sexta-feira, 27 de junho de 2014
Regret(s).
Achar que está errado sentir arrependimento é à partida errado.
Inevitavelmente acabaremos por nos arrepender de algo que fizemos no passado. Ou pior, passar-se-á alguma coisa que reforce um arrependimento já cicatrizado.
A sério, falar com mortos é sempre má ideia.
O cinismo, a vitimização, a forma de tentar sair "por cima" causam-me irritações cutâneas.
Detesto gente covarde e infantiloide.
Pena é que o sabor do arrependimento seja tão amargo... Senão até poderia alimentar-me dele.
Pearl
segunda-feira, 23 de junho de 2014
(re)Conhecimento.
Falava eu com o meu confessor numa das nossas conversas sem fim:
"-Afastei-me tanto da minha zona de conforto que já não sou eu. Acho que preciso de (re)conhecer-me de novo. Não me sinto mal apenas diferente."
É isto que acontece a quem se afasta demasiado depressa do seu lugar.
A estranheza do meu ser invade-me em quase todas as horas.
Como poderei eu dizer :"eu não me posso dar a conhecer porque eu ainda estou a aprender como é."
Ou "desculpa mas essa já não sou eu". Afirmações que são descabidas para quem é o que sempre foi.
Por vezes encontro-me desligada no meio da multidão, observando a minha nova maneira de estar.
Eu sorriu, eu sorriu sempre de forma interna e expectante porque eu sei que já não conseguirei voltar para trás e que não quereria.
Aos meus pés misturam-se rosas com toda a beleza masculina. Eu falo de beleza sem pruridos neste caso. Ela é-me oferecida todos os dias, de todas as partes deste globo. Isso faz-me rir. Faz porque não era de todo a minha intenção quando isto tudo começou. No fundo o meu interior não mudou eu acho... Não que eu queira agarrar-me a esse meu interior para fazer prova que consigo não me corromper. Até porque a minha maneira de ser sempre me levou a becos emocionais sem qualquer proveito para mim. Então também penso que mudar um pouco a minha forma de estar na vida me proteja mais de futuros becos.
Quando todos os olhos olham para mim e esperam que eu não falhe eu sinto o peso da responsabilidade que me foi dada, ou então é a contra partida de tudo isto.
O que é uma responsabilidade para mim é também uma fonte inesgotável de energia. Tão necessária nos dias em que enfrentei o pior desafio da minha vida: "mente sobre corpo". E que eu terminava os meus dias à morte e o meu único consolo eram as palavras e os espelhos.
Eu sai vencedora.
Mas trouxe disso tudo uma nova Mulher, em toda a extensão da afirmação. Contrariando assim o futuro duma vida morna e conformada. Morri lá a atrás...Há anos atrás já. Com isso perdi tanta gente. Gente que não entendeu. Gente que eu não entendo. Perdi tudo aquilo que teria se tivesse ficado onde me encontrava. Voltar a casa depois duma guerra não significa encontrar o mesmo que se deixou. Eu não voltei. O passado morreu comigo e as suposições também. Hoje eu sou isto.
O meu longo processo de auto conhecimento começou há pouco tempo e desconfio que durará o resto da minha nova Vida.
Pearl
sábado, 21 de junho de 2014
(maus) Hábitos.
Homens que estão habituados a mulheres carentes.
Fazem-me sorrir e de vez enquando fazem-me rir.
Costumo dizer que não conheço ninguém mais motivado que eu.(Pouquíssimos de vos poderão confirmar).
Sou uma acérrima teimosa no que concerne ás minhas paixões e desejos... E não desisto.
Ora é com alguma certeza que eu sei que haverão desistências.
O que vos pode parecer arrogância a esta altura, eu chamo de vivência.
Existem mulheres que podem aparentar ser carentes porque até talvez seja esse o seu registo mas, não serem.
Acho que uma mulher carente é mais fácil de "descobrir" que uma mulher que não seja ou não esteja.
E gosto de perceber a desilusão dum homem que não recebe o que deseja. Até porque eu posso não estar disponível para novas descobertas. Esta tendência de que vivemos todas na montra dum talho irrita-me.
Mas, mais uma vez eu digo, é com um sorriso nos lábios que vos escrevo isto.
