Posso não conseguir, posso não ser.
Já nada existe em mim para te dar.
Vivo enclausurada numa condição que não escolhi.
Sem conseguir libertar-me de ti e de tudo o que mataste.
Nada és e eu em nada me tornei.
Pareces-me um bicho venenoso que eu lido nem sei porquê...
Todos os limites superados foram arrasados.
Todas as perdas que no fim contabilizam um solo estéril.
Já não sei dissertar, ser brilhante, não há forma de entrar,
quando eu não quero sair daqui.
Prefiro a linha recta que tudo se tornou.
Sei que não preciso.
Mas interrogo-me qual será a minha forma de ser.
Enquanto permaneço apenas a observar aquilo que se torna numa miragem.
Mas, permaneces no lado de fora da minha porta.
Uma porta tão fechada como eu,
tão densa como a neblina do meu mundo.
Será que consigo não ser o passado?!
Será que consigo pegar numa folha limpa e escrever sem rancor?
Reinventar uma outra história para mim?!
Não existem borboletas. nem arcas no fim do arco-íris.
Existe uma não-liberdade.
Uma cela que me prende e me castiga imposta por mim.
Será que eu posso viver num mundo sem a tua existência?!
Pearl
segunda-feira, 15 de junho de 2015
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7 comentários:
Tens que mudar de "casa" deixar de ter alguém á porta,tens de pegar numa folha e escrever uma nova historia para ti,mereces e deves,liberta-te dessas grilhetas que te prendem a alma.
Voa,porque se não voares,estarás sempre presa,nem que seja numa gaiola dourada,e é melhor ser livre e feliz.
beijo grande
o tempo não pára... e a nossa vida também não, logo o melhor é aproveitar cada minuto que passa.
bj doce
Nunca acreditei muito em folhas brancas. Há recomeços, sem dúvida, mas as memórias do passado estão em nós e moldam o presente e o futuro.
:)
Dificilmente poderemos (re)iniciar algo a partir de uma folha em branco quando ela já se encontra escrita.
Podemos no entanto (re)começar a partir de uma filha escrita.
Beijos :)
O ser Humano é fantástico. vais ver que sim...
abraço na linha do Equador
É sempre possivel reiniciarmos, para isso basta querer.
Uma adendazita:
"Está como o vinho do porto, cada vez melhor!"
Senti-me a personagem da tua dissertação...
Beijos.
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