quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O Precedente.



O Precedente  abriu-se...
É apenas uma porta podre encostada
à espera da mais leve brisa.
É apenas um milésimo de momento
numa fracção de segundo.
Eu permaneço de pé.
É assim que sou.
De pé de pernas tremulas
mas quentes.
Segura e cheia de Poder.
É... o Precedente
abriu-se
(...)



Pearl

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Transparência (des)velada



Transparente é a água com que me banhas o corpo,
quente, como gosto, a deixar rubor na minha alma.
Não preciso de ver, quando o que se apresenta é tão óbvio.
Não preciso duma imagem
quando já sei em que linhas me prendo.
Transparente como o meu olhar
cheio de códigos decifrados por ti.
Sim... a melancolia que ouves é minha.
A dor que advinhas é sentida também por mim.
Sou isso tudo e muito mais.
Nessa nudez conseguida através das mãos que se dão
e espíritos que já se conhecem,
 eu caminho de costas erguidas.
Deixo ao critério da tua maneira de ser
o caminho de volta a mim...
Eu estou etérea, desprovida de racionalidades impostas.
À beira do meu abismo,
e tu tens o conhecimento que é assim que eu preciso de mim.
Consegues ver-me através dos tempos
 o que fui, sou e serei.
Esse é o teu plano: a minha transparência no desenho do teu lápis.
Desenha-me, reinventa-me à luz dos nossos corpos,
não hesites nem te detenhas.
Porque tu já sabes:
Í'll follow you.
Translúcidamente eu te recebo nos meandros
dos meus sonhos e realidades.
Quando "apenas" tenho na minha intenção
a ambição de te envenenar
 esta e outras vidas.
O punhal que pretendo cravar-te no peito
é merecidamente teu.
Usa-O.


Pearl

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A Rua



Eu não temo o desconhecido
quando se apresenta em tons
de arco-íris.
Tu podes desvelar-me
em rasgos de luz!
Abrir-me o peito ébrio de ti,
e saciares a sede que te causo.
(e) Honestamente:

I do not fear you.


O aroma que exala na tua rua
causa-me mortes sem refreio.
Eu caminho calma no  fervor da humidade nocturna,
 na  veia que te comprime o pensamento.
(e) Assumidamente:

You know who I am.

Tu ouves os meus passos,
o som do ar cortante da minha pele no chão molhado.
Será que não me temes mesmo!?
Será que no rasgo dos véus a morte seja terminal?!
(e) Absolutamente:

I do not fuckin care.
I keep walking towards you.

Deixa-me exorcizar-te o espírito
deixa-me dançar profanamente no teu altar.
O fogo que te consome será branco  no final.

I promise!

A dor essa temos como certa,
mas na sua rua
seremos Anjos num Inferno à nossa medida.
Nunca te caia em esquecimento
(que) Verdadeiramente:


 por mil silêncios que me dês
eu ouvirei sempre o teu grito.
Só eu te oiço,
só eu te sei,
só eu te Sou.


Pearl

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Pássaro Cansado.



Os seus olhos não sucumbem ao sono dos justos,
não se fecham porque a mente é imparável
nos mundos que (des)constrói.
O corpo que deseja o descanso mais que merecido,
não se desfaz nos lençóis da ansiedade,
e a escuridão não te ajuda
porque os fantasmas estão na nossa companhia.
"Dorme" digo-te eu,
"cala-te" um minuto e deixa-me a mim dormir.
Fazes de mim um pássaro cansado que em vez de voar,
plana!
Silencia o teu calvário
porque eu preciso da dádiva do novo dia.
A noite é longa eu sei
e tu tens sede
mas eu tenho sono.
O sono dos que devem dormir
mas o ruído é imenso num quarto tão pequeno em ti.
Ouve a noite,
ela não te chama nem uma vez,
ela quer que durmas de novo
que sejas Deusa num paraíso qualquer.
Que sejas de novo pele sem linhas
olhos sem veias encharcadas em insónias sem tempo certo.
Pássaro que voa contra o vento,
lágrimas que te fogem do rosto ruborizado
na velocidade constante do teu bater de coração.
Mas dorme de novo,
porque eu estou aqui contigo.
Na tua voz, na tua pele e na tua mente!
Dorme porque precisamos do teu voo
para chegarmos onde anseias.
Porque sempre que chegamos
tu desejas partir.
Sempre que estamos
tu recomeças a voar
em busca de dias longos.
A energia que te dou
é tua por dever.
Mas o sono que me tiras
é meu por merecer.





