domingo, 16 de novembro de 2014

Unknown...


(Pearl by Pearl)



Passeio pela minha nova vida devagar. A grande maioria do tempo eu permaneço em silêncio, porque o silêncio como sabes exponencia a observação.  Eu acho que caminho equilibradamente, então por vezes sou brutalmente empurrada para a frente, não entendendo a própria vida que eu preciso de tempo. Eu preciso de mais tempo, porque ainda caminho com muletas. Já com asas mas ainda não sei voar durante muito tempo.
Isto é quase como aprender a andar e a olhar o mundo sabendo já o que se vai ver, só não antevendo as reacções.
Escuso então de ser empurrada uma vez que planeio lá chegar tal e qual. O meu destino é mudar a única coisa que me falta mudar na minha vida. Uma peça do puzzle que se perdeu. Preciso de saber se esta peça servirá no meu velho puzzle ou se é a peça dum novo puzzle. Seja qual for o caso, uma nova imagem se desenha. Mais uma vez falarei de todas as mortes ocorridas na minha metamorfose. Eu não consigo conservar tudo, aliás, eu já abri as minhas mãos de todos os meus pertences intelectuais e emocionais para poder fazer um reset. Nos meus "perdidos e achados" não se encontra Nada. Talvez se olhares para mim verás alguém demasiadamente silenciosa ou sossegada, é facto. Mas, acho que podes adivinhar todas as tempestades mentais que sofro. E é nesses ventos que sou empurrada violentamente muitas vezes caindo no chão. Eu não acho que precise de cair outra vez. Já viste bem os meus joelhos?!
Ser confrontada com algo que não tem rosto ou olhar. Sentir no fundo de mim que algo me obriga a fazer estes últimos quilómetros, sentir que  estou a ser impelida a "mexer-me" e eu não consigo ver o cerne da questão com a clareza habitual.
Existe um impulso associado à minha peça de puzzle. Eu posso garantir que essa peça já está na minha mão. E que eu permaneço muito atenta à sua forma.
Há quem considere a minha caminhada rápida outros lenta eu considero-a difícil.
Há ainda quem me ache uma força da natureza eu considero-me apenas humana.
E por esses motivos, mesmo que eu seja empurrada, impelida, um caminho só se faz se nos for apresentado o chão para pousarmos o passo.







Pearl








sexta-feira, 14 de novembro de 2014

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Ressaca.

Isto é quase como perder um grande amor.
Um amor que tanto nos apaixonou como espancou.
É portanto, a descendência da ascensão.
É o livre passe para todos os pensamentos passearem sem se calarem.
Os meu pés estiveram sempre no chão mas os meus olhos lá em cima
onde planam os pássaros.
Lentamente deixei de ser silenciosa
mas não me sai uma palavra.
Apenas consigo contemplar(me).
É a ressaca do climáx que me envenena
esta estranha calma que me confunde
mesmo sabendo que me é violentamente necessária.
Os meus punhos ainda estão cerrados agarrados ao resto do Brilho que escurece nos meus dias.
Toda eu sou Abandono, paz e melancolia.
 
 
 
 
 
Pearl
 





domingo, 2 de novembro de 2014

Godess.

 (Pearl by Pearl sem edição).
 
 
 
 
Afinal o que é o sucesso??
Eu posso falar-vos do meu sucesso, ressalvando que no meu percurso não existem nenhuma taça ou medalha. E por acaso, apesar de ver muito do meu caminho desenhado à minha frente prémios eu não vejo.
Sabiam que até uma arvore pode ganhar asas, sabiam que  quando existe o desejo de voar as raízes apodrecem sem misericórdia!
São essas raízes podres que me infestam o ar que no entanto, já se encontra perfumado pelas minhas asas e iluminado pelo meu sorriso.
 
Ontem foi um dos dias mais felizes da minha Vida. Felicidade daquela de gritar, saltar e chorar até ficar rouca.
Ser a foto de perfil duma página oficial de fitness internacional foi o meu prémio que chegou com seis meses de atraso mas chegou. POR MÉRITO!!!!!
E esse gosto, que tem um sabor incalculável já ninguém me pode tirar.
Eu consegui alinhar  a minha mente com o meu corpo.
Esta é a minha nova Vida .
Ainda é mais enigmática que a de antes, ainda me dá mais trabalho.
Mas ontem eu subi cem degraus num só.
As cabeças rodam na minha direção e olhos admiram ou criticam.
Mas eu sinto-me no cume do Mundo.
 
