segunda-feira, 19 de março de 2012

3




-Tenho-me interrogado porque me deixaste falar agora...
-O braço da tua censura é longo e sua mão poderosa.
-Mas isto não é sobre mim mas, sobre ti.
-Submergiste, voltas-te a respirar e interrompeste a tua morte, tal e qual eu previ.
- E a razão pela qual  não me censuras, é unicamente porque ainda não consegues verbalizar(te).
-Sei de ante-mão que a difusão que me concedes é limitada ao tempo da tua regeneração.
-Então permite-me que te diga mais isto bela criatura:
-No Final, os teus desígnios concretizar-se-ão.













sexta-feira, 16 de março de 2012

2




-Eu sei que estás aí, eu sei que sempre que morres, morres de pé. Eu sei que é tudo novo. Eu sei que és leiga na temática também. Mas tu tens a majestade de voar na direcção que desejas. E isso tu deves louvar e validar. É só fumo, é só escuridão, é só incerteza. É só isso perante o que És.
Sim...

quinta-feira, 15 de março de 2012

1




-Consegues respirar?
Não.
-Então, deixa-te morrer mais um pouco.








quarta-feira, 14 de março de 2012

0


-Consegues pôr a cabeça acima da água?!
Não...
-Ok.







segunda-feira, 12 de março de 2012

Hoje poderia dizer-Te como a maré me afogou, mas eu sei que Tu sabes que eu não escrevo sobre mar e gaivotas. Jamais.  :)       Eu gosto é de sangue, e superação.

Poderia dizer-Te que ter consciência é o nada que temos e o muito que nos consome.
Poderia ainda acrescentar que de facto eu ando no meio de tanto  a fazer não sei o quê.
E questionar: Como é que me deixei cair nas banalidades do comum!?

Mas, escolho nem tão pouco ouvir as outras vozes que me gritam como se eu  as deixasse de ouvir alguma vez. Elas estão sempre lá como presenças que não se enterram. Abafando a minha própria voz. Que Tu tentas arrancar e superiorizar (na tua espectacular relação como o tempo).

Mas, não vou dizer-Te nada disto, porque nada disto tem importância perante a Tua presença.
O que fui continua a perseguir-me como se duma sombra se tratasse. Mas eu sei que sou luz.
A velha consciência deve ser deposta, e a nova consciência aguarda a sua realização... O surgimento. Mesmo que eu não tenha o profundo conhecimento da sua natureza. O instinto tem identidade própria em mim. E, eu sei que é assim.
Hoje, prefiro deitar a minha cabeça no teu peito que sei ter o meu cheiro, e ouvir-te bater de dentro para fora.
Hoje, prefiro sentir a tua mão na minha fonte e ouvir-te dizer-me ao ouvido:

"Tu és Tu!".
Eu acredito que sim,
 Eu sou Eu,
e Eu, não sou banal. 
A minha filiação foi prodigiosa e,
 na minha linha existe excelência.

Mesmo que Eu ainda não entenda.
Tu, sabes conjugar o verbo do meu âmago.
E entender o cerne da minha questão.



Pearl

sexta-feira, 9 de março de 2012

Pull the Trigger


...I'm right behind you...
Can You sense my breath!?



Pearl

quinta-feira, 8 de março de 2012

segunda-feira, 5 de março de 2012

O Cálice



O cálice permanece cheio de gotas de mim
em cima da mesa do sacrifício.
Onde apenas cairá a nódoa que ejaculares.
Ele permanece à espera da tua mão
onde se quebrará em mil pedaços,
sob as tuas veias carregadas de sangue,
infectado pela minha toxidade divina.
Apesar de eu ser o "apenas", sou a protagonista
dos caminhos da tua pele,
onde pulsam os sorrisos que pretendo arrancar.
Os códigos ritualistas que trocamos,
os dialectos que falamos,
a dança que é só nossa,
é o espectáculo mais esperado
da minha vida.
Para o qual toda vida me preparei.
Não pretendo menos que  
o desaguar da tua alma na minha foz.
Pega no Cálice, porque ele a Ti pertence.
Bebe-o sem  deixares de saborear a frieza do  meu calor.
É que não existem outras versões.
A sua regeneração não te surpreenderá.
Pega no cálice e sucumbe ao meu liquido perverso
mas, tão puramente determinado a deixar-se beber por
...

