Por vezes há que sentir a derrota.
Não existe mal em desistir daquilo que nunca foi nosso.
A inquietude reside sempre em mim e na minha inabilidade de identificar o efémero.
Gostaria de manter os portões fechados e os olhos bem abertos.
Eu hoje baixo os braços em consciência porque ela já não me permite mais querer e caminhar em direcção a isso.
Se te deixam morrer é porque a tua vida nunca teve valor, então morre primeiro antes que te matem definitivamente.
Lamento quando nada foi construído e ainda por cima se perdeu tempo em distrações mundanas... eu não sou mundana, nunca fui.
Eu fico sentada numa cadeira de sal a ouvir aquilo que acham que sabem sobre mim. Eu sou o monstro, eu sou o mal nas suas palavras. Então que o seja...
A derrota apenas tem sabor uns dias, e vai morrendo nas horas e nos entardeceres da nossa própria vida. E quando ela já não me saber a nada eu posso voltar a beber daquilo que mais gosto...
O sabor intrincado da passionalidade e das amarras profundas do veneno que é a paixão que só a genuína reciprocidade me dá.
Pearl




















