domingo, 13 de janeiro de 2013

Dark Sea (bright light)

 
(Pearl by Pearl)
 
 
 
Porque é que eu não consigo dizer-te adeus
sempre que te afogas nas ondas do meu corpo?
A razão foi totalmente sepultada ainda que meio moribunda.
Só faria sentido se a enterrasse viva.
Compreendes? Não compreendes?
Que se fechares a porta  atrás de Ti
restar-te-à apenas o teu eu.
Cinzento, tolhido, caóticamente dormente.
Até ao fim de sabe-se lá do quê...
Não existe nada na minha frente
nada, porque tudo foi deixado lá atrás quando decidi ser eu a caminhar.
A ser aquilo que pretendo ainda ser.
Então... sempre que deixas o teu rumor em mim
eu morro numa vida que não me contempla.
Ser e viver são coisas distintas mas obrigatórias.
Sempre que eu fecho as minhas mãos junto ao meu peito
tenho a certeza que sou o que desejo
mas vivo a contra-relógio.
Mas Tu moras estranhamente nas minhas ondas.
Onde nos molhamos e renascemos.
Derrota não nos assiste.
Por mais desertos que tenhamos que correr.
Eu serei sempre o teu mar
e tu o meu náufrago.
 
 
 
 
Pearl

6 comentários:

Pérola disse...

Intenso e arrepiante.

Ofereço um selo, não o queres?

beijinho

BlackQuartzo disse...

Vivemos a contra-relógio...

Salvador disse...

Bonito, profundo e sentido... ))

Isa Lisboa disse...

Não há razão que sobreviva!

Um poema forte e intenso...!

SinneR disse...

muito intenso ;)

bj doce

Dreamcatcher disse...

que tenhas um bom mar...



beijo-te


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