terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

(isto sou eu, sendo Eu outra vez)

 
 
 
 
Pode-se dançar sem música
mas sem dança a música nunca terá movimento.
Eu sou mais ou menos uma dança
que não encontra a música certa para brilhar.
Ou mais ou menos um música
que não tem forma de ser dançada.
 
 
Mas ao invés de me sossegar
prefiro mover-me ao sabor da tal complexidade.
Eu sou o movimento.
Prefiro uma dança sem música do que assistir a uma morte anunciada.
Prefiro a música dum silêncio completamente livre,
que um som imposto sem silabas ou fonética.
 
 
 
E foi num desses compassos disléxicos,
num desses sonos sonâmbulos
que ouvi a melodia que me faz dançar agora.
Agora é o que importa.
Os dias passam suaves e a minha pele deixa-se aquecer de novo.
(Im healing myself).
A melodia é tão quente, como teimosa.
Tão obstinada como eu.
Se eu cair, a música não parará porque eu cai.
E quando eu me levantar ela não começará a tocar de novo.
Isto é:
Porque nunca terá deixado de tocar.
 
 
 
 
 
 
 
Pearl
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

4 comentários:

BlackQuartzo disse...

Make it sound

O Fulano disse...

A vida segue-se dançando...

Anónimo disse...

A música só deixa de tocar quando nós deixarmos. Às vezes é difícil acompanhá-la. :)

Isa Lisboa disse...

Continua a dançar! :)

Beijos