É quando nada faz sentido que tudo se arruma.
O velho e bom caos organizado.
Se te pudesse avisar diria-te:
"Cuidado com os escritores, quando deres conta tens a tua cabeça debaixo do braço dela!
E o teu sangue foi o veneno que ela usou para matar tudo o que conheces até ao dia em que a viste.
Porque quando a viste, morreste para o mundo, renascendo no dela."
Mas não avisarei, até porque avisos destes surtem o efeito contrário.
Se pudesse segredar-te ao ouvido diria-te
"Ela é a predadora da tua vida, o cavalo alado que de tão rebelde nunca foi verdadeiramente domado.
Podes tentar a tua sorte, mas só terás sorte se ela de facto fizer de ti o Escolhido."
Dir-te-ia "ela quando parte, parte sem olhar para trás, ela já sobreviveu ás piores ressacas e no rosto dela não verás uma linha de sofrimento, dor ou lamento".
Não conheces o gelo pálido do seu rosto desiludido, nunca lhe alimentes os monstros que a comem todos os dias mais um pouco. Por vezes são só ela e eles. E eles são como ela. Tenebrosamente faceis de alimentar.
Se eu pudesse avisar-te dir-te-ia:
"Corre o mais que possas porque vais ter que o fazer.
Prende-lhe o pulso e segura a sua boca junto à tua.
Sempre, sempre e em todas a vezes ser-te-à concedido a luz de todo o teu sonho que esteve ai guardado! À espera Dela!" Logo é para Ela.
E lembro-te mais uma vez:
É quando nada faz sentido que tudo se arruma.
Pearl


5 comentários:
Apesar da aparente ausência de controlo, a última frase não só espelha esperança como a derradeira verdade: «É quando nada faz sentido que tudo se arruma.»
Pearl, gostei do teu cantinho. Vou voltar!
Beijo d'(Ela)
As realidades ficcionadas
por vezes são mais verdadeiras
perdições e predições...
estratégia da aranha - devoradora.
apesar de eu gostar da desarrumação dos sentidos...
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