
Não serás tu uma parte da minha vida que fica por viver? Escrevo no presente porque é onde estamos temporalmente.
Porque é que eu sou sempre o gelo, se me sinto inflamar perante uma ausência que não pedi.
Basta de vitimizações, jamais te infligi golpes que não previsses, que já não fossem esperados.
Lidei com a maldade venenosa de te ver dizer adeus entre lamentações e infantilidades, coisa que admito que não consinto.
Não quebrei o meu impulso a ti... só não sei lidar com contradição, jamais serei capaz de fazê-lo, porque aquilo que piso tem que ser chão, o que respiro tem que me fazer viver não morrer.
Estou melhor porque estou em solitude, o meu estado natural, o estado em que mais me desenvolvo, observo aridamente o comportamento alheio... ainda me surpreendo. Outras enojo, pontualmente sorriu.
Todos os resquícios de passado que conseguem vir ao cima, são empilhados em tudo o que não foi, em tudo o que morreu sem nunca ter vivido.
Podes ver-me sempre que assim quiseres, podes espreitar o meu mundo, porque de facto é algo imenso na minha vida. Para ti só foi aberta uma janela, uma janela que não transpuseste, tu fechaste-a e eu tranquei-a (por dentro). São os percursos que tomamos...irrefutáveis.
Desejo-te nada, porque não tenho humanidade suficiente para te desejar o que for, nem bom nem mau, apenas nada. O nada que ainda não és...
Pearl
















