segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Deserto(s)


Brutal
marca do meu dente no meu lábio!
Imagina
Tu
a morte que te causaria
se dançasse nua... (no teu deserto)
Imagina
Tu
a alma despedaçada pelo gélido da minha mão!
Sabes que te mato sempre que me dás vida.
Sabes que a morte que dançamos
tem mil eras de vontade!
E a tua pele tem desenhos que lambo
e desbravo, sangro-te porque quero-te sem defesas
aos meus olhos lânguidos.
Pousa na minha carne
e alimenta-te.
A veia no meu pescoço
palpita.
E a mente, essa
Imagina:
o Inferno que seria
...


Pearl

9 comentários:

Pearl disse...

O Beijo.

Anónimo disse...

Brutal. Adorei!
"Kissinhos"
:)))

BlackQuartzo disse...

Imagino

Mikhael disse...

...completamente desprovido de medos humanos.








A sombra que é o fogo de uma lucidez cega.

Nilson Barcelli disse...

E dançamos a morte todos os dias, no inferno em que já estamos...
Excelente poema. Gostei.
Beijo, querida amiga.

Elisabete disse...

Negro! Mas muito bonito! Felicidades

Pearl disse...

Elisabete,

o like it dark, nunca o escondi!

:)

um beijo

Isa Lisboa disse...

"Imagina / Tu / a morte que te causaria / se dançasse nua... (no teu deserto)"
Todo o poema cheio de fortes imagens, para ajudar a imaginação!

Pearl disse...

Isa a poesia deve ser visualizada mentalmente, não achas!?


beijos:)