Sabes quando não sabes o que desejas?
Reparas que muitas vezes só tens essa mal nascença...
Que ela tornou-se um carimbo num qualquer documento que não assinaste.
Que solidão é esta que tanto me retira como me dá?
Sabes quantas vezes sinto a minha força pulsar dentro de mim.
Essa força que é tão incontida e supra venenosa.
Costumo olhar bem fundo dos teus olhos, e nos olhos dos outros também e,
perceber-lhes a ansiedade em me consumarem
como se isso fosse de facto acontecer.
Num acto insano na vertigem dum qualquer Abismo.
Será que consegues perceber-me enquanto me olhas a pele?
Ou o veneno que exalo cega-te à entrada.
Pra mim são todos frágeis, são todos débeis e mentalmente superficiais e,
é por isso que eu permaneço sozinha não numa redoma
mas num lugar onde eu posso ouvir-me e latejar-me ate adormecer a febre de mais.
Essa angustia que me acompanha é amplamente o meu berço sempre que choro.
Achar, supor que por "sorte" esta minha inóspita ventura me proporcionará companhia...
É largamente um acto de loucura imposta em disfarce da miséria deste lugar onde fomento o Eu.
Quase que não reajo e quando reajo é para preservar domínio e segurança.
Não existe vergonha em mim nesta minha paragem de tempo.
Ou medo de perder alguma coisa quando foi tudo perdido no momento em que respirei.
Pearl
domingo, 10 de maio de 2015
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Alquimia do Ser.
Desde a minha ultima batalha que resultou na minha Morte que permaneço morta a curar-me.
Não tenho feito nenhuma tentativa de erguer o olhar...
O sangue onde me deixaste a morrer apodreceu, decompôs-se juntamente com a minha frágil alegria.
Vários dias depois, quando me consegui levantar moribunda, suja e inconstante e me dirigi à porta para a Fechar... Nem de ti o rasto existia, tudo em meu redor era aridez. Toxicidade! E nem palavras eu tinha para vestir todo o despojamento que deixaste para trás. Fechei a porta por dentro mais uma vez, não permitindo que o Sol entrasse. Escolhi o frio da obscuridade e a liberdade de matar pensamentos. Não havia nada a reinventar. Caminhei nua nos vidros que quebraste, acredita já não existe sangue em mim para se esvair. Ou dor a ser sentida. Subo a minha escadaria, depois de tantos dias no chão a respirar terra seca. Avisto o meu trono sempre tão familiar, sempre à minha espera e sento-me. Fecho os olhos e,avisto a tua jaula, és um animal bem domesticado. Desejo a tua morte, encarreguei-me que a levasses contigo também. Não interessa, és um proscrito. E eu ainda sou a Rainha. E este ainda é o meu domínio.
Agora estou coberta e com uma janela aberta, tenho a intenção de ficar a contemplar tudo aquilo que renasce no meu reino. As flores, as borboletas, o solo quente e o brilho do que sempre fui fluem de forma quase imperturbável. Eu ainda mal me mexo. Observo, perscruto da minha janela uma movimentação quase indetetável. Recordo-me que fechei a minha porta por dentro, será que existe uma segunda chave? Será que houve uma intrusão? Será um inimigo? Será um aliado? Serei eu ou serás tu?
Quem poderá intrigar uma rainha de trono e coroa?! Quem se atreve a testar-lhe a simplicidade paradoxal? Toda eu sou cicatrizes, toda eu sou histórias terminadas e desassossegos inúteis. Este é o reino mais solitário dos mil mundos onde habito. Podes conhecer o universo mas eu encerro a profunda Alquimia do Ser.
Eu deixo que fiques nos meus jardins, borboletas agitam-se com essa Luz inusitada, tão perfeitamente doseada.
Os pensamentos esses deixam de morrer, a minha pele aquece e eu descanso os meus pés com a intenção de voar. Tenho pouca perceção do que me tornei depois da minha ultima batalha. Existe no entanto a aceitação do que quer que eu já seja. E o desapego absoluto do que já fui.
