domingo, 10 de maio de 2015

Parada.

Sabes quando não sabes o que desejas?
Reparas que muitas vezes só tens essa mal nascença...
Que ela tornou-se um carimbo num qualquer documento que não assinaste.
Que solidão é esta que tanto me retira como me dá?
Sabes quantas vezes sinto a minha força pulsar dentro de mim.
Essa força que é tão incontida e supra venenosa.

Costumo olhar bem fundo dos teus olhos, e nos olhos dos outros também e,
perceber-lhes a ansiedade em me consumarem
como se isso fosse de facto acontecer.
Num acto insano na vertigem dum qualquer Abismo.
Será que consegues perceber-me enquanto me olhas a pele?
Ou o veneno que exalo cega-te à entrada.

Pra mim são todos frágeis, são todos débeis e mentalmente superficiais e,
é por isso que eu permaneço sozinha não numa redoma
mas num lugar onde eu posso ouvir-me e latejar-me ate adormecer a febre de mais.
Essa angustia que me acompanha é amplamente o meu berço sempre que choro.


Achar, supor que por "sorte" esta minha inóspita ventura me proporcionará companhia...
É largamente um acto de loucura imposta em disfarce da miséria deste lugar onde fomento o Eu.
Quase que não reajo e quando reajo é para preservar domínio e segurança.
Não existe vergonha em mim nesta minha paragem de tempo.
Ou medo de perder alguma coisa quando foi tudo perdido no momento em que respirei.





Pearl




2 comentários:

WOLF disse...

Continuo a ver muitas semelhanças,com a forma como penso nos dias de hoje e com tudo o que me rodeia na actualidade.Não à palavras que confortem nestes caminhos,por isso só desejo que apareçam novos desvios ou caminhos que te levem onde desejas e queres.

Beijos

Mar Arável disse...

No mais íntimo da pele

há um pássaro que voa
contra todos os destinos