Ti

O Cálice da minha Divindade
consagrar-te-à ao teu Destino.


sábado, 3 de março de 2012

Skin(s)







A tua (paixão)mão abriu-me todos os poros fechados  em mim.
Colapsou-me as defesas
e as minhas muralhas jazem desfeitas nas madrugadas,
onde as horas são cadenciadas no ritmo das palavras (o)emitidas.
Eu que sou uma mulher fria até à raiz do gelo,
vejo-me na condição de me sentir aquecida,
sob o teu desejo que me faz ébria...
E eu mando calar a puta da censura,
porque quem manda na minha casa sou eu.
E quero que a insanidade grite
pela primeira vez na minha vida.
A pele que se expõem é incêndio
até ao mais insignificante de mim mesma.
Na minha própria análise,
eu estou nua à tua frente,
sem pretexto de fuga ou sinal de temor.
Realmente sim é de fácil identificação,
mas eu não paro de te olhar nos olhos
em busca de mim, aí onde moro.
Alojada no espaço mais luminoso do teu mundo.
Nunca feches os  Teus olhos,
nunca temas a minha pele, que é Tua.
A Tua que aquece a minha...
E o frio não me consome como outrora.
As minhas unhas perscrutam as linhas do teu corpo,
os meus lábios dão-se ao teu prazer.
Eu dou-te o que Tu me dás.
E Tu dás-me partes de mim,
que perdi, elas existem vivas e pulsantes.
Aí onde estou,
aqui onde estás...






Pearl








quinta-feira, 1 de março de 2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Instigação.


INSTIGAÇÃO
é a palavra
que me rompe o preconceito.
É a palavra que me ocorre
para me definir
enquanto vejo que na minha pele
existe o plano da consumação.
Malignamente infecciosa
instigarei em ti o desejo do fogo
sobre o Ar.
A ambição de reclamares algo Teu!
Consegues lidar com tamanha intensidade sem morreres!?
E se morreres
consegues ressuscitar sob a minha pena?
(esta que uso sempre que te escrevo).

Sentada numa cadeira de veludo
roxa
eu permaneço.
E algures na minha pele
está escrito um carácter.

É...
INSTIGAÇÃO
é
a
palavra!


Pearl




quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O Precedente.



O Precedente  abriu-se...
É apenas uma porta podre encostada
à espera da mais leve brisa.
É apenas um milésimo de momento
numa fracção de segundo.
Eu permaneço de pé.
É assim que sou.
De pé de pernas tremulas
mas quentes.
Segura e cheia de Poder.
É... o Precedente
abriu-se
(...)



Pearl

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Transparência (des)velada



Transparente é a água com que me banhas o corpo,
quente, como gosto, a deixar rubor na minha alma.
Não preciso de ver, quando o que se apresenta é tão óbvio.
Não preciso duma imagem
quando já sei em que linhas me prendo.
Transparente como o meu olhar
cheio de códigos decifrados por ti.
Sim... a melancolia que ouves é minha.
A dor que advinhas é sentida também por mim.
Sou isso tudo e muito mais.
Nessa nudez conseguida através das mãos que se dão
e espíritos que já se conhecem,
 eu caminho de costas erguidas.
Deixo ao critério da tua maneira de ser
o caminho de volta a mim...
Eu estou etérea, desprovida de racionalidades impostas.
À beira do meu abismo,
e tu tens o conhecimento que é assim que eu preciso de mim.
Consegues ver-me através dos tempos
 o que fui, sou e serei.
Esse é o teu plano: a minha transparência no desenho do teu lápis.
Desenha-me, reinventa-me à luz dos nossos corpos,
não hesites nem te detenhas.
Porque tu já sabes:
Í'll follow you.
Translúcidamente eu te recebo nos meandros
dos meus sonhos e realidades.
Quando "apenas" tenho na minha intenção
a ambição de te envenenar
 esta e outras vidas.
O punhal que pretendo cravar-te no peito
é merecidamente teu.
Usa-O.


