sexta-feira, 14 de março de 2014

Cegueira (in)Consentida.

 
 


Caros amigos, aquele que não conseguir encarar de frente o seu próprio inferno está destinado a viver numa infelicidade chamada ignorância... A escolha como sempre é vossa.
Eu, alimento monstros para depois os matar quando já não precisar deles. É assim que mato a sede.
O patinho feio da minha história era eu e  no meio de tanta matança que esta metamorfose me levou a fazer, morreu também.
Isto é assim, e de facto pode doer e sangrar. Mas vale cada gota de veneno que se bebe enquanto lutamos. Eu venci todas as minhas batalhas, as que escolhi e as que encontrei.  E, nunca virei os olhos à minha própria miséria, porque não sou selectiva quando olho nos olhos. É uma questão de caracter. E no meu ponto mais efémero eu nunca perdi, porque é quando estou morta que o meu coração bate mais depressa. Quem tem medo de guerra, de luta, de sangue também tem medo da Vitória.













Pearl





domingo, 9 de março de 2014

Desolação...


 
 
Somos todos uns miseráveis que caminhamos sem esperança e numa lama de desalento...
Que desoladamente nos enrolamos na nossa miséria... a miséria que um dia nos fez humanos.
Quando os estilhaços dos corações partidos deixarem de nos alimentar, morreremos à mingua duma noite qualquer...
É assim que se morre quando já nada nos consola, ou nos mata a sede.
Podemos alongar um pouco mais a nossa miséria ao acharmos que dominamos alguma coisa.
Mas, nós somos já não somos domínio, somos um vácuo de momentos criados apenas nas nossas mentes. A nossa mente, esse lugar onde se alimentam os monstros que nos privam de ser alguma coisa que preste.
 
Sabes, eu já não levanto as mãos, e já não sussurro há um bom tempo. Calei-me.
Porque pergunto-te para quê isto tudo se no fundo já terminamos há tanto tempo.
 
 
Quero que te esqueças do que fui e que não aumentes esta miséria conjunta em que circulamos.
 
 
No fundo não seremos mais que duas histórias repetidas e inacabadas.
 
 
 
 
 
 
 
 
Pearl
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Derrota(da).



Por vezes há que sentir a derrota.
Não existe mal em desistir daquilo que nunca foi nosso.
A inquietude reside sempre em mim e na minha inabilidade de identificar o efémero.
Gostaria de manter os portões fechados e os olhos bem abertos.
Eu hoje baixo os braços em consciência porque ela já não me permite mais querer e caminhar em direcção a isso.
Se te deixam morrer é porque a tua vida nunca teve valor, então morre primeiro antes que te matem definitivamente.
Lamento quando nada foi construído e ainda por cima se perdeu tempo em distrações mundanas... eu não sou mundana, nunca fui.
Eu fico sentada numa cadeira de sal a ouvir aquilo que acham que sabem sobre mim. Eu sou o monstro, eu sou o mal nas suas palavras. Então que o seja...
A derrota apenas tem sabor uns dias, e vai morrendo nas horas e nos entardeceres da nossa própria vida. E quando ela já não me saber a nada eu posso voltar a beber daquilo que mais gosto...
O sabor intrincado da passionalidade e das amarras profundas do veneno que é a paixão que só a genuína reciprocidade me dá.  








Pearl 

sábado, 14 de dezembro de 2013

Despertar (ou não).




Desde de quanto eu deixei de ser a tua fatalidade,
a tua morte num beco quente?
Desde quando deixaste de ter pesadelos comigo?
Ou será que de alguma forma te recuperaste da minha permanência e és livre.
 
 
Se tens a doce e leve sensação de liberdade
é apenas isso uma sensação e eu faço-te cair na ultima oportunidade que te roubar.
 
 
Sempre que limpas a testa,
que sussurras o meu nome em soluços de agonia
eu não te darei a morte que tanto me pedes.
 