Pearl
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Caixinha Mágica.
Dei pouco mais de trinta minutos da minha "vida perfeita" a VER ás massas.
Não é nada de especial, não sinto que tenho sido. Mas mesmo assim não poderia deixar de referir que o meu percurso que tanto tem atraído os outros, atraiu também a caixinha mágica. Eis-me ali aos olhos e escrutínio do mundo...
Aquele que sai da sombra sujeita-se à luz. Mas Tu estiveste sempre comigo...
Pearl
terça-feira, 10 de março de 2015
Not Alive.
Não, a história não se repetiu.
Eu não fui a mesma eu não fiz o mesmo.
Mas morri tal e qual todas as outras vezes que me mataram.
Serei eu a criatura mais feia do mundo?
A que peca apenas por existir.
A que insulta apenas por respirar.
A que atrai ao seu mundo o que de pior existe.
Tu estás do lado fora da minha porta.
Mas tu estás em todo o lado!
Envenenando-me a puta da Existência,
alimentando uma Ilusão que não entendes!
Tu não entendes que eu não sou nada.
Já não tenho nada porque esgotaste-me os recursos.
Alimentei-te a veneno puro,
intoxiquei-te como melhor sabia,
dei-te um Reino Inconquistável.
Um trono foi construído para ti mas permanece vazio mesmo ao meu lado.
Estou num casulo não sei bem a fazer o quê,
Estarei a dormir ou já a convalescer?!
Estarei de amar ou a odiar?
Certamente estou a observar.
O Ódio, esse Ódio que eu esperei que me salvasse, que me arrancasse do meu Abismo. Mas ele não apareceu para me salvar. No meu Reino o ódio não tem espaço ou lugar. Se tivesse, eu já estaria a salvo. Já estaria forte e energizada. Porque ao contrário do amor o ódio nutre.
Não consigo odiar mas também não sei amar.
Permaneço assim no limbo do improvável.
Too weird to live, too rare to die...
Pearl
Eu não fui a mesma eu não fiz o mesmo.
Mas morri tal e qual todas as outras vezes que me mataram.
Serei eu a criatura mais feia do mundo?
A que peca apenas por existir.
A que insulta apenas por respirar.
A que atrai ao seu mundo o que de pior existe.
Tu estás do lado fora da minha porta.
Mas tu estás em todo o lado!
Envenenando-me a puta da Existência,
alimentando uma Ilusão que não entendes!
Tu não entendes que eu não sou nada.
Já não tenho nada porque esgotaste-me os recursos.
Alimentei-te a veneno puro,
intoxiquei-te como melhor sabia,
dei-te um Reino Inconquistável.
Um trono foi construído para ti mas permanece vazio mesmo ao meu lado.
Estou num casulo não sei bem a fazer o quê,
Estarei a dormir ou já a convalescer?!
Estarei de amar ou a odiar?
Certamente estou a observar.
O Ódio, esse Ódio que eu esperei que me salvasse, que me arrancasse do meu Abismo. Mas ele não apareceu para me salvar. No meu Reino o ódio não tem espaço ou lugar. Se tivesse, eu já estaria a salvo. Já estaria forte e energizada. Porque ao contrário do amor o ódio nutre.
Não consigo odiar mas também não sei amar.
Permaneço assim no limbo do improvável.
Too weird to live, too rare to die...
Pearl
domingo, 22 de fevereiro de 2015
A Profunda Vontade de Ir
Então é isto, caminhamos metade do caminho nus
outra metade com dores.
Se eu arrancar a própria pele talvez já não me doa.
Oiço a tua tentativa de me explicares que tudo isto é nada.
Mas eu permaneço com as mãos postas no fogo que me consome.
Atenta a um par de olhos que me estremecem na minha génese.
Sabes... que se eu pudesse torná-lo-ia meu.
Já que para mim é fácil absorver o que desejo.