Pearl

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Surrender



Naquela luz quebrada
o jogo joga-se uma ultima vez.
Eu já te venci tantas vezes
e mesmo assim tu ostentas a minha medalha
 no teu  sorriso carregado de ironia.
Fica a jura que no jogo seguinte
o perdedor leva a noite no peito
e
o vencedor leva-me a mim na pele.
(E tu negas-me a vitória).
É aqui nesta partida que quero que te fiques.
É aqui que quero dar-te o cheque-mate.
Fecho o caminho ao teu retorno
sem chegada marcada.
Abro o véu em que me dou em cada jogada!
Meu caro jogador
eu já jogo o teu jogo há vidas sem principio,
há histórias sem fim!
E...considero-me um Ás em qualquer partida
que me proponhas.
Arma-te até ao dentes
que eu já possuo as armas que me dás quando te tenho.
Arma-te de sonhos e palavras sussurradas
que eu deixo que me invadas até a alma
se fores um guerreiro cheio de luz nos olhos,
 e sombras na mente.
Não temo nenhuma das tuas sombras
mas jamais serei uma delas.
E sou a jogadora
que te vence em velocidade.
E tu o jogador que me vence em palavras
carregadas de símbolos e desalinhos velados.
Meu doce guerreiro:

adoro quando te debates
mas amo quando te rendes...


Pearl



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Vendaval



Abre-se a porta de rompante
e grita-se"cuidado!"
Mas é tarde,
já os vidros estilhaçados
me ferem os pés!
Já o sangue te tirou a noção
e o desastre, esse é iminente.
E o vento  queimou-me os olhos
e matas-me o coração outra vez.
Levantaste-me os mortos para nada,
deixai-os dormir
na paz do Inverno que vive em mim.
De medo não reza a minha história,
a minha massa é feita de diamante
pintado a lágrimas de luz cor de rosa.
E eu sou o melhor de tudo o que te é negro e distante.
Deixa os meus mortos descansarem nas suas cadeiras
 na minha casa abandonada ao desejo do (teu) perfume!
A paixão de certa forma não é para mim (acho que ambos sabemos ...)
assim como a luz não é para o escuro.
Fecho as janelas contra esse vento quente
que me queima a pele
e mando calar o baile que tenho na cabeça,
desligo a música que rompe com todos os meus racionalismos.
Não te alcanço porque é assim que te colocas.
Sou a mais corajosa que alguma vez viste,
a mais digna de todas,
uma rainha sem trono!
E não há vendaval que me mate
esta minha majestade.
Nem queda que me tire
a excelência!
Rara, tão rara
que nunca mais me verás...



Pearl

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Alumiando(te)



Nunca temi a noite que trazes contigo,
nem a presença que corrompe o meu espírito de luz!
Porque conheces o outro lado da minha moeda.
O meu olhar e o seu reflexo é-te dado
sem contra-partidas.
Nunca temi caligrafias fortes,
quando impregnadas de intenções mais fortes ainda.
Mas eu não sou a resposta,
sou a continuação da pergunta que te exala a pele.
Meu Anjo Negro,
meu perfume de desassossego!
Reverencio-te porque eternizas-me em palavras
nunca antes desenhadas!
Nunca antes lidas na bruma duma manhã húmida
sem lugar do crime.
Porque tu já és a minha morte
onde te perpetuo  sem argumentos ou razões.
E o teu espaço...é imenso em mim,
e a minha luz aquece
a noite que nos abraça
sempre que vens a Nós.



Pearl

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Deserto(s)


Brutal
marca do meu dente no meu lábio!
Imagina
Tu
a morte que te causaria
se dançasse nua... (no teu deserto)
Imagina
Tu
a alma despedaçada pelo gélido da minha mão!
Sabes que te mato sempre que me dás vida.
Sabes que a morte que dançamos
tem mil eras de vontade!
E a tua pele tem desenhos que lambo
e desbravo, sangro-te porque quero-te sem defesas
aos meus olhos lânguidos.
Pousa na minha carne
e alimenta-te.
A veia no meu pescoço
palpita.
E a mente, essa
Imagina:
o Inferno que seria
...