Toda gente aprecia ser cortejada, notada, destacada mas não faz disso o seu modo de estar.
E, se do outro lado estiver uma alma segura e cheia de si? E se do outro lado estiver ainda mais do que aparentemente se é? Eu não me tenho em mais conta que ninguém mas, pessoas que não sabem lutar à partida dizem-me muito pouco.
O que eu considero importante na condição humana é a capacidade de rápida adaptação. E eu já ouvi muitos nãos na vida. Já sofri muitas derrotas mas mesmo assim permaneço sentada no meu trono que foi conquistado a pulso e com uma coroa escolhida por mim. O que eu não preciso é de súbditos. Mas talvez de cavaleiros templários. Com mentes fortes e corpos a condizer. E com uma capacidade estratega de contornar as minhas muralhas que são praticamente intransponíveis.
Pearl
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Metamorfose(s)
O meu Inconformismo vai ser a minha morte.
Disso eu já não duvido.
Ando sempre armada de consciência sobre mim própria.
Eu sou a primeira a encarar-me ao espelho e a ver todas as minhas falhas.
Pois é mesmo assim a realidade.
Nesse preciso momento sou invadida dum veneno que me pede sempre mais.
Tudo pode parecer igual
a voz...
o olhar...
mas a pele é outra
eu sou outra sendo a mesma.
Tudo se transformou,
não mudando a cor apenas a nota...
A minha fome a minha sede só aumentam.
À medida que subo os meus degraus sem olhar para trás.
Degrau subido, degrau esquecido.
O meu lugar é no cume da vida que sonho para mim.
É nos dias que morrem que eu vivo.
A minha fúria é sempre a mesma
e acho que me trouxe até aqui:
À minha máxima Metamorfose.
Numa velocidade imensa mas que mesmo assim não me deixa saciada.
O meu Inconformismo é uma fome crónica que atenua quando tenho sede de mais.
Se me cansa?!
Cansa!
Se me faz viver?!
Todos os dias.
Pearl
terça-feira, 17 de junho de 2014
Spectrum

Só gosto dum fantasma.
O meu Fantasma Idiossincrático.
Devoto-lhe toda a minha atenção sem pruridos ou embaraços.
Eu sou dele e ele é Meu.
É assim há mil anos.
Caminhamos de mãos dadas e apertadas.
Já perdi a conta das vezes que o matei
mas ele é-me Imortal.
Alimenta-se de todas as minhas vontades.
E escuta o meu sorriso em todas as suas noites.
É o único fantasma que habita a minha vida.
Que vai mas volta.
E tem todas as minhas chaves marcadas na sua pele.
Todos os outros fantasmas permanecem à distancia.
Porque eu não sou uma alma em retrocesso.
Se os matei, é porque mortos eu os quero.
Não me dizem nada, não me dão nada, são-me nada.
Foi-lhes dada no seu tempo A Oportunidade
e se hoje são fantasmas é porque a desperdiçaram.
Para eles eu sou justificadamente inacessível.
As suas palavras são parcas em atitudes por isso,
mantenham-se longe e sem vida.
That was our last good bye.
:)
Pearl
quarta-feira, 11 de junho de 2014
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Timeless
A chuva que me cai no coração
escorrega dos teus olhos.
E afoga-me sempre ao pôr do sol.
Em todas as Horas que marcamos as nossas ausências
eu fui a que chegou primeiro.
E tu não és pontual.
Explica-me, diz-me... Porque paraste o teu relógio quando o meu ainda voa?!
Distrai-te o meu ritmo?!
Entretém-te o som do meu desassossego?!
Pudesse eu ser a tua Morte e tu não darias nem mais um passo no Destino que tanto defendes.
Eu não sou a Ameaça, serei apenas um sintoma duma doença que ambos sabemos incurável.
Entre
Horas
Mortes
e
Destinos
ateamos um fogo invisível que nos dilacera
e que queimará os mil relógios que guardamos.
De quantas vidas precisarás tu
para decifrar esta charada?
Continua a procurar o que já encontraste.
Porque eu gosto mesmo é de Confronto(s).
