
sábado, 31 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Desejos.
Por mais chuva que me lave, nada me tira o peso que me tomou.
Simplesmente não escorre de dentro de mim para fora.Ficou preso por fios de prata e magoas de sal...
Acho melhor infligir-me uma dor maior de modo a apaziguar esta, que dor maior seria? Não sei...
Pela saúde do meu olhar que me olha agora neste instante que fui uma crente, apelidada de vilã, de ultrajante...
Nada que não seja tão comum a cada porta desta minha vida. Acho que nas minhas muralhas estarei a salvo, nada de voar (o anjo não sou eu) aqui é definitivamente mais seguro.
Agora e nos próximos tempos não direi nada que faça sentido, visto que tudo se despiu do mesmo em prol duma nudez nada esperada, em honra de nada. Serei só eu agora aqui, em tempo fomos mais, deixem-me habituar ao silêncio que me foi imposto...acho que quero mantê-lo e difundi-lo. Quebrei profundamente, a lástima de querermos agradar a todos, de nos dividirmos em mil não me trouxe mais que um mergulho no mais profundo de mim mesma. A mesma que já sorriu, se contorce de pé porque é importante permanecer-me em pé nesta hora.
Todos os gritos que me doem no consciente, todas as marcas que me ostentam no ar abatido fazem que me doa demais, a dormência que me impede a reacção deixa-me mais exposta ainda à ironia.Não quero ir por aí, porque quero manter-me lúcida. Hoje estas lágrimas são minhas na exclusividade, amanhã eu não sei...
O meu plano agora não é nenhum, porque tudo se quebrou como estilhaços na frente dos meus olhos incrédulos. Deixo os adjectivos para depois porque por mais que me ocorram não estariam altura de tudo isto.
Os meu desejos hoje são para mim:
Desejo as pazes comigo mesma.
Pearl
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
Companheira

Serenamente ou menos serena anseio coisas, multidões e espaços em branco.Sou do género de me entusiasmar com a raridade, com aquela capacidade de se ser único entre iguais. E é aí exactamente que me perco muitas vezes me encontrando.
Não será essa capacidade que me salva de mergulhar num total papel de espectadora? Sei que sendo tantas vezes senhora de dicotomias é-me difícil escolher algo em detrimento de outro. Mas para mim aquando da escolha, será sempre interventiva e reactiva. Não tenho medo de batalhas(daí talvez a escolha musical) desde que me mereça a minha acreditação e paixão. Envergo sempre uma arma em defesa da minha escolha, em defesa dos seres únicos que atravessam a minha vida. Só parando quando vem a única arma que me desarma: a decepção.
Já aqui falei da dita, que é sempre seguida de espaços em branco em que muitas vezes me redesenho, me enchendo de cores temporárias e projectos paleativos. Difícil de entender? Não, sei que não, é só aquele tempo de sarar, reerguer e montar de novo.
Tenho o melhor sorriso nessas horas, o mais brilhante e sedutor, confesso que muitas vezes impregnado de malícia... a dureza que me caracteriza é sempre antecedida desse sorriso, este mesmo que faço agora, e oiço as notas que me embalam a mente e os dedos sobre o meu teclado negro.
Debato-me pela raridade sempre que me encontro com ela. Podes não ser o(a) mais perfeito(a), o(a) mais bonito(a) ou o esperado. Mas para mim sem dúvida mereces toda a minha atenção e capacidade me juntar a ti na batalha que escolheres.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Desilusão
Por vezes tenho a mania de achar que determinada pessoa não irá desiludir-me quando acontece finalmente, tenho a tendência de "fazer de conta" que não vejo. Quando finalmente sou obrigada a ver de facto o tamanho da desilusão infligida reparo que ainda é maior do que pensei. Como se a imortalidade existisse!?quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Luísa