Continuo a aprender
nesta metamorfose que não para
que não cessa e que, me sucumbe a cada novo dia que nasce e morre.
Será que não devo parar?
Parar de caminhar, parar de observar quando não consigo parar de sentir.
Sabes aquele sorriso que se desenha quando sabes que vais cair?
Suponho que não será desta que terei as minhas respostas.
Se pudesse sentar-me-ia no teu colo
e falava-te do Amor que te tenho
talvez te deixasses embalar no meu veneno.
Ao invés disso dou-te a minha mão
na férrea esperança que não se descole da minha.
Será A Viagem,
uma vezes nus
outras vezes com dores.
Mas sempre a Prosseguir.
Pearl
outra metade com dores.
Se eu arrancar a própria pele talvez já não me doa.
Oiço a tua tentativa de me explicares que tudo isto é nada.
Mas eu permaneço com as mãos postas no fogo que me consome.
Atenta a um par de olhos que me estremecem na minha génese.
Sabes... que se eu pudesse torná-lo-ia meu.
Já que para mim é fácil absorver o que desejo.
Continuo a aprender
nesta metamorfose que não para
que não cessa e que, me sucumbe a cada novo dia que nasce e morre.
Será que não devo parar?
Parar de caminhar, parar de observar quando não consigo parar de sentir.
Sabes aquele sorriso que se desenha quando sabes que vais cair?
Suponho que não será desta que terei as minhas respostas.
Se pudesse sentar-me-ia no teu colo
e falava-te do Amor que te tenho
talvez te deixasses embalar no meu veneno.
Ao invés disso dou-te a minha mão
na férrea esperança que não se descole da minha.
Será A Viagem,
uma vezes nus
outras vezes com dores.
Mas sempre a Prosseguir.
Pearl
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Primeira Pessoa do Plural
A brutalidade do Nós.
O rio que corre nos dois sentidos.
Lembras-te, ainda há pouco tempo eras uma criança.
Eu fiquei a ver-te crescer atenta e corajosa.
Responde-me quantas vezes me mataste
para que eu pudesse finalmente envenenar-te.
Já me fui embora tantas vezes
quantas as vezes que retornei a ti.
É nessa brutalidade que me marcas a carne
e eu te corrompo o sangue de Liberdade.
Somos tão selvagens quanto delicados.
Somos tão doces como amargos.
Eu sei que te puxo para mim
e tu sabes que me empurras para a frente.
O Nós que se expande
é avassalador mas
absolutamente
Incorruptível.
Pearl
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Dia Um.
Retorno a casa de asas abertas,
e mais uma vez com as mãos encharcadas em sangue, o meu.
Caminho devagar no regresso ao meu trono,
é que por vezes preciso ser relembrada que não pertenço a este mundo.
E que por muito que eu desça, no fundo, para eu te ouvir terás que subir.
O futuro se é que existe um futuro é incerto e relativo tal como tudo
(assim me ensinas Tu)
Então penso que seja tempo de observar e reter o que puder.
Tempo de subir os degraus que me acendes uma outra vez.
Que me afastarão ainda mais da sombra do mundo.
Tenho os olhos cheios de lágrimas
mas no meu rosto desenha-se um sorriso com Razão.
Diz-me quantas vezes eu já tive que morrer para Ser?
Existe esta espécie de felicidade na infelicidade que me enche o peito de ambição.
Que tanto me faz voar como cair.
Não sei se choro de rir
se rio a chorar.
Repara como eu estou Só a partir de agora.
Repara como posso escolher mesmo que para isso tenha que morrer.
Repara como já não tenho medo de morrer.
Estou a nascer em ti.
Eis que um novo ciclo se abre
sem recomeços.
Mas sim com O Inicio.
Apesar de tudo me aparecer quase de forma desgraçada.
O meu sorriso com Razão
impele a que eu brilhe até nas mais negras das noites.
Hoje é o dia Um.
O primeiro da minha nova Existência.
