Então é isto, caminhamos metade do caminho nus
outra metade com dores.
Se eu arrancar a própria pele talvez já não me doa.
Oiço a tua tentativa de me explicares que tudo isto é nada.
Mas eu permaneço com as mãos postas no fogo que me consome.
Atenta a um par de olhos que me estremecem na minha génese.
Sabes... que se eu pudesse torná-lo-ia meu.
Já que para mim é fácil absorver o que desejo.
Continuo a aprender
nesta metamorfose que não para
que não cessa e que, me sucumbe a cada novo dia que nasce e morre.
Será que não devo parar?
Parar de caminhar, parar de observar quando não consigo parar de sentir.
Sabes aquele sorriso que se desenha quando sabes que vais cair?
Suponho que não será desta que terei as minhas respostas.
Se pudesse sentar-me-ia no teu colo
e falava-te do Amor que te tenho
talvez te deixasses embalar no meu veneno.
Ao invés disso dou-te a minha mão
na férrea esperança que não se descole da minha.
Será A Viagem,
uma vezes nus
outras vezes com dores.
Mas sempre a Prosseguir.
Pearl
domingo, 22 de fevereiro de 2015
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4 comentários:
Um caminho feito de um passo de cada vez...mas sempre em frente.
Dar a mão é meio caminho para poder usufruir do colo que se deseja.
Gosto sempre de ler as tuas palavras.
Beijos
Tudo se move
até o vento
Belo o seu texto
No belo ciclo das marés
"Se eu arrancar a própria pele talvez já não me doa."
Será essa a solução? Mas assim ficaremos mais nus ainda, mais expostos a todos os horrores...
Um beijo.
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