sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Mundos...
Quando se corre velozmente pela vida, não nos apercebemos que ao nosso lado alguém pode ir correndo também.
Eu olho sempre em frente... sempre, mesmo quando pareço distrair-me nos olhos de alguém.
E sinceramente não oiço nada a não ser o meu próprio rumor na ida do meu passo.
Mesmo que oiça aquela melodia eu nunca me detenho para ouvi-la melhor.
Não acredito que os mundos se toquem, já não acredito nisso.
Mundos nascidos separados correrão separados.
Mesmo que um vento me aproxime ou uma chuva te faça cair na minha frente, não nos tocaremos porque...
Eu sou a Velocidade e tu a Imensidão e,
um Mundo não cabe dentro d'outro Mundo.
Pearl
sábado, 25 de maio de 2013
Pudicu.
Detesto púdicas.
(e já agora púdicos também).
Foda-se causam-me eritema/acne juvenil que nunca tive/ soluços e vómitos sempre que as vejo passar de porcas na pocilga para fundamentalistas puritanas.
Puta que as pariu se não as vou ver ainda a chafurdar na merda outra vez.
;)
Pearl
terça-feira, 14 de maio de 2013
Arte
(Pearl by Pearl)
Eu sou o barro mas, também sou o sangue.
Eu sou obra do meu sonho.
A visão do artista
e a vontade avassaladora de me tornar Arte.
(Contudo)
a arte de nada vale se não for
vista,
desejada
e
possuída!
Pearl
quinta-feira, 2 de maio de 2013
sábado, 20 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
(não) Aviso
É quando nada faz sentido que tudo se arruma.
O velho e bom caos organizado.
Se te pudesse avisar diria-te:
"Cuidado com os escritores, quando deres conta tens a tua cabeça debaixo do braço dela!
E o teu sangue foi o veneno que ela usou para matar tudo o que conheces até ao dia em que a viste.
Porque quando a viste, morreste para o mundo, renascendo no dela."
Mas não avisarei, até porque avisos destes surtem o efeito contrário.
Se pudesse segredar-te ao ouvido diria-te
"Ela é a predadora da tua vida, o cavalo alado que de tão rebelde nunca foi verdadeiramente domado.
Podes tentar a tua sorte, mas só terás sorte se ela de facto fizer de ti o Escolhido."
Dir-te-ia "ela quando parte, parte sem olhar para trás, ela já sobreviveu ás piores ressacas e no rosto dela não verás uma linha de sofrimento, dor ou lamento".
Não conheces o gelo pálido do seu rosto desiludido, nunca lhe alimentes os monstros que a comem todos os dias mais um pouco. Por vezes são só ela e eles. E eles são como ela. Tenebrosamente faceis de alimentar.
Se eu pudesse avisar-te dir-te-ia:
"Corre o mais que possas porque vais ter que o fazer.
Prende-lhe o pulso e segura a sua boca junto à tua.
Sempre, sempre e em todas a vezes ser-te-à concedido a luz de todo o teu sonho que esteve ai guardado! À espera Dela!" Logo é para Ela.
E lembro-te mais uma vez:
É quando nada faz sentido que tudo se arruma.
Pearl
domingo, 14 de abril de 2013
quinta-feira, 11 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Dreamless Love
He loves Her.
She is his dream.
And his nightmare.
In his sleepless nights
she dances on his soul.
And keep the monsters away.
He loves her.
And he will forever.
Not for this
or
for that.
He just does.
Pearl
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Rock
(Pearl by Pearl)
Não é a vocês (os outros) que tenho que dizer que Eu sou uma Rocha!
Eu sou uma rocha esculpida com as minhas próprias mãos.
O que acontece, é que eu sei chorar e lutar ao mesmo tempo.
O que acontece, é que eu bebo mais suor que qualquer um de vós.
E o meu sangue é tolerante à dor da "ultima vez".
E sabem uma coisa? Não existe a "ultima vez", porque é nessa mesma vez que tudo (re)começa.
E quando tu sucumbires, eu dançarei três danças à volta do teu cadáver.
Não é o estarmos vivos que nos garante a vida.
Tudo o que tens de teu é o que fizeres de ti.
Uns fazem-no,
outros não
mas, apenas alguns
com excelência o farão..