Pearl
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Medos
O Medo, esse grande responsável por tudo aquilo que eu deixo de fazer. Miserável é, quando me junto com alguém que ainda tem mais medo que eu. Por isso eu permaneço sozinha.
Existe sempre este enorme paradoxo relacionado à minha forma de Ser. Se por um lado estou armada até aos dentes por outro nunca matei ninguém. .
Vejo que laços se desfazem e outros apertam-se. Vejo que me estou a afastar do que um dia há bem pouco tempo era uma certeza. Será falta de paciência ou falta de emoção. Será a descendência, o fim do que viveu além dum prazo? O quebrar duma aliança? Que seja...
(Mergulho num mundo de vaidades, de egos e mentalidades mal construídas, por vezes é tão atrozmente fútil este mundo que prefiro distanciar-me.)
Não consigo despender mais energia em certos aspectos que até há bem pouco tempo canalizava parte do meu dia. Tudo morre e isto está a morrer e eu a deixar. Será enterrado. Vejo como o meu rio já corre noutra direção, empurrando tudo... Fazendo um rasgo entre mundos.
Daqui de onde estou consigo observar como tudo muda de lugar no meu Castelo. Como tudo se arruma uma vez mais. Há dias sai daqui, direta ao assunto que me assoberbava. Sai sem fechar a porta atras de mim e armei-me. Eu estou sempre armada. Eu luto sempre armada. No fundo quando sai já ia ferida, existe algo em mim que não cede. Que nunca desarma mesmo que se desfaça.
Afastei-me de tal forma do meu mundo que no fim mal consegui voltar a casa. No fundo quando vais sem Medo já vais armada. Ao olhar-te nos olhos eu sei que és meu território e que quero conquistar-te nem que para isso tenha que destruir tudo o que conhecemos.
Não não é Obssessão (pessoas que sobrevivem não têm esse luxo)! É a minha natureza, porque observando bem, sempre que lutei fui furiosa nos meus intentos. Ponho o meu sangue em todas as minhas lutas. E a minha primeira tarefa numa luta é despir-me do Medo que toda a vida me incutiram.
Não não podes dizer que o teu segredo é esta estranha agressividade que vem da profunda certeza de saberes aquilo que queres, isto é simples mas complicado aos olhos da ignorância.
Não são as derrotas que me impedem de ser vitoriosa. Eu fi-lo. E todos me aplaudem nesta espécie de surdez que imponho a mim mesma porque não quero distrair-me.
Sabes o que eu vejo ao espelho de manhã? Eu finalmente sozinha. Caralho esta minha beleza que tanto me prejudica é também o meu orgulho. Eu fiz-me assim. Quando observo mais profundamente o meu olhar vejo as minhas lágrimas, a violência da minha própria critica e a certeza que a minha fonte jorra de mim mesma e que não tem fim. Eu alimento-me de mim mesma. Sempre que me confronto a mim mesma eu não tenho outra hipótese senão vencer.
Descolo-me de Vícios antigos, de hábitos que por fim se tornaram incómodos para nós. Olho para o que me escreveste, para TODAS as horas que me ensinaste a enxergar o Mundo assim. Olho, leio todos os versos que parimos. Eles estarão na Eternidade mesmo depois da nossa Existência. Penso que escolheste deixar-me voar. Que o teu tempo deixou de existir para mim, para me ensinar. E nem mesmo o facto de eu ser a tua melhor aluna me fez ser Eterna. Uma coisa não mudou, eu continuo a ser a Melhor. E Tu continuas parado numa espécie de platonismo que a minha passionalidade não concebe. Esta minha humanidade será sempre uma oponente à minha Ascensão. Nada se dói em mim por assim ser. Mantenho um pé na luz outro na obscuridade. Continuo a ser um ser passional e mato até morrer se assim tiver que ser. Anos se passaram, acho que envelhecemos... Vou deixar que me Contemples e que te apercebas de como Tu também me fizeste. (Imagino a curva do teu sorriso ao ler-me).