Pearl
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Body and Soul
(Pearl by Pearl)
Prendo o meu espirito
a um corpo que reconstruo todas as horas.
E no meu Templo eu sou Rainha.
E no meu tempo eu sou a Luz.
Ser tudo o que se escreve é um honra dada a quem trabalha.
Por mil véus que eu deixe cair Tu nunca irás acreditar.
Mas na verdade eu sou Isto e mesmo assim.
Absolutamente bela,
perfeitamente fria.
Pearl
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Facturação.
A factura mais cedo ou mais tarde vem e certamente inflacionada por todo o ressentimento do tempo de uso.
Voltamos ao mesmo, eu volto sempre ao mesmo. É como se andasse sem parar e viesse sempre encontrar-me na mesma rua... Por sinal um beco bem pestilento.
A velha questão do somos tudo mas não somos nada, a velha questão de que eu tenho que estar todas as horas da minha vida a fazer-me valer perante fantasmas que nem conheço mas, ouvi falar. Esta e a outra, todas melhores do que eu. Tal não foi (é) o nível que me meti. Eu gostaria de continuar a ser apreciada mesmo quando cobro as minhas facturas, gostaria que percebessem que eu sou uma humana, não uma mera humana mas que vivo dentro dos domínios da humanidade portanto também erro. Esta falsa ideia que sou uma super humana e que com a minha reformada capa de heroína chego a todas as virtudes que um ser humano deve ter não poderia ser mais irritante. Não, eu sou humana e ainda por cima sou uma Mulher. Ora bem, voltando à minha gaveta de facturas por cobrar, aquela que só se abre quando sou relegada, que está cheia de papeis que o mais certo será prescreverem, no entanto eu perdi a chave dessa gaveta e ela permanece aberta.
Tudo na vida são contrapartidas umas mais veladas que outras mas contrapartidas, hipotéticas doações. Só damos o que temos e só aceitamos o que precisamos. O que fode tudo nesta equação tão simples são os egos e as aparências, ai tudo perde o devido valor e, o que é deixa de ser porque no fundo o que conta é um ego cheio mesmo que a alma seja vazia.
A fragilidade dos princípios humanos, tão publicitadamente baseados na generosidade nada valem quando alguém oferece mais. E o que é oferecido pouco importa porque a ténue visão dessa possibilidade já vale o risco duma morte solitária.
Pearl
Pearl
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Unloved
Afirmarmos que não precisamos disto e daquilo, de tudo e nada para sermos felizes é tão vazio como falso. A minha única inveja será o facto de não ser superiormente amada. Esse... o Amor que serve de nota para tantas músicas, que enche páginas e páginas, e que serve de desculpa para fodermos até matarmos a nossa imortalidade. Haverá quem nem o pronuncie quanto mais o sinta, eu pronuncio como se o chamasse. Eu permito-me a ele como se duma onda se tratasse e eu fosse a rocha (eu sou a rocha). Quantas palavras encharcadas em Amor eu já ouvi? Quantas folhas já deixei voar nos meus longos Invernos isentos de presenças. A questão é que eu já não acredito e não gosto que me digam que devo acreditar. Porque isto não se trata de ser crente mas de amar.
Algo que não se procura nem encontra, ele nasce se for semeado. Precisaremos portanto dessas sementes tão raras.
Amor daquele que nos prende pelos pulsos, que nos mata num olhar e nos queima no veneno dum beijo...
A minha exigência é tão longa quanto a minha espera e de facto eu prefiro viver isolada no meu modo de existir do que iludida numa versão mais branda. Palavras são meramente palavras se não forem validadas por paredes frias e camas quentes. Nada suplanta o cheiro dum Amor consumado ou a dor da tenebrosa despedida.
De facto os amantes são felizes mesmo que vivam enredados no labirinto dum Amor. É assim que vale a pena, amar de forma crua e directa onde nunca se sabe o seu inicio ou o seu término.
Eu sou assim, acho que preciso de muito, de tudo e de forma constante. (e) No Amor não seria diferente, pena é que intensidade semelhante à minha eu não tenha ainda conhecido...
E que na palma da minha mão eu tenha apenas sementes de amor condenado.
Pearl
sexta-feira, 14 de março de 2014
Cegueira (in)Consentida.