É a diferença entre pedras e rochas!
Entre o comum e o extraordinário.
E eu Sou uma Rocha Extraordinária.
Pearl
sexta-feira, 29 de março de 2013
A Questão.
Se eu olhar-te pelo canto do olho
tocar-te com a ponta dos dedos
e cheirar-te o sabor... tu permaneces enfeitiçado?
Se eu ainda mesmo assim depois de te prender
tu te sentires solto
posso apertar mais o laço?
Será que aguentas a velocidade da corrida?
Será que não sucumbes a meio do percurso?
A meio do futuro?
Saberás que a porta que abres é o portal do inferno?
Eu não sou porteira mas A Dona.
Cuidado com o pulso da minha mão!
Existe o perigo de sufocar-te na primeira tentativa.
Será que se eu acender a luz
tu perdes o medo do escuro que tens vivido?
Será que se eu te tirar do teu habitat natural tu sobrevives?
A noites sem dormir e dias sem comer?
A cortes de alma no chão e salivas perfumadas.
Tudo questões que terão uma resposta
se ousares responder-me.
É que eu sou Eu.
(e) Eu não caminho em limbos,
não bebo mornos
e nem uso médios.
Gelo ou Fogo!
Se não morreres gelado prometo que te mato na fogueira que tu mesmo acendeste.
Pearl
Pearl
terça-feira, 19 de março de 2013
Bloodless Veins
Outros tempos
sem voz, cheiro ou pele.
O tempo do fantasma.
Que parece que foi ontem, sendo.
Que parece que não se foi, indo.
Outros tempos
de luz sol e aceitação.
Onde a hesitação não morava
e o mundo não se movia.
Deixei que se fosse para poder eu ir também.
Outros tempos
onde fui sendo mais.
Crescendo em todas a direcções,
almejei o inalcansavél.
Eu queria sabendo que não teria.
Eu teria se não fosse o medo da orgia (de emoções)
Noutros tempos
eu voaria até ao meu fantasma
e desejaria a sua morte para mim
uma e outra vez,
até que finalmente o ressuscitasse.
Até que se tornasse vivo outra vez.
Ele queria viver, tenho a certeza.
Hoje eu posso dizer olhando para trás
que quis dois mundos na minha mão.
Que naquele tempo a minha espada estava cheia de fé na glória.
E, que me perdi na vida sem a sua presença motriz.
Ao tempo que já não retorna
eu desejo que a lembrança me lembre que um dia
fui de facto não um fantasma
mas, a sua história viva
que o levará através do tempo ainda por viver.
A minha espada ficou nesse mesmo tempo
onde os sorrisos foram desejados apesar das derrotas.
Onde eu mais uma vez fui a soberana
sem conseguir reclamar o meu trono.
E hoje nas suas veias onde eu já fui veneno.
Nada escorre
e
tudo
morre.
Pearl
sábado, 16 de março de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
Go on (carry on)!
(Pearl by Pearl)
Mesmo que se morra, o importante é não parar. Seguir mais forte do que nunca e sem medo das consequências. Quando tudo muda, muda-se também. Não é melhor nem pior, apenas diferente.
E neste caso o "diferente" agrada-me e valida-me.
Pearl
domingo, 3 de março de 2013
Página
Debaixo da minha pele
verte o sangue quente sem cheirar a restos de inquietude.
A liberdade que me foi dada ao libertar-me de laços fantasma,
confere-me a nova perspectiva duma nova era.
Sou capaz de amputar pela raiz e deixar morrer as raízes.
Sem hesitar, sem pestanejar tão pouco.
E replantar-me de novo.
Reinventar-me de novo.
Todas vezes e, esperando ser sempre a ultima.
Se tiver que dançar com o diabo
beber do seu veneno.
Se tiver que voar até ao meu desejo é,
o que farei.
Mas com as minhas asas.
Com a minha atitude de guerreira.
Essa é a diferença dos que têem e os que querem ter.
Dos que julgam que são
e os que são realmente.
Sempre que olho para mim
vejo-me a reconstruir
a, renascer do nada.
E sempre que olho no fundo dos meus olhos
sou eu que estou lá.
Sempre que eu for perdida
não fui eu que perdi.
Sempre que eu for amada
seremos ambos a ganhar.