Estou feliz, uma felicidade tão frágil como luminosa. É tão débil e pueril que temo que morra num arrufo meu. (Sorrisos) Será então isto que mata uns e fortalece outros? Sinto que tive que descer uma escadaria quando no fundo foste tu que me vieste buscar. Esta espectacular chance de transformar trouxe consigo mais uma Transformação para mim. Tenciono despir-te o Medo, alterar-te as Paixões e explicar-te o que és tu. E eu vou conseguir.
Como te posso eu tocar sem te matar, como te posso eu transformar sem te alterar?! Será que sou a Ordem no teu caos, ou serás tu o caos numa casa mais que arrumada?
Quem transforma Quem?
(Olha-te ao espelho e diz-me quem vês).
Pearl
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Ciclo
A alma que fez o Caminho demasiadas vezes esquece-se por vezes de evitar os vícios antigos. Os vícios que mataram tantos embriões. Repara nas lápides no chão. São todas promessas antigas.
Quando abres a sala das emoções esqueceste que estás abrir outras pequenas salas. Salas obscuras, onde os fantasmas vivem. Onde estão seres que tu minha Criança não sabes lidar.
Não tenho forma de me livrar dessa Luz que me ilumina Toda mas que causa sombra em zonas do meu Mundo onde nada existia.
Não tenho forma de te livrar a ti do meu próprio abismo.
A brisa que corria tornou-se num vendaval que expõe todas as pequenas salas e que me fazem querer retornar aos velhos vícios. Mas tenho-te pela minha mão...
Se por um lado existe a Luz por outra assombra-me a ideia de entregar a Chave.
Hoje eu estou escondida, recolhida a pensar sem ter plano algum de como temperar algo que já tem sabor e conseguir alimentar-te sem te envenenar.
Estou parada no meu percurso com os olhos postos em ti. Foi a tua curiosidade que te fez abrir portas proibidas, foi o teu desejo de Evoluir que me fez permitir tal coisa. Foi a tua Luz que ateou esta Fogueira. Devo eu qualificar, quantificar tudo o que te quiser dar? Quando já te dou o que não pensei ter...
Sinto o meu olhar gelar à medida que pego nesta adaga e encosto ao meu pescoço. Não permitirei a minha falha nem o meu infortúnio.
Não entendes?!
Eu não quero quebrar um Ciclo mas fechar Um.
Pearl
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Sacerdotisa
Sabes quantas vezes eu já me elevei para não me misturar?!
Ou quantas vezes submergi a pensar que estava morta.
Sabes quantos crimes já cometi para me defender?!
Sabias que na minha casa existem armas que matam todas as formas de vida?
E que apenas os Fantasmas permanecem.
Sabias que o Amor e a necessidade não são bem vindos Aqui.
Eu encarrego-me de calar a Saudade.
Estas paredes são mudas mas Eu sou (e serei) o maior Conhecimento que terás.
É a minha Divindade que te prende a esta nova forma de Ser.
Só ela te permite seres Real e Absoluto.
Sabendo tu que já perdeste o teu caminho de casa.
Farei tudo para que sucumbas antes de me alcançares.
Assim não terás que me salvar.
Será que tu não vês que eu sou a doença que te curará e,
que no meu leito existe o Veneno que procuras.
Eu não estou escondida.
Estou tão exposta a esta Luz que me trouxeste.
Uma Cegueira que me impões e que me tenta escravizar.
Na vã tentativa de me enlaçar nas tuas mãos.
(não vendo que)
Terás que te ajoelhar e pedir pela tua vida.
Terás que ouvir que o teu mundo é uma Ilusão,
e que eu já fui isso que tu és.
Não serei eu a descer serás tu a subir.
Eu já vivi protegida até que fui arrancada e transformada Nisto.
Eu farei tudo para que a tua frágil vida seja medíocre depois Mim.
Diz-me já agora o que vês depois de mim!!
Nada, porque não existe nada e mesmo que aches que te dei armas para sobreviveres já não poderás ser o que foste.
