vida, porque no final somos todos reféns das escolhas que fazemos.
Há dias em que se tenta tanto e com tanta força, que não nos é permitido respirar tão pouco, vive-se mais um pouco da própria normalidade, aquela conquistada sabe-se lá a que custo sabe-se lá de que modo!
Se pudesse quebra-la fá-lo-ia, se pudesse alinhar as minha escolhas e pô-las pela ordem que me empurram mais um pouco, fá-lo-ia!
Se um dia a normalidade se quebra, noutra reúne-se e cilindra-nos mais um bocadinho, só mais um bocadinho até expor sangue!
Acho que nesta minha dissertação cabe muita da minha vontade de explodir tudo em redor e não deixar nada a não ser a nudez imaculada da verdade! deixem-me rir mais um bocadinho da minha consciência, aquela que me apunha-la de forma livre e brutal afinal não é para isso que ela existe? encher-nos a vida de tristeza e arrependimento! massacrar-nos como um fantasma que tentamos a todo o custo evitar, sem forma, sem rosto mais presente em tudo o que somos!
Queria estar acima disto tudo, poder olhar-me de fora (sim mais ainda) gostaria de perceber onde é a minha falha para suster tamanha normalidade dentro de mim, e gostaria de adquirir o antídoto para a minha venenosa consciência!
Pearl


