As manhãs eram sempre caóticas, cansativas e ensonadas. Custava-lhe imenso levantar-se de manhã porque tinha insónias e quando não as tinha o seu cérebro era um pequeno relógio que não parava nunca. Ou com os seu próprios esquemas mentais do dia que vinha ou do que se ia, ou com algum alheio.Quando o telemovél tocava para mais um dia era como se o seu corpo pesasse o dobro, como se tudo no seu dia lhe aparecesse em dobro sabendo que provavelmente seria em triplo.
Entre despertar uns, gritar a outros Luísa arranjava tempo para si, nunca saia de casa sem uma aparência minimamente aceitável, nos últimos tempos tinha sido acometida pela ânsia de parecer mais bonita mais jovem. Irritavam-lhe de sobremaneira as olheiras da tez morena e do cansaço crónico que desenvolvera. Disfarçava-as com um corrector e nos lábios um lipgloss. Entrava no carro, e ao longo de trajecto o caos ia desaparecendo entre beijos e "até logos".Quando finalmente se via sozinha no seu carro e no seu caminho, aumentava o som da música e imaginava uma outra vida, uma outra escolha. Ela tinha direito a esse escape mental, tinha direito a essa ponta de liberdade que durava apenas dez minutos, mas que lhe devolviam um brilho acutilante ao olhar (sempre e apesar de tudo): tão sedutor.
Pearl
sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Sempre fora profissional, tanto no emprego como fora dele.
O profissionalismo não se tem só num ambiente de empregabilidade mas fora dele também . E por vezes é até onde é mais exigido.
Pousa os sacos em cima da bancada cheia de migalhas e facas sujas de manteiga:"é sempre a mesma merda". Senta-se perante mais um dia em que tudo correu sobre carris e sem destabilizar. Pensa que não lhe apetece nada limpar a porcaria dos "outros" mas o tal profissionalismo não a deixa tomar tal atitude.
Num ápice a bancada da cozinha fica limpa e a mesa também.As compras estão no sitio, aliás como tudo na sua vida...extremamente arrumado e imaculadamente limpo. Dirige-se à sala, onde os gritos quase a fazem querer desaparecer, desenha aquele sorriso doce nos lábios e entra, espectacularmente feliz.É recebida com beijos e abraços e muito mimo, para si é mais que suficiente.
O que poderá faltar numa vida tão aparentemente perfeita, onde se considera uma profissional qualificada e competente, onde tudo está arrumado nos devidos lugares, e esses lugares são tão comuns que a própria existência já se tornou automática.
Automaticamente feliz!?
...será?
Parece-vos a introdução duma qualquer vida, uma que seja vossa ou de outros, uma que já saíram, ou outra que querem entrar.
Pois bem, esta vida tem um nome: Luísa e tem 31 anos.
O que vai ser escrito sobre este pedaço de vida que nós todos já vimos é puramente ficcional, e produzido na minha parca imaginação.
Pearl
domingo, 16 de agosto de 2009
...

Quantas mortes já causei eu à minha passagem? quantas vezes eu já morri quando passaram por mim.
Que rumo foi este que tomei e não consigo voltar atrás.
Estou tão confusa como uma borboleta no seu primeiro dia de vida.
Nunca serei uma mulher que se coloque em pause, nunca... e acho que nem conseguiria sê-lo.
Prefiro a vertigem insana do arrebatamento do que uma morna e suave brisa que de tão longinqua nem se sente.
É aí que me pergunto quantas mortes já causei com o meu modo de ser e quantas vezes já morri ás mãos deste meu modo de ser...quantas vezes já me mataram por ser assim.
Vejo tudo tão claramente porque a minha racionalidade não me deixa que veja de modo turvo, vejo tudo tão fora dos seus lugares que não suporto a confusão que tudo me faz.
Na minha vida tudo tem o seu lugar, tudo, não as mudo de sitio quando não me dá jeito, ou não me apetece(ou não posso) interagir...tudo está bem definido e quem ocupa espaços na minha vida, normalmente é para toda a vida, porque são tão poucos, quase nenhuns. Aprecie-os e como diz a música "nutro-os" sempre que posso, e eu posso quase sempre.
Tudo o que dou afectivamente não é retornado na mesma dimensão e raros são os casos em que acontece o contrário. Agora coloco a questão:será que sou eu que dou demasiado? ou será que sou exigente? nunca saberei, eu sei.
A única coisa que sei, é que fica um vazio difícil de suprimir, fica o desejo de querer e não poder ter, fica o anseio de tudo o que planeei não se concretizar.
O meu espírito é de evolução constante, sem isso paro e morro mais uma vez.
Sou o que consigo ser
assim como cada um de nós é o que consegue ser, nem mais nem menos.
Pearl
domingo, 9 de agosto de 2009
(in)completa

Serei sempre a pergunta sem resposta.
o Céu sem sol.Serei sempre inacabada, absolutamente incompleta.
Serei sempre a marca que ficou aos olhos de quem sofreu.
O rosto que lembra a dor.
A dor que me entreabre o corpo, que necessita.
Serei sempre incapaz de mudar.
Ser mar com areia.
Lua com luar.
Jamais esperes que seja plana,
que me alimente unicamente do básico.
De restos ou futilidades.
Serei sempre ar sufocante.
Estrada sem destino.
Eleva o silencio ao teu maior decibel,
castiga a tua pele na recusa do que sofres.
Eu serei sempre absoluta
serei sempre máxima na minha vontade de crescer
e voar.
E mesmo cheia de peças incompletas
não tenho medo algum de viver
...
Pearl
domingo, 2 de agosto de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Carta.