Pearl

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Fallen Love, Broken Hearts


E foi assim que me extinguiste
e foi assim que explodi em estilhaços sem resposta.
Foi assim que sucumbi ao espectro da perda
e a dor do vazio instalou-se como escarpa na rocha.
Não sei se caio,
não sei se espero,
já não consigo mais olhar para trás
porque sei que não virás,
ficaste retido nas tuas próprias verdades criadas,
alimentadas por perdões efémeros
que nunca quiseste doar.
E pronto, já não te tenho
e quando te tinha vivia o inferno
de aguentar o amor que me matava
 ao mesmo tempo que o vivia.
Serei obviamente passado no teu futuro
já que do meu caminho tu te desviaste.
E enquanto me amputas da tua vida
eu vivo esta sobre vida
que não passará duma espera lívida
duma agonia que a verdade já me mostrou.
Tu foste, eu fiquei,
tu seguiste e o meu amor em ti jaz
sem mim,
já sem nós!
E vejo que não vens
e vejo que já não existo,
que já sou algo esquecido e quem sabe já apagado.
És tu de novo
mas sou eu
ainda!



Pearl

domingo, 8 de janeiro de 2012

Sometimes...



Por vezes,
e
muitas vezes por vezes
o que não tem que ser
não é, e nem será!
E ás vezes temos
que ir, quando no fundo
o desejo da permanência sacrifica-nos.
Há que o aceitar de sorriso nos olhos
e lágrimas nos lábios que aquilo que não nos pertence,
não faz o que somos.
Assim sou eu
assim és tu.
Parados no movimento da distancia
onde ás vezes me confundo
ás vezes te encontro!
Mas sem nunca te perder
é que nunca foste meu!
E assim, ás vezes eu fico no limbo,
eu fico na ponta da cadeira
sem esperar,
porque sei que a porta não se abrirá
por mil vezes que batas...
A chave perdeu-se
o canto calou-se
eu ás vezes
sei disso!



Pearl

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Fim de capitulo


Desejo,
desejo que o ano que se finda
se finde já!
Tenho a pressa de ir
e mais pressa ainda voltar
Tenho a urgência de começar
porque tenho que terminar!
Tudo se urge e eu ando acelerada
porque o tempo teima em não fugir.
Porque o tempo teima em permanecer!
Desejo,
desejo que o ponteiro se mexa
e que voe para o meu tempo
que desenho com ainda pouca determinação!
Quero que se quebrem as horas e me levem
à minha superada superação!
A mim sim a mim...
Porque no ano que se finda
eu sonhei, realizei e consegui e
acima de tudo voei com as minhas asas!
Voei tão alto
e com tanto medo de cair
que nem olhei para baixo!
Voei soberbamente pelo meu sonho realizado.
Pelo o meu desejo materializado.
As linhas abstractas são hoje
rostos conhecidos e validados!
São traços a cor
numa tela a preto e branco.
O  meu futuro
e o meu ano que está quase quase a nascer,
é-me apresentado, não como meu
mas como me destinado!



Pearl

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

NB47

NB47
SOMOS OS MAIORES.
OBRIGADA POR TUDO!

:)


Pearl

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Deixa(te)



Deixa ser fugaz
deixa que voe rápido e te rasgue a alma!
Deixa-te cair,
a vertigem é sublime
e tu merecedor da queda imortal dos sentidos roubados!
Não lutes e entrega-te,
essa derrota  será doce,
e eu concedo-te a redenção da liberdade ansiada!
Tu preso ao destino
dos que não se deixam levar na hora de partir!
Deixa que te deixes Ser
no tempo quebrado em horas alucinadas de embriaguez!
Vive-te aceleradamente
na pronúncia da palavra sentida!
Percorre-te em caminhos nocturnos
em que encontras a luz do dia seguinte!
Persegue o teu destino
com fome de seres mais em tudo.
Grita que eu ouvirei
aquela súplica contida no mar de amor
que se tornou tudo o que é teu.
Deixa que seja fugaz!
Deixa que eu deixo
que seja o final da tua paz.


Pearl

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Amada



Sempre que te abro a janela
tu sorris,
detens-te no meu olhar que nunca será teu.
Caminhas em chão seguro porque te seguro a alma
por fios de luz...tu sim és meu!
Meu como ar que me asfixia e atrai.
Que me prende e liberta.
Dás-me a tua mão e naquele segundo
assim como a flor é da borboleta
eu dou-me sem a reserva do depois...
A dádiva é breve como o toque do mundo num segundo parado.
Amar a amada é ser-se tudo e ter nada.
Minha breve melodia
minha doce melancolia,
deixa-te cair nas minhas asas e eu prometo dar-te a paz inquieta
do voo da tua vida,
a vida que me dás sempre que me persegues
sem acordo, perda e lucro fugaz.
És a minha teoria sem fundamento,
a música que prefiro ouvir.
O tom que me dá a luz,
enquanto amas a amada
e eu dou-te tudo
e tu obtens nada.


