É quando nada faz sentido que tudo se arruma.
O velho e bom caos organizado.
Se te pudesse avisar diria-te:
"Cuidado com os escritores, quando deres conta tens a tua cabeça debaixo do braço dela!
E o teu sangue foi o veneno que ela usou para matar tudo o que conheces até ao dia em que a viste.
Porque quando a viste, morreste para o mundo, renascendo no dela."
Mas não avisarei, até porque avisos destes surtem o efeito contrário.
Se pudesse segredar-te ao ouvido diria-te
"Ela é a predadora da tua vida, o cavalo alado que de tão rebelde nunca foi verdadeiramente domado.
Podes tentar a tua sorte, mas só terás sorte se ela de facto fizer de ti o Escolhido."
Dir-te-ia "ela quando parte, parte sem olhar para trás, ela já sobreviveu ás piores ressacas e no rosto dela não verás uma linha de sofrimento, dor ou lamento".
Sabes que a porta que ela te abriu, abre-se uma vez na existência insignificantemente humana. Ela é a Incomum. A absolutamente bela e venenosa que nunca mais te sairá do sangue.
Um dia dela para sempre Dela. Ficarás marcado porque ela é a inesquécivel. O teu grande e único amor. Porque só poderás experimentar o amor nas suas mãos. São perfeitas não são?!
Não conheces o gelo pálido do seu rosto desiludido, nunca lhe alimentes os monstros que a comem todos os dias mais um pouco. Por vezes são só ela e eles. E eles são como ela. Tenebrosamente faceis de alimentar.
Se eu pudesse avisar-te dir-te-ia:
"Corre o mais que possas porque vais ter que o fazer.
Prende-lhe o pulso e segura a sua boca junto à tua.
Sempre, sempre e em todas a vezes ser-te-à concedido a luz de todo o teu sonho que esteve ai guardado! À espera Dela!" Logo é para Ela.
E lembro-te mais uma vez:
É quando nada faz sentido que tudo se arruma.
Pearl