Pearl

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A Rua



Eu não temo o desconhecido
quando se apresenta em tons
de arco-íris.
Tu podes desvelar-me
em rasgos de luz!
Abrir-me o peito ébrio de ti,
e saciares a sede que te causo.
(e) Honestamente:

I do not fear you.


O aroma que exala na tua rua
causa-me mortes sem refreio.
Eu caminho calma no  fervor da humidade nocturna,
 na  veia que te comprime o pensamento.
(e) Assumidamente:

You know who I am.

Tu ouves os meus passos,
o som do ar cortante da minha pele no chão molhado.
Será que não me temes mesmo!?
Será que no rasgo dos véus a morte seja terminal?!
(e) Absolutamente:

I do not fuckin care.
I keep walking towards you.

Deixa-me exorcizar-te o espírito
deixa-me dançar profanamente no teu altar.
O fogo que te consome será branco  no final.

I promise!

A dor essa temos como certa,
mas na sua rua
seremos Anjos num Inferno à nossa medida.
Nunca te caia em esquecimento
(que) Verdadeiramente:


 por mil silêncios que me dês
eu ouvirei sempre o teu grito.
Só eu te oiço,
só eu te sei,
só eu te Sou.


Pearl

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Pássaro Cansado.



Os seus olhos não sucumbem ao sono dos justos,
não se fecham porque a mente é imparável
nos mundos que (des)constrói.
O corpo que deseja o descanso mais que merecido,
não se desfaz nos lençóis da ansiedade,
e a escuridão não te ajuda
porque os fantasmas estão na nossa companhia.
"Dorme" digo-te eu,
"cala-te" um minuto e deixa-me a mim dormir.
Fazes de mim um pássaro cansado que em vez de voar,
plana!
Silencia o teu calvário
porque eu preciso da dádiva do novo dia.
A noite é longa eu sei
e tu tens sede
mas eu tenho sono.
O sono dos que devem dormir
mas o ruído é imenso num quarto tão pequeno em ti.
Ouve a noite,
ela não te chama nem uma vez,
ela quer que durmas de novo
que sejas Deusa num paraíso qualquer.
Que sejas de novo pele sem linhas
olhos sem veias encharcadas em insónias sem tempo certo.
Pássaro que voa contra o vento,
lágrimas que te fogem do rosto ruborizado
na velocidade constante do teu bater de coração.
Mas dorme de novo,
porque eu estou aqui contigo.
Na tua voz, na tua pele e na tua mente!
Dorme porque precisamos do teu voo
para chegarmos onde anseias.
Porque sempre que chegamos
tu desejas partir.
Sempre que estamos
tu recomeças a voar
em busca de dias longos.
A energia que te dou
é tua por dever.
Mas o sono que me tiras
é meu por merecer.





Pearl

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Surrender



Naquela luz quebrada
o jogo joga-se uma ultima vez.
Eu já te venci tantas vezes
e mesmo assim tu ostentas a minha medalha
 no teu  sorriso carregado de ironia.
Fica a jura que no jogo seguinte
o perdedor leva a noite no peito
e
o vencedor leva-me a mim na pele.
(E tu negas-me a vitória).
É aqui nesta partida que quero que te fiques.
É aqui que quero dar-te o cheque-mate.
Fecho o caminho ao teu retorno
sem chegada marcada.
Abro o véu em que me dou em cada jogada!
Meu caro jogador
eu já jogo o teu jogo há vidas sem principio,
há histórias sem fim!
E...considero-me um Ás em qualquer partida
que me proponhas.
Arma-te até ao dentes
que eu já possuo as armas que me dás quando te tenho.
Arma-te de sonhos e palavras sussurradas
que eu deixo que me invadas até a alma
se fores um guerreiro cheio de luz nos olhos,
 e sombras na mente.
Não temo nenhuma das tuas sombras
mas jamais serei uma delas.
E sou a jogadora
que te vence em velocidade.
E tu o jogador que me vence em palavras
carregadas de símbolos e desalinhos velados.
Meu doce guerreiro:

adoro quando te debates
mas amo quando te rendes...


