A natureza torna-nos vulneráveis à nossa própria escolha de vida, o que se faz quando a velha vida nos impede de viver a possibilidade?! Permaneço quase quieta porque cessei todos os argumentos que me ilibem de qualquer atitude irracional, até porque a irracionalidade não faz parte da minha maneira de viver. E á custa de ser sempre racional deixei de me estender para mundos que adoraria ter voado.
A pergunta que fabrico é saber se não morrerás quando te tocar, se não sucumbirás a tudo aquilo que sou.
Porque sou de facto abrangente e territorial...
é simples respondo a mim mesma em mais um golo de café...pode não sucumbir mas pode assustar-se e recusar de forma final o "todo" que sou. Nada se desfragmenta atenção, por vezes até se adiciona mais a algo já im(t)enso.
O que quero e o que posso não estão ao mesmo nível... o que quero e quase inantigível e requer de mim um esforço enorme de forma a não envenena-lo eu mesma com tudo o que não controlo e nem posso fazê-lo.
O que posso marca-me os pulsos quando eu tento dançar e sair da sombra, quando eu tento ouvir qualquer coisa para além da agua turva que bate no cais ...e quanto eu mais tento mais morro. E quanto mais eu morro mais eu quero...é isso: quanto mais eu morro mais eu quero.
Quero, sem me esforçar a admiti-lo a mim mesma... todas as sombras que transporto não me prendem só, também me protegem do desmamenbramento da possibilidade, do meu sonho de estar hoje e agora a viver uma possibilidade de que querer é poder.
Sou demasiadamente inútil sem o sonho, sem o salvador, sem o final feliz. Sem o beijo perfeito na mente que desejas perto. Sim...é com um sorriso irónico que digo mais uma vez que sou exigente com as pessoas que quero e sou-o porque posso:) Nem os piores dias me fazem descer o meu nível de exigência, nem a visão turva das lágrimas me tira o censo critico e quase intolerante. E aqui que todos sucumbem de forma patética não aos meus pés porque aí eu já me afastei nada surpreendida. Isto é mesmo assim e nesse ponto não há heroís nem santos apenas eu que me revelo em mais um mergulho nesta maré que sou.
Exorcita-te digo eu a mim mesma. Exorciza-te e quebra-te porque a vida passa e tu continuas bela e inantigivel.
Nem mais, sou a intocável que se deixou tocar...não posso deixar de sorrir nesta conversa que tenho comigo própria e perceber que quase me divirto ao ver-me fora do meu caminho, não num desvio qualquer porque eu só me mexo por emoções nobres, não numa ponte porque eu quero chão de verdade...mas num caminho de pedra cheio de tropeços que eu fiz descalça por isso sei o quanto me custou enceta-lo.
E chego aqui ao fim desta conversa que mantive em mim ao longo destes minutos com um café ao lado, de portátil no colo e Hibryd de Elsiane a tocar. Para mais nenhuma conclusão.
Porque mortal já sei que sou,
exigente não deixarei de ser.
Que morrer faz-me querer e que isso me salva todos os dias também já é reconhecido.
Que estou tocada de forma muito visível na minha "intocabilidade" é consumado.
E que o querer apesar de ser poder eu ainda estou a uns patamares de alcançar essa frase tão linda e cheia de graça. Mas ...exequível.
Eu no meu
melhor ...
Pearl