Caros amigos, aquele que não conseguir encarar de frente o seu próprio inferno está destinado a viver numa infelicidade chamada ignorância... A escolha como sempre é vossa.
Eu, alimento monstros para depois os matar quando já não precisar deles. É assim que mato a sede.
O patinho feio da minha história era eu e no meio de tanta matança que esta metamorfose me levou a fazer, morreu também.
Isto é assim, e de facto pode doer e sangrar. Mas vale cada gota de veneno que se bebe enquanto lutamos. Eu venci todas as minhas batalhas, as que escolhi e as que encontrei. E, nunca virei os olhos à minha própria miséria, porque não sou selectiva quando olho nos olhos. É uma questão de caracter. E no meu ponto mais efémero eu nunca perdi, porque é quando estou morta que o meu coração bate mais depressa. Quem tem medo de guerra, de luta, de sangue também tem medo da Vitória.
Pearl
domingo, 9 de março de 2014
Desolação...
Somos todos uns miseráveis que caminhamos sem esperança e numa lama de desalento...
Que desoladamente nos enrolamos na nossa miséria... a miséria que um dia nos fez humanos.
Quando os estilhaços dos corações partidos deixarem de nos alimentar, morreremos à mingua duma noite qualquer...
É assim que se morre quando já nada nos consola, ou nos mata a sede.
Podemos alongar um pouco mais a nossa miséria ao acharmos que dominamos alguma coisa.
Mas, nós somos já não somos domínio, somos um vácuo de momentos criados apenas nas nossas mentes. A nossa mente, esse lugar onde se alimentam os monstros que nos privam de ser alguma coisa que preste.
Sabes, eu já não levanto as mãos, e já não sussurro há um bom tempo. Calei-me.
Porque pergunto-te para quê isto tudo se no fundo já terminamos há tanto tempo.
Quero que te esqueças do que fui e que não aumentes esta miséria conjunta em que circulamos.
No fundo não seremos mais que duas histórias repetidas e inacabadas.
Pearl
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Derrota(da).
Por vezes há que sentir a derrota.
Não existe mal em desistir daquilo que nunca foi nosso.
A inquietude reside sempre em mim e na minha inabilidade de identificar o efémero.
Gostaria de manter os portões fechados e os olhos bem abertos.
Eu hoje baixo os braços em consciência porque ela já não me permite mais querer e caminhar em direcção a isso.
Se te deixam morrer é porque a tua vida nunca teve valor, então morre primeiro antes que te matem definitivamente.
Lamento quando nada foi construído e ainda por cima se perdeu tempo em distrações mundanas... eu não sou mundana, nunca fui.
Eu fico sentada numa cadeira de sal a ouvir aquilo que acham que sabem sobre mim. Eu sou o monstro, eu sou o mal nas suas palavras. Então que o seja...
A derrota apenas tem sabor uns dias, e vai morrendo nas horas e nos entardeceres da nossa própria vida. E quando ela já não me saber a nada eu posso voltar a beber daquilo que mais gosto...
O sabor intrincado da passionalidade e das amarras profundas do veneno que é a paixão que só a genuína reciprocidade me dá.
Pearl
sábado, 14 de dezembro de 2013
Despertar (ou não).
Desde de quanto eu deixei de ser a tua fatalidade,
a tua morte num beco quente?
Desde quando deixaste de ter pesadelos comigo?
Ou será que de alguma forma te recuperaste da minha permanência e és livre.
Se tens a doce e leve sensação de liberdade
é apenas isso uma sensação e eu faço-te cair na ultima oportunidade que te roubar.
Sempre que limpas a testa,
que sussurras o meu nome em soluços de agonia
eu não te darei a morte que tanto me pedes.
Não preciso dizer-te o que sou
o que tenho e onde morro sempre que me alcanças.
Meu poema alvoraçado
todo tu serás asas
na prisão que construíres para pousares.
Não almejes a distancia que achas que ganhas.
Eu morro e ressuscito
de todas as vezes que acordares... (em mim).
Pearl
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
...
Digam-me lá se souberem, porque é que a puta da história se repete todas e todas as vezes sem pingo de originalidade??