Pearl

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Silêncio


Eu conheço o grito do silêncio
a dança obscena que grita em mim
e me alimenta como a um sedento de tudo.
Eu sei como é a palavra inaudível
que julgas que tens na mão.
Sou eu , eu apenas eu, nesta mulher que pensas amar,
que pensas conhecer
e no entanto nem se revelando todos os segundos
consegues perceber(-la).
Não tens que o fazer
até porque eu sou língua estranha
de ser lida, muito menos interpretada.
Não me cures, não me sanes
porque apenas o meu silêncio
que é mais que consentido
me pode dar a sensação de melhoras.
Deixa o silêncio fluir-te nas veias
sem medo algum que te mate
e mesmo quando te parecer
que pereces
ele liberta-te
no momento em que te invade.
Inebria-te como numa sala vazia de ti mesmo,
embriaga-te não de mim que sou chuva,
mas de ti que és eterno.



Pearl

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Esvoaçar no Mundo


E eu hoje ganhei um par de asas, ganhas com muita determinação e louvor. Estou feliz porque consegui algo que sempre desejei mas nunca ousei ter e hoje tenho. E hoje é meu e ninguém me tira. Há dias que nos fazem ser mais do que estavamos destinados a ser, há momentos em que somos o que nunca imaginamos ser.
E eu?!...eu vou ali voar com as minhas asas novas e ver o mundo a outra velocidade.


Pearl

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Viva sim e a lutar muito... a tentar não sucumbir ao estado ansiólitico...o meu maior enimigo...




:)



Veremos...

Pearl

quarta-feira, 8 de junho de 2011

É, e as vezes vôo tão alto e tão longe que...consegui chegar a ti contra todas a possibilidades eu encontrei-te e reconheci-te...abri a tua porta e fiz-me convidada...                                                                                     :)


Pearl

domingo, 3 de abril de 2011

Ela


Sinto-lhe a falta, Ela sou eu só que num ângulo diferente.
Sinto-lhe falta da ironia .............. :)
das paixões que quase a matam mas Ela simplesmente é Imortal
de ser amada
e de ser muito odiada.
Mas acima de tudo
de ser muito desejada.
(ela não transmite o que não é)
É, sinto-lhe a falta
e as "faltas" colmatam-se.

observo-A ela é tão alta e tão linda absolutamente confiante e afiada...
cheira-La é absolutamente necessário
e senti-La é drásticamente venenoso.
Don't you  fuckin dare

(reclino-me e sorrio)

Pearl
(obviamente)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Batalha do Impulso

No meu peito existe uma batalha onde sou eu pereço, onde só eu estou armada...
Como é que se quebra algo que deseja a todo o custo ficar e crescer? Como é que se esteve a ponto de se tocar algo Maior e se perdeu sem motivo ou por não existir lugar nenhum! Quando os lugares se criam...
Eu não entendo e a minha racionalidade precisa entender para continuar, sou mesmo assim.
Jamais quis migalhas de alguém ou de alguma coisa, porque sou absoluta nos meus desejos e  porque quase nunca desejo.  
Poderia articular todos os argumentos, estender as metaforas como  algodão e pintar toda a cena de condescendência mas não seria eu , porque também sou fria, fria como tudo o que se pode imaginar...não orgulhosa ou teimosa...fria. Porque ser fria também me salva de situações que não preciso de viver.
(e eu) Não preciso disto mas quero isto. É perigoso querer ao ponto de se ficar à espera dum único sinal de alguma coisa. É perigosa a vulnerabilidade... de tudo isto, que tem um nome que eu  nem o vou digitar.
Porque admitir é algo que só faço em segurança e calo, calo, todos dias calo porque estou devotada ao silencio.
E no silencio não há prejuízo, apenas o que não foi dito e quando já não nada a ser dito, nada se perdeu.
Eu sou organização, eu sou mente atlética e em mim existe uma batalha.
A  batalha de não ouvir o impulso e permanecer na linha frente e deixar que a minha mente lute e o meu coração permaneça amordaçado.
Mentalmente sou uma guerreira
emocionalmente uma Mulher.


Pearl