Terás que aprender a falar e a respirar de novo
lembra-te: Eu não me misturo.
Olha pra tua vida, aqui não existe Redenção aos teus pecados.
Existe no entanto a Promessa de Morte e Transformação.
Neste reino já não existem Mestres.
Existo Eu.
(Tu estás a morrer porque eu te estou a matar).
Vive.
Pearl
domingo, 28 de dezembro de 2014
Poço.
A Atracção pelo desconhecido não será um dos actos mais masoquistas a que nos propomos?!
Porque é que nos debruçamos sobre o murete dum poço quando sabemos que o mais certo é cairmos por ele abaixo?!
Porque é que teimamos em achar que controlamos a situação quando o controle não sai das nossas mãos?
Conseguimos fixar o olhar no "vazio" do escuro mas não conseguimos ver que o fim se aproxima à medida que observamos mais profundamente.
Eu não espero que me entendam, basta que Eu me entenda.
Eu, estou mais uma vez sentada num ponto alto e panorâmico Onde eu gosto de estar. Onde eu posso observar Tudo o que me interessa Pensar. Bem verdade que metade do que eu vejo eu preferiria não ver. Mas eu sempre preferi uma verdade assassina que uma treta com pouco prazo de validade.
Eu mesma já espreitei alguns poços mas só cai num. Acreditem quando digo que ainda não sai de lá.
No fundo só nos queremos escravizar uns aos outros. Arrancarmos o que de melhor somos, usar até acabar e reciclar por algo melhor."Melhor"??? :)
Aí que é eu te fodo: Não existe melhor que Eu.
Voltando ao meu raciocínio inicial, o ar do meu Castelo muda mais uma vez.
Eu teimosamente permaneço com a minha mão agarrada à tua mão tão escorregadia.
Estás a tentar reciclar-me mas é impossível reciclar "Algo" como eu. Deixa-me portanto apodrecer à mingua que me impões.
A Borboleta que emerge Poço acima acode-me neste acto pútrido que é o Renascimento.
Uma Única Borboleta que não para de parir outras borboletas que me infestam o deserto estéril.
Que me obriga a abrir os meus olhos e me faz diminuir o murete do Poço.
A queda apresenta-se inevitável. Quero tanto que caias e te afogues como quero que me puxes poço acima. Já viste este Mundo e a sua beleza?! Eu não pertenço a ele.
Saberás tu que o Poço é toxico e nunca ninguém saiu dele Igual. Pretendo condenar-te à morte mal caias, pretendo esventrar-te todas as demagogias que intentes usar.
Encontras-te num acto absolutamente masoquista. Eu apenas observo tua masturbação Mental na perplexidade da minha existência.
Inexplicavelmente eu Existo
(e Agora para ti também!)
Pearl
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Eternidade(S)
Apercebo-me agora que o Tempo passou,
que os dias de alento e elevação se transformaram em anos
de areias geladas com mais ou menos oásis.
Tornei-me de tal modo Intocável que já nem Tu me queres tocar.
É a morte que vem chegando lentamente
e
eu
e as minhas veias recolhem à minha carne gelada.
Por vezes sinto-me tão cansada que os meus segundos param...
Detém-se uma e outra vez nos teus olhos que se perdem nas sombras.
Não existem multidões em meu redor.
Não existe o quente das peles nem o molhado dos beijos.
Tudo se apaga quando o meu relógio segue célere
na demanda de me fazer cair.
Não vale a pena pedir ao Tempo que me perdoe.
E mesmo que me perdoasse não voltaria atrás.
Vejo claramente o Precipício que se avizinha aos meus pés.
Temo não voltar a ressurgir na tua Vida
à medida que o tempo te mata a Paixão.
Num desacerto que não consigo concertar.
Pearl
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
... ... ...
"Porque é que a tua fluidez se quebrou quando te perguntei como lidas com o Amor!? Porque é que senti um nevoeiro quando te questionei... Uma barreira tão palpável como estranha?!"