Não preciso dizer-te o que sou
o que tenho e onde morro sempre que me alcanças.
 
Meu poema alvoraçado
todo tu serás asas
na prisão que construíres para pousares.
 
Não almejes a distancia que achas que ganhas.
Eu morro e ressuscito
de todas as vezes que acordares... (em mim).
 
 
 
 
 
 
 
Pearl

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

...




Digam-me lá se souberem, porque é que a puta da história se repete todas e todas as vezes sem pingo de originalidade??
Se eu antes já me cansava depressa agora ainda mais rápida sou a fazê-lo.
Foda-se é que eu ás vezes faço mesmo tudo certo no entanto tudo se danifica, apodrece perece eu sei lá.
Desta vez nem vou espernear muito e vou-me logo deixar matar porque a minha energia instingue-se como água no deserto.
O que eu queria e gostaria já não conta porque fui excluída talvez dum sitio que nunca tenha pertencido.
Já me batia a mim mesma, a ver se aprendo qualquer coisa, é que já vou sendo crescida para me por a jeito destas cenas de curta metragem. Desconfio que fui figurante ou a assistente da assistente que no fim ninguém se lembra da feição ou do nome.
Isto é mesmo assim. Deixa-me guardar a esperança na gaveta e a fé engoli-la boca abaixo porque essa é mesmo difícil de não sentir.

Sou uma pessoa com imenso potencial para terminar sozinha.





Pearl

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Those Words.





"Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza
O que é belo declina num só dia
Na terna mutação da natureza


Mas em ti o verão será eterno
E a beleza que tens não perderás
Nem chegarás da morte ao triste inverno


..."

William Shakespeare


Não morrerei no Inverno
porque tu me deste as mil Primaveras.
precisamente quando eu caminhava num deserto
sem oásis à vista.

A eternidade da minha beleza
vive nos teus olhos
e morre nas tuas mãos.

Não, eu nunca sucumbirei
porque és a minha luz na noite mais soturna.
E matas-me a sede sempre que eu não encontro vida  em mim...

Sim... Shakespeare escreveu
mas tu
consagraste-o a mim.






Pearl


















terça-feira, 13 de agosto de 2013

The Journey (of our lives).





...é como se me esquecesse de tudo e,
 eu já não existo a não ser na tua boca.
No entanto permanecesses afastado de mim como...
sim, como a lua do mar, e não é o céu que nos separa.
Ou a vontade de não sermos o destinado.
 
Eu queria a prenda que guardas para mim há décadas.
Eu sei-te faminto e sequioso a morrer duma inanição consentida.
Porque me escolheste para pagar os teus pecados quando eu não passo duma Inocente?
Porque não me deixas dar-te a redenção da Morte que tanto esperamos?
 
 
Pede ao Anjo que se cale que eu quero gritar-te o meu nome!
Quero que o decores para que o respondas quando te perguntarem onde pertences.
És absolutamente meu, em matéria e espirito e nós já escrevemos as mil linhas desta história.
 
O resto da história vive nas melodias que ouvimos
das misérias que vivemos
e nas mortes que não ejaculamos!
 
 
 
 
 
Pearl.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Quite Simple.



 
 
 
Por vezes tudo se simplifica assim... na pele suada e na palavra que existe sem soar.
Simples simples como eu não sou, nem Tu serás.
E o que eu gostaria, dá lugar ao que simplesmente eu gosto.
A simplicidade sem véus, sem espelhos que só reflectem embaraços que não existem.
Eu quero que seja sempre assim.
 
Simples como o diamante que mantens escondido em lugar incerto e ao alcance da minha mão.









Pearl








sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Mundos...




Quando se corre velozmente pela vida, não nos apercebemos que ao nosso lado alguém pode ir correndo também.
Eu olho sempre em frente... sempre, mesmo quando pareço distrair-me nos olhos de alguém.
E sinceramente não oiço nada a não ser o meu próprio rumor na ida do meu passo.
Mesmo que oiça aquela melodia eu nunca me detenho para ouvi-la melhor.
Não acredito que os mundos se toquem, já não acredito nisso.
Mundos nascidos separados correrão separados.
Mesmo que um vento me aproxime ou  uma chuva te faça cair na minha frente, não nos tocaremos porque...



