Por vezes olho para mim seguindo o meu caminho tão certo, tão dentro do esperado já nada aguardo, nada espero, a não ser a lentidão dos dias, a sombria madrugada em mim imposta...
Olho-me do alto do cume do meu mundo em guerra com risco de perder o catalizador de tudo... senão já perdido!
Carrego o peso de uma vida vivida sempre na beira do abismo, do cair até ao fundo e bater sem suavidade no piso da minha casa...porque só caio onde ninguem me vê!
Triste eu... será que sim??
Será que não tenho simplesmente o que cultivei durante tanto tempo...aqui há uns tempos ouvi esta frase "
cura a tua vida" de facto gostaria de curar a minha, não temporariamente mas definitivamente, acabar de vez com tudo o que me desconforta e sorrir sem sombras, que as sombras recolhessem aos armários que
comprei de propósito para o efeito dos quais perdi as chaves! Por isso não os fecho nem os abro, permanecem naquele encosto que assusta durante a noite...
sabem com é!?
Olho-me no meu caminho cheio de atalhos que se mostram caminhos mais longos porque luto com a vontade de fazê-los rápido, de chegar... nunca prestei para esperar...e nem nunca vou prestar.Célere caminho numa urgência talvez sem razão aparente ou será tão obvia que nem eu a vejo!?
Porque não fazer o percursso em frente olhando em frente e encarando que/quem vem de frente, sem desviar o olhar da frente porque olhar para o lado é perigoso...mas e se avida fôr num desses atalhos e se minha vida não fôr no caminho que eu caminho o que é supostamente principal!?
Não serei eu uma covarde por olhar só numa direcção a que se tem revelado mais solitária e fria, ostentando uma alegria que sei que muitas vezes me marcou de dor e lágrimas, ignorar o que foi para absorver o que tem sido tem-se revelado uma batalha tão dura de travar.
Encho-me de questões umas fundamentadas outras nem por isso que unicamente assentam na minha dura e corajosa/covarde permanência.
Serei eu a protoganista real do meu próprio caminho serei eu quem vive esta vida ou serei uma dissidente, não integrada no meu próprio mundo!?
Atingir a paz que necessito torna-se cada vez mais difici (e já dura há tanto tempo), dormir o meu sono aquele sono que tenho que dormir é ferozmente impedido pelo o desassossego que me tenho debruçado! Algo que não tenho conseguido contornar de forma fisiológica e que me recuso a fazer de modo assistido...serei Eu ou serão os outros essa é a dúvida(uma das) que se detém na minha cabeça!
Estarei eu errada porque tudo se conjuga para que assim pareça, e o que me parecia certo deixou de ser, e eu deixei de ser a mesma, e dou por mim a tentar repescar aquilo que fui um dia sem nenhum sucesso, a tentar buscar o velho "eu" que me confortou sempre ... mas não!!! Hoje deparo-me com um novo "eu" que eu estranho mas que entranho cada vez mais!
Fico-me nesta forma de ser, errada para uns certa para outros, mas minha para mim.
Permaneço teimosamente no caminho que se apresenta com atalhos, com becos, com cruzamentos com tudo o que um caminho que seja vivido contém...caminhando!
Pearl