
Deixa-me parar
para respirar enquanto caminho apressada!
Percorro as ruas da minha mente
para me justificar o que não tem justificação...
Aquilo que mora irremediavelmente em mim.
Aquilo que cresce e palpita!
Não deixo que o salto me atrase,
espero que o bâton se desmanche na tua boca!
Anseio que caiam as alças do meu vestido
enquanto me marcas a pele
e a alma...cheira-me!!
Reproduz o meu nome
em sílabas lentas,
compassos desesperados,
há tanto tempo que espero
que não o farei mais!
Percebo-te nas atitudes
e em esgares de devassidão!
assim és, assim me fazes...
Sustenho-me perante a porta,
vejo o meu reflexo uma última vez antes de ti...
Noto a maquilhagem,
a roupa,
as mãos,
a silhueta...
Revelo-me numa presença de espírito avassaladora,
que se crava e ausenta em suspense de muito mais!
Fode-me...assim...
Pearl


















