Sempre que te abro a janela
tu sorris,
detens-te no meu olhar que nunca será teu.
Caminhas em chão seguro porque te seguro a alma
por fios de luz...tu sim és meu!
Meu como ar que me asfixia e atrai.
Que me prende e liberta.
Dás-me a tua mão e naquele segundo
assim como a flor é da borboleta
eu dou-me sem a reserva do depois...
A dádiva é breve como o toque do mundo num segundo parado.
Amar a amada é ser-se tudo e ter nada.
Minha breve melodia
minha doce melancolia,
deixa-te cair nas minhas asas e eu prometo dar-te a paz inquieta
do voo da tua vida,
a vida que me dás sempre que me persegues
sem acordo, perda e lucro fugaz.
És a minha teoria sem fundamento,
a música que prefiro ouvir.
O tom que me dá a luz,
enquanto amas a amada
e eu dou-te tudo
e tu obtens nada.
Pearl


5 comentários:
Flor e borboleta....uma simbiose perfeita... de ternura e carinho ...mas a ironia ...
Gostei muito!
Como foi que este me escapou?
Só agora o vi aqui.
:*
Às vezes o nada pode ser tudo!
Só agora é que percebi...
é impressão minha ou mudaste de endereço?
Por isso o meu Reader não tinha actualizado...
Um poema sublime...
Parabéns!!!
Obrigado pela visita e comentário.
Bjs.
Lourenço
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