Não, a história não se repetiu.
Eu não fui a mesma eu não fiz o mesmo.
Mas morri tal e qual todas as outras vezes que me mataram.
Serei eu a criatura mais feia do mundo?
A que peca apenas por existir.
A que insulta apenas por respirar.
A que atrai ao seu mundo o que de pior existe.
Tu estás do lado fora da minha porta.
Mas tu estás em todo o lado!
Envenenando-me a puta da Existência,
alimentando uma Ilusão que não entendes!
Tu não entendes que eu não sou nada.
Já não tenho nada porque esgotaste-me os recursos.
Alimentei-te a veneno puro,
intoxiquei-te como melhor sabia,
dei-te um Reino Inconquistável.
Um trono foi construído para ti mas permanece vazio mesmo ao meu lado.
Estou num casulo não sei bem a fazer o quê,
Estarei a dormir ou já a convalescer?!
Estarei de amar ou a odiar?
Certamente estou a observar.
O Ódio, esse Ódio que eu esperei que me salvasse, que me arrancasse do meu Abismo. Mas ele não apareceu para me salvar. No meu Reino o ódio não tem espaço ou lugar. Se tivesse, eu já estaria a salvo. Já estaria forte e energizada. Porque ao contrário do amor o ódio nutre.
Não consigo odiar mas também não sei amar.
Permaneço assim no limbo do improvável.
Too weird to live, too rare to die...
Pearl
terça-feira, 10 de março de 2015
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6 comentários:
Para lá dos azuis
Nem sei bem o que escrever. Sinceramente.
Talvez por me identificar de mais...
tens de sair desse limpo, pois o tempo passa e depois só te arrependes.
bj doce
Em Abril
que chovam cravos
O ódio existe,
O amor também,
Disponibilizemos a outra face para com o primeiro,
Entreguemo-nos ao segundo.
Beijos ;))
... e já é tanto
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