Eu conheço o grito do silêncio
a dança obscena que grita em mim
e me alimenta como a um sedento de tudo.
Eu sei como é a palavra inaudível
que julgas que tens na mão.
Sou eu , eu apenas eu, nesta mulher que pensas amar,
que pensas conhecer
e no entanto nem se revelando todos os segundos
consegues perceber(-la).
Não tens que o fazer
até porque eu sou língua estranha
de ser lida, muito menos interpretada.
Não me cures, não me sanes
porque apenas o meu silêncio
que é mais que consentido
me pode dar a sensação de melhoras.
Deixa o silêncio fluir-te nas veias
sem medo algum que te mate
e mesmo quando te parecer
que pereces
ele liberta-te
no momento em que te invade.
Inebria-te como numa sala vazia de ti mesmo,
embriaga-te não de mim que sou chuva,
mas de ti que és eterno.
Pearl


4 comentários:
Revela-te... e quebra o teu silêncio.
Depois do silêncio vem a paz ...
Afther paz, vem o amor ...
Muito macia escrever ...
Uma ode ao silêncio...
O silêncio pode ser ensurdecedor mas é tão bom!
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