Não se quebrou porque não existe.
Eu que já escrevi quilómetros de linhas sobre o Amor reconheço a minha inabilidade em aplicar a pratica.
Não consegui responder porque nem inventar consigo.
E também me apercebo que nesse tema o meu Olhar desvia-se para demasiado longe da conversa. Não é que não queira falar, mas desconheço o idioma. Não consigo alinhar um pensamento que mereça a pena ser verbalizado.
Temos portanto um deserto.
O dos meus piores sintomas é a perda do Argumento.
Pearl
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
domingo, 7 de dezembro de 2014
Equilibrium
Quando a vontade dos outros prevalece sobre a nossa.
E quando o Muro se ergue para nos travar a corrida.
Não existe aqui lição nenhuma para ser aprendida mas,
é nesse momento que as sementes da Rejeição são semeadas.
Nós então seremos solo fértil ou não para essa emoção.
No meu solo já não crescem "coisas" como a Rejeição.
A Rejeição é semeada por nós mesmos sem necessidade de ser muito alimentada por outros
para se tornar enorme e tóxica.
Não é algo que eu alimente em mim porque não preciso.
Existe em mim sim um Inconformismo que é rapidamente substituído por um sentimento de desapego em relação aquilo que eu não posso mudar.
Existirão sempre coisas que me vão ultrapassar e nada vou puder fazer para as reverter a meu favor.
Tornei-me alguém que se desapega rapidamente do que não controla e muitas vezes é precisamente nesse Desapego que eu encontro a minha paz.
Ora quando se faz tudo o que pudemos para alcançar algo ou alguém e não somos bem sucedidos devemos e podemos ficar felizes apenas com a própria tentativa da tentativa.
Por acaso estou a escrever e a ouvir Undergound Sound of Lisbon - So Get Up:
"THE END OF THE EARTH IS UPON US
PRETTY SOON IT’LL ALL TURN TO DUST
SO GET UP
FORGET THE PAST
GO OUTSIDE
HAVE A BLAST
GO A THOUSAND MILES IN A JET AIRPLANE
GO OUT OF YOUR MIND GO INSANE"
PRETTY SOON IT’LL ALL TURN TO DUST
SO GET UP
FORGET THE PAST
GO OUTSIDE
HAVE A BLAST
GO A THOUSAND MILES IN A JET AIRPLANE
GO OUT OF YOUR MIND GO INSANE"
Tudo aquilo que a vida é pode de facto ser muito mais se nos dispusermos a receber pessoas e factos que nos irão acrescentar.
Quando essa disponibilidade não é desejada e criada é como se ficássemos a meio duma obra. Não faz mal...
Eu não me sinto rejeitada porque a vida sabe-me mimar e eu mereço tal mimo.
Pode não ser o que eu queria é facto, mas é.
A Lei do Equilíbrio (Compensação) trabalha de forma misteriosa e eficaz e eu sou atenta a Ela.
Pearl
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Shameless Aliciation.
(Pearl by Pearl)
Atreve-te a pisar. o solo do Inferno.
Isso sim é a Arte de ser um Demónio
e amar uma Deusa.
Não permanecem
mas
Tocam-se.
Pearl
domingo, 16 de novembro de 2014
Unknown...
(Pearl by Pearl)
Passeio pela minha nova vida devagar. A grande maioria do tempo eu permaneço em silêncio, porque o silêncio como sabes exponencia a observação. Eu acho que caminho equilibradamente, então por vezes sou brutalmente empurrada para a frente, não entendendo a própria vida que eu preciso de tempo. Eu preciso de mais tempo, porque ainda caminho com muletas. Já com asas mas ainda não sei voar durante muito tempo.
Isto é quase como aprender a andar e a olhar o mundo sabendo já o que se vai ver, só não antevendo as reacções.
