
Quebro-te a lividez no primeiro olhar, esperançada de incendiar-te no primeiro toque.
É assim que te quero faminta, de tudo o que não te dei ainda.
Balbucio-te frases curtas, sangradas de todos os tempos que nos separam.
És frio e quente, doce e amargo eu sei, sei porque já senti...
És tão perfeita no percurso dos botões da tua camisa, descubro-te a pele branca que adoro, descubro o cheiro do teu perfume que tantas vezes imaginei, lambo-te os ombros depois de te afogar em beijos de saudade, és minha, docemente minha e estás feliz. Quero que perdure o momento.
Todas as nossas músicas tocam nas nossas mentes, embalando-nos para fora desta realidade tão contraditória, és mesmo tu, sou mesmo eu: somos mesmo nós que escrevemos a página dum livro que se queria fechado e esquecido. Mas que permanece em cima da mesa de cabeceira. As minhas lutas passam por não olhar para ele, mas ele abre-se diante dos meus olhos e já não consigo desviar o meu olhar dele. Retomo a tua pele, desço...beijo-te a barriga estendendo um dedo aos teus lábios que o molham, sinto o vibrar do corpo nas minhas mãos...
Nada nos quebra agora, porque unicamente só emana de nós a concretização dos mais secretos desejos, dos objectivos tão timidamente traçados.
(o tempo no meu caso nada fez às minhas verdades)
Pearl