Sempre que eu for A desejada,
seremos sempre uma página
na história da tua vida.
A página que começas a escrever,
já foi escrita há muito tempo.
Pearl
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Medo
Quando me ponho a olhar para a frente, para os lados e mesmo para trás, fico cheia de medo.
Medo paralisante. Anestesiante. Debilitante.
E toda eu passo a ser só medo.
Pearl
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
A Eterna Forma de me Picar o Sangue
Não!
Não,
nada abalará a minha decisão.
Nada me afectará porque eu serei a Soberana desta vez.
Eu serei a dona desta morte.
Não vou permitir o som,
o cheiro,
a cor,
ou o olhar.
Nada me tocará porque retornei ao estado sólido.
Eu sou a rocha no meio de oceano.
Lembraste??
Eu sou o gelo no meio do frio.
Eu serei alta como um cume impossível de escalar.
Deixa-te calar.
Deixa-me morrer.
Aqui a porta fechou-se por dentro
mas,
desta vez eu escondi a chave.
Nada, nada te darei.
Porque sou despojada de tudo e qualquer coisa.
Pearl
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
(isto sou eu, sendo Eu outra vez)
Pode-se dançar sem música
mas sem dança a música nunca terá movimento.
Eu sou mais ou menos uma dança
que não encontra a música certa para brilhar.
Ou mais ou menos um música
que não tem forma de ser dançada.
Mas ao invés de me sossegar
prefiro mover-me ao sabor da tal complexidade.
Eu sou o movimento.
Prefiro uma dança sem música do que assistir a uma morte anunciada.
Prefiro a música dum silêncio completamente livre,
que um som imposto sem silabas ou fonética.
E foi num desses compassos disléxicos,
num desses sonos sonâmbulos
que ouvi a melodia que me faz dançar agora.
Agora é o que importa.
Os dias passam suaves e a minha pele deixa-se aquecer de novo.
(Im healing myself).
A melodia é tão quente, como teimosa.
Tão obstinada como eu.
Se eu cair, a música não parará porque eu cai.
E quando eu me levantar ela não começará a tocar de novo.
Isto é:
Porque nunca terá deixado de tocar.
Pearl
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Turning Point
Sabem quando Algo muda tudo?
Quando o tudo passa a ser algo a ser feito? Sabem quando são os protagonistas?
Conhecem aquela expressão "what doesn't kill you makes you stronger" não é só um cliché para ajudar numa qualquer recuperação. É de facto verdadeira. Tudo o que cheira a morte, cheira a luta. E se não se morreu é porque escapamos. E melhor ainda será se for sem sequelas. Sequelas daquelas que só servem para atrapalhar o futuro.
Lembram-se de "Trust Builder" sim acho que sim, que a minha confiança solidificou-se. E o meu espelho adora que eu levante a camisola. E o meu peito enche-se de orgulho. Porque eu lembro-me precisamente do momento exacto em que disse a mim mesma eu vou ser isto. Entretanto o "isto" evoluiu para "aquilo" e agora "aquilo" é aquilo que quero. Confuso, sei que sim. Mas totalmente preceptivel a quem é atento.
Eu mereço cada bocadinho de confiança que vou ganhando, afinal eu todos os dias luto como se fosse o ultimo para tal.
Acreditem nada melhor que uma dor física para fazer atenuar uma dor mental/emocional. Nada melhor do que pensar para mim mesma: Eu hoje fodi aquela merda toda!
Pearl
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Absolutamente sem titulo
Nas infinitas conversas que mantenho comigo mesma.
Recordo-me por A mais B o facto que não são os outros que me mudam.
Sou eu que opto por já não ser isto ou aquilo.
Se eu não posso mudar alguém,
uma multidão também não me fará mudar.
E sendo eu o que sou, resta-me aceitar os outros como são.
Mesmo que não sendo já nada do que foram.
Mesmo que sejam a sombra do que eu imaginei.
Mesmo que me façam um alvo,
quando eu apenas fui eu sinceramente.
Comiseração é algo que não me assiste.
Racionalidade, realidade dos factos existentes,
solidez sem dose de abstrato sim.
E, de facto só podemos aceitar o que entendemos
ou
o que nos é permitido entender.
Pearl
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