Agradecida pelas pessoas certas que entraram na minha vida, agradecida por ver o meu trabalho exposto aos olhos do Mundo.
 
 
Só mais seis dias e
 lá estarei eu de novo,
 é ali que a Fome compensa,
 é ali que o sangue perdido volta,
é ali que eu sou Eu mais um pouco.






Pearl














sábado, 1 de novembro de 2014

Fome.




 
Ninguém
mas
ninguém
pode
afirmar
que
se
conhece
sem
nunca
ter
enfrentado
o
espectro
físico
da
 
 
Fome.
 
 
 
...
 
 
 
 
Pearl



 
 
 
 
 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Insomnia...

 
(Só Tu me fazes puxar (d)uma folha branca numa altura como esta.)



Abre bem esses olhos onde eu morro afogada sempre que me olhas,
por muito que os arregales eu terei sempre (re)cantos escondidos.
E Estou na tua existência para te manter acordado.
Porque é nessa insónia que Tu és Tu
(o que quer que Tu sejas).
E eu me estendo ao longo da tua pele ansiando a chegada de Nós.
Eis-me aqui liberta agarrada ao sangue que me escorre depois de te devorar.
Regenera-te reinventa-te ressuscita se preciso for
 
 
 
mas
 
 
 
Tu na minha Morte não dormes!!














Pearl




 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Not Average.





When I chose not to be average  I knew it would be a lonely and  bloody path.
I have become a stranger to my own family
and my friends have become strangers to me.
The problem is not changing my own skin but to change the course  of a planned life.
So I (proudly) stand alone, more alone each and every single day.
I can master my loneliness quite well now.
I strongly believe that for many people I died, and maybe even died for my own people.
To me there is no turning back.
I erased my own path.
I rebirth myself in order to live again.
I was already doomed by the way.
 
 
I had This One chance.
(to fight back)
 
So I took it.
 
 
 
 
 
 
 
 
Pearl







domingo, 5 de outubro de 2014

Blood.

 
(Drácula Untold)


 
 
 
My love for flying creatures ...
will be the death of me.
 
 
 
 
 
 
 
Pearl
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Energy


 
 
 
 
São
fios
invisíveis
que
ninguém
pode
ver.
São asas que não voam porque não querem voar.
 
 
 
Não são
raízes
nem
ancoras
ou
amarras.
 
É
noite com sol,
é cheiro a mar.
 
És Tu nos meus olhos
e eu no teu ar.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pearl
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Lullaby for My Demons.







This song is for your forgiveness

For the sadness I knifed in your heart

For the road that lies ahead

With fear and hope, loss and salvation"
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 28 de setembro de 2014

Humanidade.



Não me subestimes.
Não é querer repetir-me mas eu já emergi  muitas vezes da lama.
Muitas vezes em tenra idade.
Onde a mente não assimila o que os olhos vêm
mas a alma conserva para além desta e outras vidas
(para mais tarde compreender... Ou não).
Já me reinventei onde já não havia mais matéria prima.
Não renasci como uma fénix, nem como o sol, mas como Eu
uma e outra vez até hoje,
até aqui,
até Ti.
Então não será a minha humanidade
que me retirará a divindade pois não?!
A humanidade nem que mais não seja servirá para me(nos) relembrar que sou
humana.
 
Uma sombra que me assombre é algo que tenho que desfazer,
(foda-se porque não matar o mal na raiz?)
...
Uma sombra bem alimentada transforma-se num monstro
que me roerá de dentro para fora se eu não me acautelar.
E eu sou cautelosa.
Talvez não te dês conta de como me alivias as dores.
Tocar-te faz de mim uma mera mulher.
E eu  abdico bem da minha coroa pela simplicidade do mar que nos envolve.
Achas que esta transparência toda é porque é?!
Não, foi construída e é cuidada todos os dias.
 
 
A minha compreensão ao compreender finalmente porque é que não existe forma de ninguém entrar
e, não há maneira de eu sair é porque eu permaneço onde Tu estás.
 
Será mesmo que Tu não intuas em mim uma origem atropelada, mal amada, mal fundamentada.
Será que te deixas mesmo levar pela minha aparência doce e tranquila?! (eu a Ti não engano).
Eu não posso crer que assim seja.
Será que quando olhas no fundo dos meus olhos não vês o negro dum passado recente,
será que não vês as cicatrizes, as cinzas e todos os desvios que fiz para me manter incorrupta?!