Eu sou a Velocidade e tu a Imensidão e,
um Mundo não cabe dentro d'outro Mundo.







Pearl














sábado, 25 de maio de 2013

Pudicu.






Detesto púdicas.
(e já agora púdicos também).
Foda-se causam-me eritema/acne juvenil que nunca tive/ soluços e vómitos sempre que as vejo passar de porcas na pocilga para fundamentalistas puritanas.
Puta que as pariu se não as vou ver ainda a chafurdar na merda outra vez.

;)


Pearl

terça-feira, 14 de maio de 2013

Arte

(Pearl by Pearl)
 
 
 
 
 
Eu sou o barro mas, também sou o sangue.
Eu sou obra do meu sonho.
A visão do artista
e a vontade avassaladora de me tornar Arte.
(Contudo)
 a arte de nada vale se não for
vista,
desejada
e
possuída!
 
 
 
 
 
 
 
Pearl
 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

The Black Crow with the Sad Girl







Há "coisas" que duram apenas por existirem.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pearl







sábado, 20 de abril de 2013

Through Your Eyes...

 
(Pearl by Pearl)
 
 
 
 
 
 
... I 'll be beautiful forever!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pearl



quarta-feira, 17 de abril de 2013

(não) Aviso





É quando nada faz sentido que tudo se arruma.
 
O velho e bom caos organizado.
Se te pudesse avisar diria-te:
"Cuidado com os escritores, quando deres conta tens a tua cabeça debaixo do braço dela!
E o teu sangue foi o veneno que ela usou para matar tudo o que conheces até ao dia em que a viste.
Porque quando a viste, morreste para o mundo, renascendo no dela."
 
Mas não avisarei, até porque avisos destes surtem o efeito contrário.
Se pudesse segredar-te ao ouvido diria-te
 
"Ela é a predadora da tua vida, o cavalo alado que de tão rebelde nunca foi verdadeiramente domado.
Podes tentar a tua sorte, mas só terás sorte se ela de facto fizer de ti o Escolhido."
 
Dir-te-ia "ela quando parte, parte sem olhar para trás, ela já sobreviveu ás piores ressacas e no rosto dela não verás uma linha de sofrimento, dor ou lamento".
 
Sabes que a porta que ela te abriu, abre-se uma vez na existência insignificantemente humana. Ela é a Incomum. A absolutamente bela e venenosa que nunca mais te sairá do sangue. Um dia dela para sempre Dela. Ficarás marcado porque ela é a inesquécivel. O teu grande e único amor. Porque só poderás experimentar o amor nas suas mãos. São perfeitas não são?!
 
Não conheces o gelo pálido do seu rosto desiludido, nunca lhe alimentes os monstros que a comem todos os dias mais um pouco. Por vezes são só ela e eles. E eles são como ela. Tenebrosamente faceis de alimentar.
 
Se eu pudesse avisar-te dir-te-ia:
"Corre o  mais que possas porque vais ter que o fazer.
Prende-lhe o pulso e segura a sua boca junto à tua.
Sempre, sempre e em todas a vezes ser-te-à concedido a luz de todo o teu sonho que esteve ai guardado! À espera Dela!" Logo é para Ela.
 
 
 
E lembro-te mais uma vez:

É quando nada faz sentido que tudo se arruma.




Pearl

domingo, 14 de abril de 2013

Shadow






A questão é: Porque é que me calha sempre o lugar da Sombra?
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pearl

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Believes




 
 
"A razão do teu sucesso é essa, Acreditar e fazer..."
 
 
 
 
My Mentor
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pearl

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Dreamless Love




He loves Her.
She is his dream.
And his nightmare.
In his sleepless nights
she dances on his soul.
And keep the monsters away.
 
