Quando o céu já não é céu
e o chão já não é chão,
a colisão das nossas peles
é o milagre que a minha desgraça precisa.
Quando a agua deixa de escorrer
porque se evaporou no beijo em que nascemos.
A diplomacia de me suster no sossego
é martirizada pelo o meu andar seguro.
Quando o Sol congelou na linha do horizonte
e essa linha já se fundiu com a minha alma,
eu sou de facto o único facto
na tua parca existência.
Portanto devo dizer que eu sou o teu limite transposto.
E que sempre que as veias das minhas mão te param a respiração
tu sobrevives a mais um dia da minha existência em Ti.
Nada te adiantará voar para longe de mim
visto que sou a única morada que conheces.
Pearl