domingo, 20 de julho de 2014
Lírica.
Queria eu ser a pele que te enxuga as lágrimas.
Os olhos onde pousas as mãos e descansas.
A melodia que se ouve é-me estranha
mas cada vez a ouço mais alta.
Uma música, um poema, uma dança?!
Não, somos só nós tagarelando.
A pele, as lágrimas, as mãos e os segredos...
E ainda mais uma guerra se decidires ir à luta.
A mão que segura a tua é forte e não arreda para parte nenhuma.
Mas nunca tu terás as armas necessárias meu pequeno infante,
porque eu mato tudo o que toco, sem sono possível nem redenção.
O meu poema apenas te servirá para te empurrar precipício abaixo
e, até te encontrares de novo terás apenas o consolo de eu ser (a)única.
Meu pequeno infante vai-te enquanto podes.
Um dia talvez não possas porque eu vou estar cravada na tua mente,
dançando nua nos teus sonhos enquanto te contorces de dor.
Não mergulhes aqui, não faças soar a tua música neste deserto,
apenas eu vou ouvir-te
mas não vou salvar-te.
Se o teu destino for morrer ás minhas mãos.
Será isso que farei.
Um dia a tua música terá morrido
e o meu poema será esquecido.
Pearl
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2 comentários:
Matar tudo o que tocas... Há mortes agradáveis e das quais de pode sempre renascer. Até a escuridão tem os seus encantos :))
Um beijo em ti minha doce Pearl:))
Cuidado..assim assustas a malta! Mas entendo bem o que escreves..
Beijos
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