Há vozes que por muito que falem comigo
eu já não as oiço!
Apenas consigo distinguir estilhaços
ecos completamente mudos.
São como rostos sem expressão... conversas sem mote.
Depois, há a voz que me diz tanto
e eu pareço ouvi-la
e eu sei o seu som
eu sigo-lhe o rasto
e a luz dum momento premente!
E o toque das almas.
E existe ainda a minha voz
que eu faço de tudo para ser ouvida.
Que se perpetue a sangue no teu ouvido.
Que me reconheças na multidão!
Sob qualquer situação, que me oiças mesmo na calada da tua noite.
Eu sou tão real como simples.
Sou tão bela como comum.
Mas a minha voz é única num mundo de sons
que te gritam.
Eu sou o teu silêncio mais gritante.
A tua voz ansiada.
O teu desejo de melodia.
Eu fecho os olhos
e
eu oiço-Te
assim como te toco.
É inato, natural e reconfortante.
Acho que sou capaz de adormecer
sob a cadência do teu coração.
Mergulhar na aragem leve da tua respiração
e morrer assim ao som da minha música.
Pearl
















