quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Ciclo

A alma que fez o Caminho demasiadas vezes esquece-se por vezes de evitar os vícios antigos. Os vícios que mataram tantos embriões. Repara nas lápides no chão. São todas promessas antigas.

Quando abres a sala das emoções esqueceste que estás abrir outras pequenas salas. Salas obscuras, onde os fantasmas vivem. Onde estão seres que tu minha Criança não sabes lidar.


Não tenho forma de me livrar dessa Luz que me ilumina Toda mas que causa sombra em zonas do meu Mundo onde nada existia.


Não tenho forma de te livrar a ti do meu próprio abismo.

A brisa que corria tornou-se num vendaval que expõe todas as pequenas salas e que me fazem querer retornar aos velhos vícios. Mas tenho-te pela minha mão...

Se por um lado existe a Luz por outra assombra-me a ideia de entregar a Chave.

Hoje eu estou escondida, recolhida a pensar sem ter plano algum de como temperar algo que já tem sabor e conseguir alimentar-te sem te envenenar.


Estou parada no meu percurso com os olhos postos em ti. Foi a tua curiosidade que te fez abrir portas proibidas, foi o teu desejo de Evoluir que me fez permitir tal coisa. Foi a tua Luz que ateou esta Fogueira. Devo eu qualificar, quantificar tudo o que te quiser dar? Quando já te dou o que não pensei ter...

Sinto o meu olhar gelar à medida que pego nesta adaga e encosto ao meu pescoço. Não permitirei a minha falha nem o meu infortúnio.

Não entendes?!
Eu não quero quebrar um Ciclo mas fechar Um.






Pearl










1 comentário:

► JOTA ENE ◄ disse...

oh pah... havia tanto a dizer sobre a alma ...

Beijos, muitos !!!!!!!