 
He loves her.
 
 
 
And he will forever.
Not for this
or
for that.
He just does.
 
 
 
 
Pearl

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Rock

(Pearl by Pearl)



Não é a vocês (os outros) que tenho que dizer que Eu sou uma Rocha!
Eu sou uma rocha esculpida com as minhas próprias mãos.
O que acontece, é que eu sei chorar e lutar ao mesmo tempo.
O que acontece, é que eu bebo mais suor que qualquer um de vós.
E o meu sangue é tolerante à dor da "ultima vez".
E sabem uma coisa? Não existe a "ultima vez", porque é nessa mesma vez que tudo (re)começa.
E quando tu sucumbires, eu dançarei três danças à volta do teu cadáver.
Não é o estarmos vivos que nos garante a vida.
Tudo o que tens de teu é o que fizeres de ti.
Uns fazem-no,
outros não
mas, apenas alguns
com excelência o farão..
 
 
É  a diferença entre  pedras e  rochas!
Entre o comum e o extraordinário.
E eu Sou uma Rocha Extraordinária.






Pearl





sexta-feira, 29 de março de 2013

A Questão.




Se eu olhar-te pelo canto do olho
tocar-te com a ponta dos dedos
e cheirar-te o sabor... tu permaneces enfeitiçado?
 
Se eu ainda mesmo assim depois de te prender
tu te sentires solto
posso apertar mais o laço?
Será que aguentas a  velocidade da corrida?
 
Será que não sucumbes a meio do percurso?
A meio do futuro?
 
Saberás que a porta que abres é o portal do inferno?
Eu não sou porteira mas A Dona.
 
Cuidado com o pulso da minha mão!
Existe o perigo de sufocar-te na primeira tentativa.
 
Será que se eu acender a luz
tu perdes o medo do escuro que tens vivido?
Será que se eu te tirar do teu habitat natural tu sobrevives?
A noites sem dormir e dias sem comer?
A cortes de alma no chão e salivas perfumadas.
 
 
Tudo questões que terão uma resposta
se ousares responder-me.
É que eu sou Eu.
(e) Eu não caminho em limbos,
não bebo mornos
e nem uso médios.
 
 
 
Gelo ou Fogo!
 
Se não morreres gelado prometo que te mato na fogueira que tu mesmo acendeste.








Pearl






 

terça-feira, 19 de março de 2013

Bloodless Veins



 
Outros tempos
sem voz, cheiro ou pele.
O tempo do fantasma.
Que parece que foi ontem, sendo.
Que parece que não se foi, indo.

Outros tempos
de luz sol e aceitação.
Onde a hesitação não morava
e o mundo não se movia.
Deixei que se fosse para poder eu ir também.


Outros tempos
onde fui sendo  mais.
Crescendo em todas a direcções,
almejei o inalcansavél.
Eu queria sabendo que não teria.
Eu teria se não fosse o medo da orgia (de emoções)


Noutros tempos
eu voaria até ao meu fantasma
e desejaria a sua morte para mim
uma e outra vez,
até que finalmente o ressuscitasse.
Até que se tornasse vivo outra vez.
Ele queria viver, tenho a certeza.


Hoje eu posso dizer olhando para trás
que quis dois mundos na minha mão.
Que naquele tempo a minha espada estava cheia de fé na glória.
E, que me perdi na vida sem a sua presença motriz.

Ao tempo que já não retorna
eu desejo que a lembrança me lembre que um dia
fui de facto não um fantasma
mas, a sua história viva
que o levará através do tempo ainda por viver.


A minha espada ficou nesse mesmo tempo
onde os sorrisos foram desejados apesar das derrotas.
Onde eu mais uma vez fui a soberana
sem conseguir reclamar o meu trono.
 
E hoje nas suas veias onde eu já fui veneno.
Nada escorre
e
tudo
morre.





Pearl