Pearl



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Vendaval



Abre-se a porta de rompante
e grita-se"cuidado!"
Mas é tarde,
já os vidros estilhaçados
me ferem os pés!
Já o sangue te tirou a noção
e o desastre, esse é iminente.
E o vento  queimou-me os olhos
e matas-me o coração outra vez.
Levantaste-me os mortos para nada,
deixai-os dormir
na paz do Inverno que vive em mim.
De medo não reza a minha história,
a minha massa é feita de diamante
pintado a lágrimas de luz cor de rosa.
E eu sou o melhor de tudo o que te é negro e distante.
Deixa os meus mortos descansarem nas suas cadeiras
 na minha casa abandonada ao desejo do (teu) perfume!
A paixão de certa forma não é para mim (acho que ambos sabemos ...)
assim como a luz não é para o escuro.
Fecho as janelas contra esse vento quente
que me queima a pele
e mando calar o baile que tenho na cabeça,
desligo a música que rompe com todos os meus racionalismos.
Não te alcanço porque é assim que te colocas.
Sou a mais corajosa que alguma vez viste,
a mais digna de todas,
uma rainha sem trono!
E não há vendaval que me mate
esta minha majestade.
Nem queda que me tire
a excelência!
Rara, tão rara
que nunca mais me verás...



Pearl

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Alumiando(te)



Nunca temi a noite que trazes contigo,
nem a presença que corrompe o meu espírito de luz!
Porque conheces o outro lado da minha moeda.
O meu olhar e o seu reflexo é-te dado
sem contra-partidas.
Nunca temi caligrafias fortes,
quando impregnadas de intenções mais fortes ainda.
Mas eu não sou a resposta,
sou a continuação da pergunta que te exala a pele.
Meu Anjo Negro,
meu perfume de desassossego!
Reverencio-te porque eternizas-me em palavras
nunca antes desenhadas!
Nunca antes lidas na bruma duma manhã húmida
sem lugar do crime.
Porque tu já és a minha morte
onde te perpetuo  sem argumentos ou razões.
E o teu espaço...é imenso em mim,
e a minha luz aquece
a noite que nos abraça
sempre que vens a Nós.



Pearl

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Deserto(s)


Brutal
marca do meu dente no meu lábio!
Imagina
Tu
a morte que te causaria
se dançasse nua... (no teu deserto)
Imagina
Tu
a alma despedaçada pelo gélido da minha mão!
Sabes que te mato sempre que me dás vida.
Sabes que a morte que dançamos
tem mil eras de vontade!
E a tua pele tem desenhos que lambo
e desbravo, sangro-te porque quero-te sem defesas
aos meus olhos lânguidos.
Pousa na minha carne
e alimenta-te.
A veia no meu pescoço
palpita.
E a mente, essa
Imagina:
o Inferno que seria
...


Pearl

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Fallen Love, Broken Hearts


E foi assim que me extinguiste
e foi assim que explodi em estilhaços sem resposta.
Foi assim que sucumbi ao espectro da perda
e a dor do vazio instalou-se como escarpa na rocha.
Não sei se caio,
não sei se espero,
já não consigo mais olhar para trás
porque sei que não virás,
ficaste retido nas tuas próprias verdades criadas,
alimentadas por perdões efémeros
que nunca quiseste doar.
E pronto, já não te tenho
e quando te tinha vivia o inferno
de aguentar o amor que me matava
 ao mesmo tempo que o vivia.
Serei obviamente passado no teu futuro
já que do meu caminho tu te desviaste.
E enquanto me amputas da tua vida
eu vivo esta sobre vida
que não passará duma espera lívida
duma agonia que a verdade já me mostrou.
Tu foste, eu fiquei,
tu seguiste e o meu amor em ti jaz
sem mim,
já sem nós!
E vejo que não vens
e vejo que já não existo,
que já sou algo esquecido e quem sabe já apagado.
És tu de novo
mas sou eu
ainda!



Pearl