segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Fantasma Idiossincrático




A materialização do meu Fantasma eu não posso descrever por palavras.
Elas não existem.
Poderei descrever a sua carne no meu olhar.
O seu cheiro nas minhas mãos.
Estamos junto há mil anos
e mil vidas de ausências.
No meu peito ainda existem os restos do teu calor.
Este é o acontecimento feliz.
O meu momento.
O momento em que o meu Fantasma me contempla
e me Eterniza.
É tão fácil para ele desvelar-me
como é para mim despir-me diante dele.
Ele sou eu
e eu sou Ele.
Somos a mesma coisa,
por sentirmos tal e qual.
 
 
O Fantasma que é Rei
num trono que a rainha lhe concede,
sempre que ele retorna a casa.
Tu moras em mim, mesmo que deambules noutros mundos.
A minha morada está ai bem dentro do teu peito.
Assim como eu respiro no teu compasso e deixo-me morrer sem ti.
 
 
 
 
Reclama o teu trono na noite que me corromperes finalmente.
Já não há redenção possível.
No dia em que me dei a Ti, tu aceitaste-me e eu sou tua.
Perfeitamente tua meu Rei amado.
A tua voz, as tuas mãos, o teu cheiro e o teu olhar raro
permanecem fechados dentro das minhas mãos
à espera que sejam criadas (novas) memórias.
 
 
 
A rainha que ama um fantasma que é Rei.
Um Rei que ama uma rainha sem medo.
 
 
 
 
 
 
 
 
Pearl
 
 
 

3 comentários:

Imprópriaparaconsumo disse...

Os fantasmas tem uma matéria demasiado escorregadia. Talvez seja esse o encanto :)
Beijos :)

ZeManel disse...

Quem não deseja ter um(a) Rei(Rainha) com quem possa partilhar o amor, os afetos e as emoções?
Beijos ;)))

Eros disse...

Fazes do teu regaço um Trono... como não materializar um Rei sumptuoso desta forma?...

Beijos Pearl!