Escuso então de ser empurrada uma vez que planeio lá chegar tal e qual. O meu destino é mudar a única coisa que me falta mudar na minha vida. Uma peça do puzzle que se perdeu. Preciso de saber se esta peça servirá no meu velho puzzle ou se é a peça dum novo puzzle. Seja qual for o caso, uma nova imagem se desenha. Mais uma vez falarei de todas as mortes ocorridas na minha metamorfose. Eu não consigo conservar tudo, aliás, eu já abri as minhas mãos de todos os meus pertences intelectuais e emocionais para poder fazer um reset. Nos meus "perdidos e achados" não se encontra Nada. Talvez se olhares para mim verás alguém demasiadamente silenciosa ou sossegada, é facto. Mas, acho que podes adivinhar todas as tempestades mentais que sofro. E é nesses ventos que sou empurrada violentamente muitas vezes caindo no chão. Eu não acho que precise de cair outra vez. Já viste bem os meus joelhos?!
Ser confrontada com algo que não tem rosto ou olhar. Sentir no fundo de mim que algo me obriga a fazer estes últimos quilómetros, sentir que estou a ser impelida a "mexer-me" e eu não consigo ver o cerne da questão com a clareza habitual.
Existe um impulso associado à minha peça de puzzle. Eu posso garantir que essa peça já está na minha mão. E que eu permaneço muito atenta à sua forma.
Há quem considere a minha caminhada rápida outros lenta eu considero-a difícil.
Há ainda quem me ache uma força da natureza eu considero-me apenas humana.
E por esses motivos, mesmo que eu seja empurrada, impelida, um caminho só se faz se nos for apresentado o chão para pousarmos o passo.
Pearl
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Ressaca.
Isto é quase como perder um grande amor.
Um amor que tanto nos apaixonou como espancou.
É portanto, a descendência da ascensão.
É o livre passe para todos os pensamentos passearem sem se calarem.
Os meu pés estiveram sempre no chão mas os meus olhos lá em cima
onde planam os pássaros.
Lentamente deixei de ser silenciosa
mas não me sai uma palavra.
Apenas consigo contemplar(me).
É a ressaca do climáx que me envenena
esta estranha calma que me confunde
mesmo sabendo que me é violentamente necessária.
Os meus punhos ainda estão cerrados agarrados ao resto do Brilho que escurece nos meus dias.
Toda eu sou Abandono, paz e melancolia.
Pearl
domingo, 2 de novembro de 2014
Godess.
(Pearl by Pearl sem edição).
Afinal o que é o sucesso??
Eu posso falar-vos do meu sucesso, ressalvando que no meu percurso não existem nenhuma taça ou medalha. E por acaso, apesar de ver muito do meu caminho desenhado à minha frente prémios eu não vejo.
Sabiam que até uma arvore pode ganhar asas, sabiam que quando existe o desejo de voar as raízes apodrecem sem misericórdia!
São essas raízes podres que me infestam o ar que no entanto, já se encontra perfumado pelas minhas asas e iluminado pelo meu sorriso.
Ontem foi um dos dias mais felizes da minha Vida. Felicidade daquela de gritar, saltar e chorar até ficar rouca.
Ser a foto de perfil duma página oficial de fitness internacional foi o meu prémio que chegou com seis meses de atraso mas chegou. POR MÉRITO!!!!!
E esse gosto, que tem um sabor incalculável já ninguém me pode tirar.
Eu consegui alinhar a minha mente com o meu corpo.
Esta é a minha nova Vida .
Ainda é mais enigmática que a de antes, ainda me dá mais trabalho.
Mas ontem eu subi cem degraus num só.
As cabeças rodam na minha direção e olhos admiram ou criticam.
Mas eu sinto-me no cume do Mundo.
Agradecida pelas pessoas certas que entraram na minha vida, agradecida por ver o meu trabalho exposto aos olhos do Mundo.
Só mais seis dias e
lá estarei eu de novo,
é ali que a Fome compensa,
é ali que o sangue perdido volta,
é ali que eu sou Eu mais um pouco.
Pearl
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