Então não me subestimes por adivinhares em mim sentimentos de segunda.
Até porque eles não se manifestam de forma avessa
 (jamais acontecerá).
São-te relatados como se duma história se tratasse
(só precisas ouvir).
 
Eu não tenho nada
a não ser as emoções que nascem em mim.
A tua é a mais alimentada e resguardada.
Acredita, só uma Guerreira o conseguiria fazer.
E eu faço-o com as mãos mais limpas
e o sorriso mais aberto.
Numa blindagem mais que perfeita.
Eis-me aqui sendo (a)
Única.
 






domingo, 21 de setembro de 2014

Returning.






Não sei o que és mas gosto que o sejas.
O meu coração pára para ouvir bater o teu.
Uma forma de vida nesta forma de amar.
Nunca duvides desta perfeição que te foi concedida.
Tão palpável como o chão que te segura.


Homem, anjo ou pássaro és Rei.

I brought You back to life.



 










Pearl










segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Tu.

(Pearl by Pearl)



Princesa hoje vou ser muito complacente contigo, porque acho que estás a precisar.
Não és tu, são eles! Acredita quendo eu te digo isto. São eles é que não estão preparados. São eles que não te suportam. E sabes, eu acho uma perda de tempo sempre que sais do teu reino e tentas "fazer parte" porque tu não fazes parte de coisa nenhuma. Não te consegues misturar com ninguém nem com nada porque a tua consistência é diferente. Preciso sinceramente que penses que assim não deves continuar. Mulher, fica lá sentada ai onde todos nós te podemos ver mas não tocar. Eu sei que és rápida na recuperação, eu sei que pouco ou nada te faz cair e ainda tentas ter cuidado para não matar ninguém. Que no fundo apenas ficas aturdida porque a confusão faz-te parar no meio do incidente. Ah, já não chegam de incidentes?! Quantas cicatrizes achas que a tua pele pode ainda suportar. Essa profundidade toda que eu saiba ainda não te tornou imortal apesar de seres Divina. Deliciosamente audaz nos teus desejos. Bem os desejos, o que tu desejas dá-me um trabalho titânico para conseguir e, como já percebeste quase nunca consigo atingir esse grau tóxico. Mas tu tens o que precisas. Eu sei que sim, então porque desejas mais?? Pois eu sei que nem só de pão vive o Homem. Mas já olhaste bem para ti?! Eu olho para ti todos os dias e fico pasmada. Não percebo mesmo porque não desfrutas do que és como a maioria, porquê essa sangria desatinada de ser mais qualquer coisa. Mais qualquer coisa para quem?? Talvez deva eu perguntar-te. Mas já és. Porquê essa competição contigo mesma, que te esvai completamente ao por do sol. Já não te chega?! Claro que não chega. Caminhas entre a luz e sombra. Nessa melancolia que atrai os mais atentos, e aterroriza os comuns. E quando todos julgam ver-te, apenas quem tu escolhes consegue ver-te realmente. São poucos quase nenhuns. Quase ninguém na verdade. Aprecio a tua coerência. A tua linha recta num caminho tão sinuoso. Tenho pena que te distraias com detalhes. Mas pronto, esse amor pela beleza parece sempre levar a melhor. A beleza que só os teus olhos enxergam numa montra sobrecarregada de futilidades. Nem tudo o que luz é ouro minha menina ou então não terias as tuas gavetas cheias de peças de puzzle que não encaixam em lado nenhum.
Retomemos a minha questão: Já te viste ao espelho hoje?? Estás na frente do teu maior amor. Deixa lá esse Narciso reagir eu prometo não deixar-te morrer de paixão. Eu preciso que tu percebas que podes ser isso tudo que és, que não estás obrigada mudar o teu modo de Ser (mesmo que não conheças para já o teu modo de ser). Preciso que retenhas que não tens que te reduzir para te adaptar. E o desentendimento alheio não deve fazer parte da tua mente. A tua mente é a tua casa. Mantém a tua casa limpa e arejada, sem emoções descontroladas ou espontaneidades exageradas. Suave assim como tu tão bem sabes ser. Mantém a tua casa aberta para o que tiver que sair, ir. E o que tiver que entrar, vir. Mas acima de tudo mantem tudo arrumado, sem desordens. Sem influencias ignorantes. Aprende a protege-la, é lá que tu moras. E se for para olhar para fora, foca o teu olhar nos teus alvos. São eles que te fazem correr e muitas vezes voar. Não sendo o que te(me) define é quem tu és no imediato...
 
