E foi assim que me extinguiste
e foi assim que explodi em estilhaços sem resposta.
Foi assim que sucumbi ao espectro da perda
e a dor do vazio instalou-se como escarpa na rocha.
Não sei se caio,
não sei se espero,
já não consigo mais olhar para trás
porque sei que não virás,
ficaste retido nas tuas próprias verdades criadas,
alimentadas por perdões efémeros
que nunca quiseste doar.
E pronto, já não te tenho
e quando te tinha vivia o inferno
de aguentar o amor que me matava
ao mesmo tempo que o vivia.
Serei obviamente passado no teu futuro
já que do meu caminho tu te desviaste.
E enquanto me amputas da tua vida
eu vivo esta sobre vida
que não passará duma espera lívida
duma agonia que a verdade já me mostrou.
Tu foste, eu fiquei,
tu seguiste e o meu amor em ti jaz
sem mim,
já sem nós!
E vejo que não vens
e vejo que já não existo,
que já sou algo esquecido e quem sabe já apagado.
És tu de novo
mas sou eu
ainda!
Pearl


9 comentários:
Coração despedaçado é a ferida mais difícil de curar.
Invariavelmente é assim, terminado o amor, coração despedaçado...
Difícil esquecer, mas não impossível...
Beijos prometidos
Ninguem morre de amor,
morre o sonho
a ilusão.
Cresce-se uns centimetros em racionalidade
mas a morte fisica essa não acontece.
A morte experimentada neste caso
é daquelas que se vive
para contar a história.
E quantas histórias já contamos nós!?
beijos
:)
Ainda e sempre!
Saudações poéticas!
Minha querida
Agradecendo a visita e as palavras...é sempre um prazer ver-te lá.
Que dizer-te deste poema...que na tua alma li a minha.
Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora
Professor Viera Calado, um grande beijinho junto com as minhas saudações. :)
Sonhadora somos os reflexos uns dos outros!
um beijo
Bonito poema como sempre. A foto é forte!
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