Sabes quando não sabes o que desejas?
Reparas que muitas vezes só tens essa mal nascença...
Que ela tornou-se um carimbo num qualquer documento que não assinaste.
Que solidão é esta que tanto me retira como me dá?
Sabes quantas vezes sinto a minha força pulsar dentro de mim.
Essa força que é tão incontida e supra venenosa.
Costumo olhar bem fundo dos teus olhos, e nos olhos dos outros também e,
perceber-lhes a ansiedade em me consumarem
como se isso fosse de facto acontecer.
Num acto insano na vertigem dum qualquer Abismo.
Será que consegues perceber-me enquanto me olhas a pele?
Ou o veneno que exalo cega-te à entrada.
Pra mim são todos frágeis, são todos débeis e mentalmente superficiais e,
é por isso que eu permaneço sozinha não numa redoma
mas num lugar onde eu posso ouvir-me e latejar-me ate adormecer a febre de mais.
Essa angustia que me acompanha é amplamente o meu berço sempre que choro.
Achar, supor que por "sorte" esta minha inóspita ventura me proporcionará companhia...
É largamente um acto de loucura imposta em disfarce da miséria deste lugar onde fomento o Eu.
Quase que não reajo e quando reajo é para preservar domínio e segurança.
Não existe vergonha em mim nesta minha paragem de tempo.
Ou medo de perder alguma coisa quando foi tudo perdido no momento em que respirei.
Pearl
domingo, 10 de maio de 2015
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2 comentários:
Continuo a ver muitas semelhanças,com a forma como penso nos dias de hoje e com tudo o que me rodeia na actualidade.Não à palavras que confortem nestes caminhos,por isso só desejo que apareçam novos desvios ou caminhos que te levem onde desejas e queres.
Beijos
No mais íntimo da pele
há um pássaro que voa
contra todos os destinos
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