 
 
 
 
 
 
 
Pearl
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Lonely Passage




Então se é bom porque é que não dura e perdura? Poupem-me esse famoso cliché de "foi bom enquanto durou". É apenas um pensamento apaziguador que "naquela hora" nos dará algum conforto (eu diria que não). Nunca gostei de limbos ou de permanências em muros. A bem da verdade, apesar de me sentir viva nos abismos é com os pés no chão que consigo ver o horizonte a alinhar pensamentos e estratégias.
O que eu tenho aprendido, é que não é por dizerem o meu nome que estão de facto a chamar por mim. E que o meu nome e eu somos o mesmo que um som que sai dos lábios de alguém equivocado confundindo-me a mim. Gerando caos sem qualquer fertilidade.
As coisas não duram porque temos em nós a arte de parir coisas mortas. Que mal nascem, ao serem tocados por uma brisa de realidade apodrecem nas nossas mãos. Eu já nem sinto horror. Apenas se molham os meus olhos. E perco um pouco de mim, porque o tempo que damos é o nosso maior valor. Aquilo que fomos naquele momento naquela situação extingue-se para sempre.
Não te sentes cansada?! Responde-me sinceramente não te sentes cansada de viver numa constante antecipação... À espera da curva que tudo mudará, do abismo que não conseguirás voltar a subir.
 
 
 
"Stumbling through narrow paths.
Afraid of what will come next.
As the darkness closes in I start to run.
What have I done to deserve this neverending hunt? I will never be able to return home.
My existence is shattered."
 
 
 
Aprendo a cada dia que se não te deres és egoísta e egocêntrico mas, se te teres em demasia começas a  sobrar e, tudo o que dás não surte efeito em ninguém. Então no que é que ficamos? O que pode ser equilibrado para mim pode não ser para outro, que aquilo que considero muito, para outro pode ser nada e vice-versa e, vive-se assim nestes desenganos, nestas flutuações que nos levam recorrentemente a becos. Se juntarmos a isto, o facto de eu ter renascido com toda a experiência da minha vida  anterior . É um absoluto deserto de respostas. Porque aquilo que eu achava saber já não me diz absolutamente nada.
Uma questão não respondida é exactamente o mesmo que uma pergunta não feita.
 
 
"Between trees and stones.
On stale paths, beneath my reality.
It´s like I lost the key to my mind. I can no longer control myself.
No more running!
I will fight my demons right here."
 
 
Ainda agora (re)nasci e já me sinto tão cansada...
 
 
"Wonder when my final call might come.
And if its really worth escaping from.
Im so tired..."*








Pearl





* Saturnos- A Lonely Passage*



 
 

 
 
 



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Denied.






Neste espaço vive-se um regime totalitário e ditatorial.
Que fique bem claro que neste blogue a porta está trancada por dentro.



Pearl







Me and the Beast


Isto é assim:
Eu até poderia abri-lo ao meio
rasgar-lhe a carne,
expo-lo definivamente ao meu olhar
e sacar-lhe toda besta que nele se encerra.
Mas, o que é que isso faria Dele?
retirar-lhe-ia precisamente o me faz ser assim.
Nem eu conseguiria tal proeza.
Nem o desejo fazer no fundo.
Eu amo a imperfeição da Besta.
Não gostaria que se curasse e que se misturasse.
Mil vezes morta nas vezes que me rasga a mim,
do que uma longa e dura vida sem o abismo
que me proporciona(s).




Pearl









domingo, 7 de setembro de 2014

Estranha Primavera.




Aqui onde ninguém me lê
onde não me buscam
e nem me encontram.
Eu recosto-me para apreciar uma monotonia consentida.
Apraz-me tanto os sons que não existem.
A dor que não lateja.
E as lágrimas que se detêm na minha mão.

Vive-se uma estranha Primavera no meu reino.
Onde a luz incendeia a minha audição.
Dois poços negros estão diante dos meus pés.
Tão obscuros e densos.
Revoltantemente belos.
Intocáveis para mim.
De águas ainda cristalinas e frescas.
Quase puras.