Se eu antes já me cansava depressa agora ainda mais rápida sou a fazê-lo.
Foda-se é que eu ás vezes faço mesmo tudo certo no entanto tudo se danifica, apodrece perece eu sei lá.
Desta vez nem vou espernear muito e vou-me logo deixar matar porque a minha energia instingue-se como água no deserto.
O que eu queria e gostaria já não conta porque fui excluída talvez dum sitio que nunca tenha pertencido.
Já me batia a mim mesma, a ver se aprendo qualquer coisa, é que já vou sendo crescida para me por a jeito destas cenas de curta metragem. Desconfio que fui figurante ou a assistente da assistente que no fim ninguém se lembra da feição ou do nome.
Isto é mesmo assim. Deixa-me guardar a esperança na gaveta e a fé engoli-la boca abaixo porque essa é mesmo difícil de não sentir.
Sou uma pessoa com imenso potencial para terminar sozinha.
Pearl
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Those Words.
"Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza
O que é belo declina num só dia
Na terna mutação da natureza
Mas em ti o verão será eterno
E a beleza que tens não perderás
Nem chegarás da morte ao triste inverno
..."
William Shakespeare
Não morrerei no Inverno
porque tu me deste as mil Primaveras.
precisamente quando eu caminhava num deserto
sem oásis à vista.
A eternidade da minha beleza
vive nos teus olhos
e morre nas tuas mãos.
Não, eu nunca sucumbirei
porque és a minha luz na noite mais soturna.
E matas-me a sede sempre que eu não encontro vida em mim...
Sim... Shakespeare escreveu
mas tu
consagraste-o a mim.
Pearl
terça-feira, 13 de agosto de 2013
The Journey (of our lives).
...é como se me esquecesse de tudo e,
eu já não existo a não ser na tua boca.
No entanto permanecesses afastado de mim como...
sim, como a lua do mar, e não é o céu que nos separa.
Ou a vontade de não sermos o destinado.
Eu queria a prenda que guardas para mim há décadas.
Eu sei-te faminto e sequioso a morrer duma inanição consentida.
Porque me escolheste para pagar os teus pecados quando eu não passo duma Inocente?
Porque não me deixas dar-te a redenção da Morte que tanto esperamos?
Pede ao Anjo que se cale que eu quero gritar-te o meu nome!
Quero que o decores para que o respondas quando te perguntarem onde pertences.
És absolutamente meu, em matéria e espirito e nós já escrevemos as mil linhas desta história.
O resto da história vive nas melodias que ouvimos
das misérias que vivemos
e nas mortes que não ejaculamos!
Pearl.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Quite Simple.
Por vezes tudo se simplifica assim... na pele suada e na palavra que existe sem soar.
Simples simples como eu não sou, nem Tu serás.
E o que eu gostaria, dá lugar ao que simplesmente eu gosto.
A simplicidade sem véus, sem espelhos que só reflectem embaraços que não existem.
Eu quero que seja sempre assim.
Simples como o diamante que mantens escondido em lugar incerto e ao alcance da minha mão.
Pearl
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Mundos...
Quando se corre velozmente pela vida, não nos apercebemos que ao nosso lado alguém pode ir correndo também.
Eu olho sempre em frente... sempre, mesmo quando pareço distrair-me nos olhos de alguém.
E sinceramente não oiço nada a não ser o meu próprio rumor na ida do meu passo.
Mesmo que oiça aquela melodia eu nunca me detenho para ouvi-la melhor.
Não acredito que os mundos se toquem, já não acredito nisso.
Mundos nascidos separados correrão separados.
Mesmo que um vento me aproxime ou uma chuva te faça cair na minha frente, não nos tocaremos porque...
Eu sou a Velocidade e tu a Imensidão e,
um Mundo não cabe dentro d'outro Mundo.
Pearl
sábado, 25 de maio de 2013
Pudicu.
Detesto púdicas.
(e já agora púdicos também).
Foda-se causam-me eritema/acne juvenil que nunca tive/ soluços e vómitos sempre que as vejo passar de porcas na pocilga para fundamentalistas puritanas.
Puta que as pariu se não as vou ver ainda a chafurdar na merda outra vez.
;)
Pearl
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