Deixa a vida correr
sem pressa de vive-la
o que fôr para ti
será teu
e o que não fôr não interessa!
Interrompe sempre que te desagrade
que te fustigue a alma branca que tens.
Pára o teu caminho
sempre que te fôr custoso,
quando mais parares mais vives.
A vida corre na mesma
enquanto paramos.
Escolhe quem te acompanha
como se do mais importante se tratasse.
Dos escolhidos
depende um caminho mais fácil ou difícil.
Sê selectiva com tudo o que te rodeia,
com tudo o que te parecer bom...ou mau.
E sem te protegeres
deves ter a capacidade de crescer saudável.
Respirar a tua liberdade,
sentir a tua pele
e ampliar os teus sonhos
até à realidade pretendida...
e seres feliz...com o que és, e queres ser.
Pearl
PS: há fardos que não te compete a carregar
lágrimas que não estão destinadas aos teus olhos,
dores que não te podem ser infligidas...
recusa-os.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Shinning Pearl (1ano)

É hora de não levar bagagem
é hora de tapar os móveis
com lençóis macios!
Os móveis que sustentaram
lágrimas e sorrisos
que sustentaram meu corpo cansado tanta vez!
Nas paredes tenho pinturas
de artistas com o meu nome
de paisagens que só eu vi
que sou eu experimentei.
Têm os sonhos calados
e olhares pasmados
pelo o que vi
pelo o que senti!
No chão já não toca o meu salto
o balanço do meu corpo
já não é sentido aqui
a madeira já não range quando eu passo
...calou-se...
e já não quero senti-lo nos meus pés!
A música já não toca,
já não é a minha musica
já não me pede que dance...
Fecho portas, corro cortinas
as divisões da minha casa estão condensadas
em memórias
em fantasmas que passeiam por aqui
pedindo que eu fique mais um pouco
...aceno que não...
Fecho a ultima janela
vejo mais uma vez a paisagem daqui,
serena mas tumultuosa!
Sinto o cheiro
daquele sitio que já foi meu
que não pensei mais sair!
Um último olhar
o derradeiro cheirar.
Dirijo-me segura para a porta,
numa certeza urgente!
Já não existe ali calor
já não existe ali o som da vida
porque são as únicas coisas que
trago na bagagem
Fecho a porta
dou-lhe costas
afasto-me
olho de novo
e já não estou lá!
Sinto a brisa...
é minha...
Empurra-me para longe,
já não pertenço ali!
Pertenço onde quero estar,
a minha morada é onde cresço!
Republico este meu texto, foi o primeiro deste blog, foi bom relê-lo, ouvi-lo!
Com isso assina-lo também um ano de Shinning Pearl.
Quero agradecer a todos os que me lêem a disponibilidade e partilha, um abraço enorme a todos os amigos que vieram através dele, sendo poucos são preciosos: Amo-vos!
Pearl
quarta-feira, 8 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Seres
Sou quente como a Terra
e fria como a chuva...
Não sei como mas de alguma forma divina
despertas as palavras em mim,
o exercício de em mim mexer.
Revolver carne misturada com desejo,
lágrimas com canela...
E sou calma como a brisa
e revolta como o mar...
De todos os silêncios quebrados
este foi o que me soube melhor,
de todos os regressos desejados
este foi o que mais desejei...
Apetece-me dizer:
que sou mágica como a Lua
e que queimo como o Sol...
Continuo a sorrir
porque só isso me causas
continuo a escrever
porque assim te chego de novo!
Acho até que:
Sou chão no meu caminho
e ar no meu mundo...
Toda a persistencia em mim resista
e que toda a coragem me vele a sono
e a vida.
Deixo-me embarcar nas minhas linhas
estas que aqui escrevo
e aquelas que sou.
Apraz-me gritar o meu nome,
letra por letra.
Coloca-las nas notas dum piano...
sinto-me melodia na tua voz,
numa canção de silêncios.
Pearl
e fria como a chuva...
Não sei como mas de alguma forma divina
despertas as palavras em mim,
o exercício de em mim mexer.
Revolver carne misturada com desejo,
lágrimas com canela...
E sou calma como a brisa
e revolta como o mar...
De todos os silêncios quebrados
este foi o que me soube melhor,
de todos os regressos desejados
este foi o que mais desejei...
Apetece-me dizer:
que sou mágica como a Lua
e que queimo como o Sol...
Continuo a sorrir
porque só isso me causas
continuo a escrever
porque assim te chego de novo!
Acho até que:
Sou chão no meu caminho
e ar no meu mundo...
Toda a persistencia em mim resista
e que toda a coragem me vele a sono
e a vida.
Deixo-me embarcar nas minhas linhas
estas que aqui escrevo
e aquelas que sou.
Apraz-me gritar o meu nome,
letra por letra.
Coloca-las nas notas dum piano...
sinto-me melodia na tua voz,
numa canção de silêncios.
Pearl
sexta-feira, 26 de junho de 2009
This is it...

Para nós que crescemos com o Michael, hoje é um dia triste!
Foi a nossa primeira referencia musical, aquela que nos fazia sonhar: que sim, nós podíamos tudo!
Crescemos entre dezenas de posters dele, entre brigas na escola em sua defesa mas sempre ao seu som!
Dançamos, cantamos e fomos felizes, porque ele fez parte da banda sonora das nossas vidaa. Trouxe-mo-lo connosco para a vida adulta, e apresenta-mo-lo à nova geração..." este é o Michael."
Para nós ele era simplesmente Michael! E continuará a ser o mais importante, porque: Michael é Michael...
Pearl e Touch
(não deixaremos morrer o excelente legado musical que nos foi deixado, até porque a música tem o poder da imortalidade)
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