O meu Inconformismo vai ser a minha morte.
Disso eu já não duvido.
Ando sempre armada de consciência sobre mim própria.
Eu sou a primeira a encarar-me ao espelho e a ver todas as minhas falhas.
Pois é mesmo assim a realidade.
Nesse preciso momento sou invadida dum veneno que me pede sempre mais.
Tudo pode parecer igual
a voz...
o olhar...
mas a pele é outra
eu sou outra sendo a mesma.
Tudo se transformou,
não mudando a cor apenas a nota...
A minha fome a minha sede só aumentam.
À medida que subo os meus degraus sem olhar para trás.
Degrau subido, degrau esquecido.
O meu lugar é no cume da vida que sonho para mim.
É nos dias que morrem que eu vivo.
A minha fúria é sempre a mesma
e acho que me trouxe até aqui:
À minha máxima Metamorfose.
Numa velocidade imensa mas que mesmo assim não me deixa saciada.
O meu Inconformismo é uma fome crónica que atenua quando tenho sede de mais.
Se me cansa?!
Cansa!
Se me faz viver?!
Todos os dias.
Pearl


4 comentários:
O inconformismo não é necessariamente mau. Ajuda a lutar sempre pelo que queremos, pelo que temos direito.
Querer sempre mais tem sempre um lado bom e um lado mau. No equilíbrio estará talvez a receita? Gostava também de saber isso :))
Um beijo
Parece-me bem.
Estás bem, menina?
Beijo...
Passamos a vida como verdadeiros inconformados, jamais satisfeitos e os nossos maiores críticos ... nem sempre é bom ...não,nem poderia, seria fácil demais!!!
Beijo
Olá ;))
O inconformismo do viver...
O viver do inconformismo...
Porque não viver apenas com o inconformismo?
Beijos :))
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