domingo, 18 de novembro de 2012

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Quando o céu já não é céu
e o chão já não é chão,
a colisão das nossas peles
é o milagre que a minha desgraça precisa.

Quando a agua deixa de escorrer
porque se evaporou no beijo em que nascemos.
A diplomacia de me suster no sossego
é martirizada pelo o meu andar seguro.

Quando o Sol congelou na linha do horizonte
e essa linha já se fundiu com a minha alma,
eu sou de facto o único facto
na tua parca existência.

Portanto devo dizer que eu sou o teu limite transposto.
E que sempre que as veias das minhas mão te param a respiração
tu sobrevives a mais um dia da minha existência em Ti.


Nada te adiantará voar para longe de mim
visto que sou a única morada que conheces.



Pearl

8 comentários:

R disse...

Há moradas que se revestem de um Magnético Sentido de Eternidade.

BlackQuartzo disse...

Home adress or Web adress?

Isa Lisboa disse...

A morada que é Casa.

Beijo

Anónimo disse...

Belas palavras descrevendo a morada

Salvador disse...

http://www.youtube.com/watch?v=dlKHTF6diHw

E, caso não conheça, fica a conhecer...))

Um beijo

ZeManel disse...

Na colisão das peles,
a sensibilidade do anseio,

No andar seguro,
a sustentabilidade da trajetória,

No único facto,
a verdade do todo na insignificância do perdurar,

No limite transposto,
o alcance do intangível,

Na única morada,
o propósito almejado,

Assim como na paixão do querer se ajeita o fruir.

Bjs :)

Elisabete disse...

Tornou-se uma prisão mas realmente são lindos versos. Bjs

joão marinheiro disse...

Um circulo diria, descoberto o caminho as mãos tocam-se inevitavelmente.
Todas as moradas são unicas se forem a nossa morada.
Beijo quase de inverno.