A pureza perante uma humanidade já completamente decaída.
Todas as armas foram guardadas.
E tudo se encontra limpo.
A pureza que retoma o seu lugar neste mundo.
A maravilhosa sensação que só um sorriso pode causar.
Sempre que retiro os olhos dessas aguas
descanso no horizante onde nada é aguardado.
Estamos perante um retalho de tempo que nos é concedido.

Onde foi criada essa estranha Primavera que teima em florescer e perfumar.
Que tenta acordar-me para um sono ainda mais longínquo.

A brisa suave das tuas asas calam as almas
e despertam a curiosidade do meu solo infértil.





Pearl








quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Entre Momentos.




 
Vive-se a era dos pequenos infantes.
E de rainhas quase instintas...
 
 
Consigo vê-lo do meu trono.
Será que eu algum dia fui assim?
"Nova velha" cheia de sonhos
e a não deixar-me brutalizar pela vida.
Mas eu deixei-me brutalizar por ela.
Há sempre um momento em que ela nos atinge.
 
 
Aqui, deste lado vivem-se tempos de paz contida.
Uma certa assertividade mental assola-me o coração.
Algo que me permite permanecer sentada mas atenta ao meu redor.
Não posso deixar de sorrir, sempre que vejo as minhas cortinas brancas
desvelarem os meus olhos cheio de sonhos.
Perco-me na vertigem do meu Fantasma.
Ele faz-me sempre bem porque tem a minha cura.
 
 
Jamais um infante, por muito especial que pareça
conseguirá respirar este meu ar venenoso
Só eu o suporto porque exala do meu ser.
Não existe em mim a intenção de conquistar  territórios que não desejo.
E quando me cheira a medo sou eu que volto para trás.
 
 
Eu fico aqui a vê-lo brincar.
Porque não posso deixar de observar o seu espirito branco.
Não consigo deixar de reter-me na sua inocência moribunda.
Na vida que ainda terá de suportar,
Todos os sonhos que lhe serão amputados.
As milhares de questões que não lhe serão respondidas.
E todas as más interpretações que fará de respostas concedidas.
 
 
 
 
A Rainha deixar-te-á prolongar essa juventude.
Devido à recordação de si mesma nos tempos idos.
 
Nos meus "entre momentos"
eu consigo sorrir e perceber que ainda guardo a doçura desses dias.
Dias assombrados por sombras que não eram minhas.
E acima de tudo perceber que eu ainda sou tão doce
como antes.
E certamente como nunca.
 
 
 
 
 
 
 
 
Pearl
 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Happy Places in my Life.



 Fui desafiada aqui há uns tempos a escrever algo "feliz", em vez de escrever vou mostrar. A foto apenas retrata um dos muitos momentos do meu dia. E ao contrário do que se faz antever aqui, eu até sou um ser bem disposto.
É ali que todos os dias (re)construo o meu Templo. Onde me sinto em paz e em silêncio. Onde dou o que ás vezes já não tenho. De onde nunca quero sair. E que faço tudo para lá estar.








O corpo é apenas a expressão física da Mente.







Pearl







terça-feira, 26 de agosto de 2014

Encerrada.



Ora eu serei sempre alguém com um enorme potencial para ficar sozinha.
Haverá sempre a questão da energia que é imensa.
(e) A questão de eu não ter medo que isso aconteça.
Há mil anos que deixei de agir em medo.
De tomar uma decisão ou não tomar por medo.
Regra geral sendo eu uma espontânea, faço o que quero.
O que pode acontecer é já não querer.

Sabem quando estamos com fome
e saímos em busca do que nos apetece,
não do que  pode ser?
Eu posso escolher a minha fome.
Fome fluida e direcionada.


Eu já perdi capacidades de adaptação,
hoje eu vivo na minha própria temperatura.
Já não me ajusto em espaços cinzentos.
No "dá e tira" no "é ou já não é".
A muros que dividem egos.
Quando eu própria vivo numa paixão por mim mesma.
Apesar de adorar dançar eu não me mexo ao som dos outros.
Não consigo fazer isso.


Eu fui habituada a crescer em terreno hostil.
Consegues ver o sangue nos meus pés?
Eu corri muito para me sentar aqui onde estou.
Eu sobrevivi provavelmente quando tu viveste.
Isso não é melhor ou pior
sou faz com que  saiba aquilo que à partida não quero.


Não divido o meu espaço com outros egos.
Não aqueço o meu corpo com palavras.
Nem refreio a minha espontaneidade por medo ou convenções.
E, quando me fecham uma janela
eu tranco todas as minhas portas.





Pearl